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junho 26, 2019
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“Vidas nas Ruas” inspiram jovem fotógrafo carioca

Registros urbanos de Guido Dowsley estarão expostos no Templo, na Gávea, a partir do dia 17 de janeiro

Um ex-estudante de Engenharia da PUC-Rio, que trocou o curso no quarto ