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julho 22, 2019
Notícias São Paulo

Visões Urbanas dança a cidade em sua 12ª edição

Cia Arearea+Outono- Foto: Studio Alerizzi
Cia Arearea+Outono- Foto: Studio Alerizzi

15 companhias do Brasil e estrangeiras ocupam oito espaços da cidade com uma extensa e diversificada programação: as sextas, sábados e domingos concentram as apresentações coreográficas; oficinas e sessões de videodança recheiam os dias de semana. Festival se encerra em São Paulo com o Urbaninhas, pensado especialmente para o público infantil

De 5 a 19 de abril, acontece em São Paulo mais um Visões Urbanas – festival internacional de dança em paisagens urbanas, concebido e realizado pelos artistas e pesquisadores Ederson Lopes e Mirtes Calheiros. Nesta 12ª edição, artistas do Brasil, Bélgica, Itália, Estados Unidos e Ucrânia se encontram para uma diversificada e intensa programação acolhida em oito espaços da cidade: espetáculos e intervenções ocupam o Vale do Anhangabaú, o Instituto Italiano di Cultura, a Casa das Rosas e as unidades Santo Amaro e Campo Limpo do Sesc; o Centro de Referência da Dança recebe oficinas e exposição fotográfica; e a Lara Mara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, e o MIS – Museu da Imagem e do Som exibem mostra de videodança. No dia 20, Visões Urbanas, em sua versão “Extensão”, viaja para a Baixada Santista e ocupa o Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente. Toda a programação é gratuita.

Com o desejo de trabalhar sobre a idéia de resistência no tempo, o olhar curatorial focou em artistas com uma trajetória que, de certa forma, traduzem permanência na arte e na pesquisa. “Por isso, esta edição reúne, em boa medida, artistas mais maduros, valorizando a contribuição desses artistas que aproximam diferentes tempos históricos, que seguem criando e cujos trabalhos estão em contínuo diálogo com o nosso tempo”, afirma Mirtes Calheiros, diretora da Cia Artesãos do Corpo e curadora artística do Festival.

A abertura do Visões Urbanas acontece na tarde de sexta (5/4), a partir das 17h, com cinco performances apresentadas em sequência nos baixos da Praça Ramos de Azevedo, onde localiza-se o Monumento a Carlos Gomes e a Fonte dos Desejos, no Vale do Anhangabau. Começa com “Outono”, da companhia italiana Arearea, seguida da carioca Cia Gente, com “Fio do Meio” (Ato nº 1 – A crise das Borboletas); “RedBlueWhiteBlack&Orange – a dança da resistência”, com a Maida Withers Dance Construction Company (EUA/Ucrânia); a Flex companhia de dança do Ceará, com “Transeuntes”, e Cilô Lacava, de São Paulo, com “Oximoro II”.

No sábado (6/4), a programação começa às 11h, no Instituto Italiano di Cultura, em Higienópolis, com o bailarino Luis Arrieta em sua mais recente criação “Umbral”, apresentada em três atos de forma intercalada entre os trabalhos “Outono”, da Cia Arearea, e “Empreintes”, da Cia Irene K, da Bélgica. A partir das 16h, o palco é a Casa das Rosas, com a reapresentação de “RedBlueWhiteBlack&Orange – a dança da resistência”, com a Maida Withers Dance Construction Company; “Em Solilóquio”, trabalho de Maria Mommensohn (São Paulo); e “Transformações | O Tempo do Corpo”, performance de Dorothy Lenner, de Minas Gerais.

A Casa das Rosas segue com as apresentações do domingo (7/4), novamente com os três atos de Umbral, de Luis Arrieta, permeando outros dois trabalhos – “Eu por detrás de Mim”, com a Cia de Danças de Diadema, e “Empreintes 2”, da Cia Irene K.

Na sexta e sábado seguintes (dias 12 e 13/4), as unidades do Sesc entram no circuito para o Visões Periféricas. Na tarde de sexta (16h30), o Santo Amaro acolhe “O Corpo no Desenho”, trabalho de Lara Dau Vieira (São Paulo) dirigido ao público infanto-juvenil. A partir das 20h, Luis Arrieta dança o Primeiro, o Segundo e o Terceiro Umbral entre as apresentações de “Transformações | O Tempo do Corpo”, de Dorothy Lenner; e “Tabibito viajante”, performance fugaku do Núcleo Fu Bu Myo In, de Toshi Tanaka. Sábado, no Sesc Campo Limpo, o programa é vespertino, entre 14h e 16h, com “Oximoro II”, de Cilô Lacava, “Em Solilóquio”, com Maria Mommensohn; “Senhor Calvino”, da Cia Artesãos do Corpo, e “Travessia”, com o grupo Caixa de Imagens, todos de São Paulo.

A programação de apresentações se encerra, em São Paulo, na sexta, dia 19, com o Urbaninhas, uma seleção de trabalhos mais direcionados ao público infantil, que acontece ao ar livre na Casa das Rosas. A partir das 11h, o Grupo Caixa de Imagens apresenta “Travessia”, seguido de Lara Dau Vieira, com “O Corpo no Desenho” e “Sr. Calvino”, da Cia Artesãos do Corpo.

Programação paralela

Para além das apresentações, o Festival oferece, de 8 a 11/4, quatro oficinas realizadas no Centro de Referência da Dança, com inscrições abertas: “Dança Contemporânea – Exercícios de Estilo”, com Roberto Cocconi, diretor da Cia Arearea (Itália); “Encontro: Escolhas, objetivos, dimensões”, com Dorothy Lenner; “Paisagens do Corpo”, com Mirtes Calheiros, diretora da Artesãos do Corpo; e “Performance Fugaku”, proposta por Toshi Tanaka.

O CRDSP também sedia a exposição fotográfica “Dançar a Rua”, que traz a dança contemporânea em diálogo com a arquitetura da cidade, sob o olhar de Fabio Pazzini, dentro das 11 edições anteriores do Festival Visões Urbanas.

Realizada anualmente por meio da parceria entre os festivais Visões Urbanas, de São Paulo, e o InShadow, de Lisboa, a Mostra de Videodança acontece em dois espaços: na quarta, dia 17, tem exibição com audiodescrição na Lara Mara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual; e na quinta, dia 18, rola no MIS – Museu da Imagem e do Som.

A dança em paisagens urbanas

Concebido em 2006, pelos artistas Mirtes Calheiros e Ederson Lopes (Cia Artesãos do Corpo), o Visões Urbanas faz parte da rede internacional de festivais “CQD – cidades que dançam”, conectando São Paulo com cidades da Europa e América Latina, para promover a circulação, a troca e o intercâmbio de artistas e trabalhos criados para espaços públicos.

Nesta edição, o festival repete a experiência de descentralização da produção cultural para outras cidades – já aconteceu em São Bernardo do Campo, Embu-Guaçu, Maceió (Al) e Campinas –, sendo acolhido pelo Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente, cidade litorânea de São Paulo, em versão poket,  com a apresentação de “Tabibito Viajante”, com o Núcleo Fu Bu Myo In, “Travessia”, da Caixa de Imagens, e “Sr. Calvino”, com a Cia Artesãos do Corpo, que encerra o Festival no dia 20.

XII Visões Urbanas / 2019 foi contemplado pelo Proac – Festivais de Artes II.

Abaixo, confira a programação completa  – também em

www.visoesurbanas.com.br   https://www.facebook.com/events/239722073582537/

Serviço

XII Visões Urbanas – Festival internacional de dança em paisagens urbanas 

De 5 a 19/4

Performances e Intervenções

5/4 (sexta) – Vale do Anhangabau (Praça Ramos de Azevedo – baixos)

17h  –  ‘Outono’ (Cia Arearea – Itália), “Fio do Meio” (Cia Gente – RJ); “RedBlueWhiteBlack&Orange – a dança da resistência” (Maida Withers Dance Construction Company – EUA/Ucrânia); “Transeuntes” (Flex Cia de Dança – CE); “Oximoro II” (Cilô Lacava – SP).

6/4 (sábado) – Instituto Italiano di Cultura – IIC (Av. Higienópolis, 436 – Metrô Higienópolis-Mackenzie)

11h – “Primeiro Umbral” (Luis Arrieta – SP);  “Outono” (Cia Arearea), “Segundo Umbral” (Luis Arrieta – SP); “Empreintes” (Cia Irene K – Bélgica/Ucrânia); “Terceiro Umbral” (Luis Arrieta – SP).  .

6/4 (sábado) – Casa das Rosas (Av. Paulista, 37 – Metro Brigadeiro)

16h – “RedBlueWhiteBlack&Orange – a dança da resistência” (Maida Withers Dance Construction Company – EUA/Ucrânia); “Em Solilóquio” (Maria Mommensohn – SP); e “Transformações | O Tempo do Corpo” (Dorothy Lenner – MG).

7/4 (domingo) – Casa das Rosas (Av. Paulista, 37 – Metro Brigadeiro)

11h – “Primeiro Umbral” (Luis Arrieta – SP);  “Eu por detrás de Mim” (Cia de Danças de Diadema – SP); “Segundo Umbral” (Luis Arrieta – SP); “Empreintes” (Cia Irene K – Bélgica/Ucrânia); “Terceiro Umbral” (Luis Arrieta – SP). 

12/4 (sexta) – SESC Santo Amaro Rua Amador Bueno, 505 – Metrô Largo Treze

16h30 – “O Corpo no Desenho” (Lara Dau Vieira – SP)

20h – “Primeiro Umbral” (Luis Arrieta – SP); “Transformações | O Tempo do Corpo” (Dorothy Lenner – MG); “Segundo Umbral” (Luis Arrieta – SP); “Tabibito Viajante” (Núcleo Fu Bu Myo In – SP); “Terceiro Umbral” (Luis Arrieta – SP). 

13/4 (sábado) – SESC Campo Limpo (Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120 – Metrô Campo Limpo)

14h – “Oximoro II” (Cilô Lacava – SP); “Em Solilóquio” (Maria Mommensohn – SP); “Senhor Calvino” (Cia Artesãos do Corpo – SP); e “Travessia” (Grupo Caixa de Imagens – SP).

19/4 (sexta) – Casa das Rosas – Urbaninhas

11h – “Travessia” (Grupo Caixa de Imagens – SP); “O Corpo no Desenho” (Lara Dau Vieira – SP); “Sr. Calvino” (Cia Artesãos do Corpo – SP).

Centro de Referência da Dança de São Paulo – CRDSP (Baixos do Viaduto do Chá, s/n – ao lado do Theatro Municipal – Metro Anhangabau)

Oficinas

8/4 (segunda), 14h às 17h – “Dança Contemporânea – Exercícios de Estilo”, com Roberto Cocconi (Itália)  

9/4 (terça), 14h às 17h – “Encontro: Escolhas, objetivos, dimensões”, com Dorothy Lenner

10/4 (quarta), 10h às 13h – “Paisagens do Corpo”, com Mirtes Calheiros

11/4 (quinta), 14h às 17h – “Performance Fugaku”, com Toshi Tanaka.

Exposição

De 5 a 19/4 – “Dançar a Rua”, fotos de Fabio Pazzini

Mostra de Videodança

17/4 (quarta), 14h – Lara Mara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual (Rua Conselheiro Brotero, 338 – Metrô Marechal Deodoro)

18/4 (quinta), 19h – MIS – Museu da Imagem e do Som (Av. Europa, 158).

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Programação completa

Também em  www.visoesurbanas.com.br | https://www.facebook.com/events/239722073582537/

Espetáculos | Performances | Intervenções

5/4 (sexta-feira) 

Vale do Anhangabaú

(Praça Ramos de Azevedo – Monumeto a Carlos Gomes | Fonte dos Desejos – em frente ao Centro de Referência da Dança – Estação Anhangabau do Metro)

17h – ‘Outono’ – Cia Arearea (Itália)

Uma das quatro criações livremente inspiradas na obra “Quatro Estações” de Vivaldi, em “Outono” a bem-aventurança do amor primaveril e a riqueza vital e frutífera do verão abrem caminho para uma hesitação introspective: hora de transição, de olhar para dentro. Um pequeno grupo de homens vacila,  atrasando o máximo possível todas as decisões, esperando que a separação entre os opostos tenha desaparecido. Constantemente oscilando entre a perambulação melancólica e a vitalidade competitiva, eles se alegram em dançar sob a antiga árvore de rituais.

Coreografia: Roberto Cocconi | Assistente de coreografia: Luca Zampar | Bailarinos: Andrea Rizzo, Daniele Palmeri, Luca Campanella, Roberto Cocconi  | Musica: Autumn, rewritten by Max Richter, Federico Albanese | Figurino:  Marianna Fernetich e Cia Arearea 

Duração: 30 minutos

17h30 – ‘O Fio do Meio’ (Ato nº 1 – A Crise das Borboletas) – Cia. Gente (Rio de Janeiro)

Arte e política interagem de modo pulsante, vazios que se preenchem ou não no entre de costuras na cidade. Curvas, aclives, cimento e asfalto, poças pedindo pés calmos, moças gritando o terror, inesperados cuspes nos pombos, muro virando gente, gente dormindo em paredes. Em “Fio do meio” (ato nº1 – A crise das Borboletas), estamos em movimento e em pausa observando a cidade que nos atravessa – que nos costura – a cidade como linha e o corpo como veste.

Direção e criação: Paulo Emílio Azevedo | Intérprete-criador: Eduardo Hermanson “Willow” | Intérprete convidado: Lucas Zina | Direção técnica: Filipe Itagiba | Assistente de direção: Salasar Jr.

Duração: 25 minutos

18h – ‘Redbluewhiteblack&Orange – a dança da resistência’ – Maida Whiters Dance Construction Company (EUA/Ucrânia)

‘Redbluewhiteblack&Orange’ reúne artistas da dança e da música do Estados Unidos, Ucrânia e Brasil para realizarem coreografias e improvisações que trazem à cena  inquietações e sensações sobre esses tempos frágeis e tumultuados no cenário politico global.

Intérpretes criadores: Anton Ovchinnikov (Ucrânia), Erica Rebollar, Maida Withers (EUA) |Músico/Compositor: Steve Hilmy (Eua)

Duração: 30 minutos

http://maidadance.com/works/resistance

18h30  – ‘Transeuntes’ – Cia Flex De Dança (Ceará)

O trabalho retrata as inquietações nascidas do transitar cotidiano entre a vida nas cidades do interior e a metrópole. Reflete sobre as intensas transformações que dão ao rural uma feição cada vez mais urbanizada, trazendo à cena corpos e simbologias atravessadas pelo eterno dinamismo de identidades híbridas.

Criação contemplada com o Prêmio Funarte Artes da Rua (Circo, Dança e Teatro).

Cocriação e direção colaborativa: Manoel Saldanha e Thiago Soares | Bailarinos-Intérpretes: Manoel Saldanha e Thiago Soares | Preparação técnica: Edmar Cândido (Grupo Fuzuê – Colaboratório de Artes Circenses/Fortaleza-CE) |

Sonoplastia: Elder Mendes

Duração: 30 minutos

19h15 – ‘Oximoro II’ – Cilô Laclava (São Paulo)

Uma andarilha percorre quilômetros e décadas. Atravessa e é atravessada por pensamentos, sentimentos e acontecimentos de destruição do Planeta que nos abriga. Observa as conexões vitais ignoradas entre todas as espécies, o lugar onde existimos, a mão de obra exigente do cuidar de nós mesmos. Do cuidado do outro que somos. Não existe ensaio. A extinção é para sempre.

Concepção, figurino e performance: Cilô Lacava | Adereços: das Etnias Paresi ou Irantxe, Xavante (Mato Grosso), Tikuna e Kuripako (Amazonas) |     Produção: Tarcísio Tatit Sapienza | Musica: Gavin Bryars

Duração: 30 minutos

6/4 (sábado) 

Instituto Italiano de Cultura – IIC

Av. Higienópolis, 436 – Metrô Higienópolis-Mackenzie

11h – ‘Primeiro Umbral’ – Luis Arrieta (São Paulo)

Aos 67 anos, Luis Arrieta, na sua intuição física, que é o seu modo de perceber o mundo, nos traz essa procura de umbrais que o conduzem a espaços adivinhados, tema presente sempre na sua obra coreográfica.

Umbrais existem intangíveis e concretos povoando o espaço invisível. Portas conduzem para o lado real do que habito. O faro me guia, O faro me engana. Soleira eternamente móvel não reconhece formas. Só a dança que me desintegra tece sua ponte incerta sobre o limiar que só suporta essência. Assim, nu, me recebo do outro lado que não é mais do que este.  Umbral.

Concepção Geral e Interpretação: Luis Arrieta  | Música: Oliver Messiaen/ George Crumb

Duração: 3 intervenções alternadas de 6 minutos cada uma

11h10 – ‘Outono’ – Cia. Arearea (Itália)

11h40 – ‘Segundo Umbral’ – Luis Arrieta (São Paulo)

11h50 – ‘Empreintes 2’ – Cia Irene K (Bélgica)

Pegadas deixadas na areia, no solo. Os pés podem levar à liberdade e ao encontro. Ritmo e som dão origem ao movimento perpétuo: a música está aqui, a dança irrompe, explorando relações de vários tipos.Direção artística e coreografia: Irene Kalbusch | Dança: Dominique Schmitz, Karolina Kardasz | Música: Milan Warmoeskerken

Duração: 15 minutos

12h20 – ‘Terceiro Umbral’ – Luis Arrieta (São Paulo)  

Casa das Rosas

Av. Paulista, 37 – Metro Brigadeiro

16h – ‘Redbluewhiteblack&Orange’ – Maida Whiters Dance Construction Company (EUA)

16h30 – ‘Em Solilóquio’ – Maria Mommensohn (São Paulo)

Um corpo e seus contornos na intimidade do pensamento/ sentimento. Falar de si, para si, em si, e o contato com o ar que se move no gesto. Uma forma de ser que não se forma e se reduz a um caminho sempre de volta ao seu contorno. A amorfa sensação de estar, ainda assim, presente.

Concepção e Interpretação: Maria Mommensohn

Duração: 20 minutos

17h – ‘Transformações | O Tempo do Corpo’ – Dorothy Lenner (Minas Gerais)

Performance de Dorothy Lenner sobre a impermanência do tempo, do corpo, do espírito e da vida. Celebração do reconhecimento da beleza na imperfeição e a incorporação de nossa finitude.

Performer: Dorothy Lenner | Direção cênica: Key Sawao | Espaço e Luz: Hideki Matsuka | Trilha sonora e operação de som: Rodrigo Gava

Duração: 20 minutos

 

7/4 (domingo)

Casa das Rosas

Av. Paulista, 37 – Metro Brigadeiro

11h – ‘Primeiro Umbral’ – Luis Arrieta (São Paulo)

11h10 –  ‘Eu por detrás de mim – Cia. de Danças de Diadema (São Paulo)

Encontrar-se, perder-se, acreditar na imagem que lhe é refletida ao se deparar com os espelhos pode ser um profundo engano. Mas como saber? Mergulhar em um mundo de reflexos, complexos, com nexo ou desconexos… pode ser uma viagem sem volta.

Direção Geral e concepção coreográfica: Ana Bottosso | Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones  | Assistente de coreografia: Carolini Piovani | Elenco: Carlos Veloso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Guilherme Nunes, Júlia Brandão, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones, Zezinho Alves | Concepção musical: Fábio Cardia | Concepção figurino e adereços cênicos: Ana Bottosso | Confecção figurino: Cleide Aniwa| Professores de dança clássica: Márcio Rongetti e Paulo Vinícius | Condicionamento físico: Carolini Piovani | Assistente de produção e sonoplastia: Daniela Garcia, Jehn Salles

Duração: 20 minutos

11h40 – ‘Segundo Umbral’ – Luis Arrieta (São Paulo)

11h50 – ‘Empreintes 2’ – Cia Irene K (Bélgica)

12h20 – ‘Terceiro Umbral’ – Luis Arrieta (São Paulo)

 

12/4 (sexta-feira) – Visões Periféricas

Sesc Santo Amaro

Rua Amador Bueno, 505 – Metrô Largo Treze

16h30  O Corpo no Desenho  Lara Dau Vieira (São Paulo)

20h  ‘Primeiro Umbral’ – Luis Arrieta (São Paulo)

20h10 – ‘Transformações | O Tempo do Corpo’ – Dorothy Lenner (Minas Gerais)

20h40 – ‘Segundo Umbral’ – Luis Arrieta (São Paulo)

20h50 –  Tabibito Viajante – Núcleo Fu Bu Myo In (São Paulo)

“Tabibito Viajante” é uma performance fugaku inspirada nos haikus de Matsuo Basho.

Performers: Toshi Tanaka e Ciça Ohno

Duração: 20 minutos

21h20 – ‘Terceiro Umbral’ – Luis Arrieta (São Paulo)

13/4 (sábado) – Visões Periféricas

Sesc Campo Limpo

Rua Nossa Senhora do Bom Conselho, 120 – Metrô Campo Limpo

14h – ‘Oximoro II’ – Cilô Laclava (São Paulo)

14h30 – ‘Em Solilóquio’ – Maria Mommensohn (São Paulo)

15h – ‘Sr. Calvino’ – Cia Artesãos do Corpo (São Paulo)

15h30 – ‘Travessia’ – Grupo Caixa de Imagens (São Paulo)

 

19/4 (sexta-feira) – Urbaninhas

Casa das Rosas

Av. Paulista, 37 – Metro Brigadeiro

11h – ‘Travessia’ – Grupo Caixa de Imagens (São Paulo)

Dois andarilhos e Gilda. Na delicadeza de melodias executadas ao vivo, Gilda, uma boneca de aproximadamente 10 cm, tem como cenário o vestido de quem a manipula. Ganha vida nas mãos que se mesclam (mãos do ator manipulador, do ator que toca a trilha, mãos do espectador). “Travessia” trabalha na atmosfera da intimidade, criando elos, quebrando distâncias, colocando lado a lado, como parceiros, atores e público.

Concepção, dramaturgia e elenco: Mônica Simões e Carlos Gaucho | Direção e figurino: Mônica Simões | Trilha Sonora: Carlos Gaucho

Duração: 45 minutos

11h45 – O Corpo no Desenho – Lara Dau Vieira (São Paulo)

Dançar e desenhar. Em “O Corpo no Desenho” os performers estimulam a relação com os transeuntes convidando-os a pausar o movimento do corpo para serem vistos e desenhados numa malha de papel. Como “nuvem de desenhos’, a malha sobrevoa os ares interagindo com quem encontra pelo trajeto. O retratado é convidado a assinar o desenho e a refletir sobre um sonho. O desenho é fotografado, impresso em tempo real e entregue à pessoa que participa da ação. A malha desenhada se instala no espaço revelando memórias de corpos, escritas, traços e sonhos para serem observados.

Criação: Lara Dau Vieira | Performers: Lara Dau Vieira, Ligia Marthos, Ricardo Fornara e Tatiana Melitello | Registro fotos: Ricardo Fornara e Claúdia Rodrigues| Registro de vídeo: Tarsila Coury | Produção: Mibemol

Duração: 45 minutos

12h30 – ‘Sr. Calvino’ – Cia Artesãos do Corpo (São Paulo)

Inspirados no universo poético-urbano do escritor Ítalo Calvino, os intérpretes lançarm luz aos pequenos detalhes presentes no cotidiano das cidades, normalmente ignorados pela maioria de seus habitantes, mas que traduzem e refletem o mundo contemporâneo e a existência humana. Com humor, leveza e poesia, a rua e a paisagem urbanas se transformam num caleidoscópio de situações surreais. Sr. Calvino passeia pela rua e deixa um vestígio colorido no espaço público lembrando que a rua também foi feita para dançar.

“Sr. Calvino” foi contemplado com o Prêmio Funarte Artes Cênicas nas Ruas.

Direção: Mirtes Calheiros | Intérpretes: Dawn Fleming, Ederson Lopes, lder Sereni, Fany Froberville, Gisele Ross, Hiro Okita, Leandro Antonio, Maira Yuri, Mirtes Calheiros e Rodrigo Caffer | Sonoplastia: Marcelo Catelan | Figurino e cenografia: Cia. Artesãos do Corpo

Duração: 35 minutos

Programação Paralela

Centro de Referência da Dança – CRDSP  

Baixos do Viaduto do Chá, s/n – ao lado do Theatro Municipal

– Metro Anhangabau  e República

De 5 a 20/4 (sábado)

Dançar a Rua – exposição fotográfica

A dança contemporânea em diálogo com a arquitetura da cidade, pelo olhar de Fabio Pazzini, dentro das 11 edições anteriores do Festival Visões Urbanas.

Oficinas e encontro

8/4 (segunda), das 14h às 17h

Dança Contemporânea – Exercícios de Estilo, com Roberto Cocconi (Cia Arearea – Itália)

Baseado em diferentes técnicas de dança contemporânea, mas estreitamente ligado à atividade de palco, o workshop tem como suporte de trabalho regras fundamentais como gestão do espaço, consciência do tempo, forma e ritmo

Roberto Cocconi: Bailarino e Coreógrafo, fez parte do Teatro Danza La Fenice, liderado por Carolyn Carlson de 1982 a 1984. Em 1984, foi co-fundador da Sosta Palmizi Company e, em 1992, fundou a Cia. Arearea onte atua, coreografa e desenvolve projetos.

Inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfpcHuHuWpE9pE3N2azHMXsv2-QqYmuiz8m5C2YMRbzcH3gow/viewform

 

9/4 (terça), das 14h às 17h

“Encontro: Escolhas, objetivos, dimensões”, com Dorothy Lenner (Brasil)

Troca de idéias sobre a trajetória de uma vida. O encontro é voltado para estudantes e profissionais das artes cênicas (Dança-Teatro-Performance)

Dorothy Lenner Formada pela Escola de Arte Dramática da USP (EAD), foi responsável pela disciplina “Técnicas de ator”, na mesma instituição, entre 1966-1972. Representou o Brasil como bolsista do British Council e cursou Period Movement (danças antigas europeias), com Belinda Query, em Londres. De 1977 a 2001, fez parte da Cia. Tamanduá de Dança-teatro, sob a direção de Takao Kusuno.

Inscriçãohttps://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfZZbGjl4Z7MzMsZFeDoCfOHG2bH2sw5Z5meslBqNpjfef2Bg/viewform

 

10/4 (quarta), das 10h às 13h

“Paisagens do Corpo”, com Mirtes Calheiros (Brasil)

A oficina visa levar aos interessados a linguagem da dança-teatro em paisagens urbanas e a rua como elemento de inspiração, cenário e palco de criação. Com base nos princípios de Rudolf Laban, o trabalho será conduzido de maneira a quebrar padrões pré-estabelecidos de composições coreográficas, incentivando o participante a buscar autonomia na criação, tanto no palco como no espaço urbano.

Mirtes Calheiros Socióloga formada pela PUC-SP, é bailarina professora de dança-teatro e pesquisadora do movimento. Diretora e intérprete da Cia. Artesãos do Corpo, suas criações cênicas para palco e rua já foram apresentadas em diversos festivais na América do Sul, América Central e Europa. É diretora artística do Visões Urbanas – Festival Internacional de dança em paisagens urbanas.

Inscriçãohttps://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScKlauweYEBszsXpaD1C3bkeVvpD7oWPsR7Lg42ZuNJLX-Pag/viewform

11/4 (quinta), das 14h às 17h

“Performance Fugaku”, com Toshi Tanaka (Brasil)

Experienciar o processo de criação fugaku inspirado nos haikus de Matsuo Basho. Através do mergulho na ressonância de voz e da palavra, buscar a relação entre corpo e natureza. A base técnica é o Do-ho.

Toshi Tanaka nascido em Tokyo em 1960, é artista performer fugaku, orientador do núcleo Fu Bu Myo In, coordenador do projeto Jardim dos Ventos, responsável pelo Comitê Executivo Imin Nô, professor de seitai-ho e do-ho licenciado no Instituto de Pesquisas de Educação Corporal em Tokyo e professor da Faculdade de Filosofia, Comunicação, Literatura e Artes da PUCSP, com notório saber em performance

inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc7dVh3B1CWv4LfvfiKGs6ndFef13YMLgKU-SsbKRBMhaExNw/viewform

 

Mostra de Videodança SP

Mostra realizada anualmente por meio da parceria entre os festivais Visões Urbanas, de São Paulo, e InShadow, de Lisboa.

17/4 (quarta-feira), 14h – exibição com audiodescrição

Lara Mara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual

Rua Conselheiro Brotero, 338 – Metrô Marechal Deodoro

18/4 (quinta-feira), 19h

Museu da Imagem e do Som – MIS

Av. Europa, 158

 

Visões Urbanas – Extensão São Vicente

20/4 (sábado), 14h

Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente

Rua Frei Gaspar, 280 – São Vicente – SP

14h –  Tabibito Viajante – Núcleo Fu Bu Myo In (São Paulo)

14h30 – ‘Travessia’ – Grupo Caixa de Imagens (São Paulo)

15h – ‘Sr. Calvino’ – Cia Artesãos do Corpo (São Paulo)

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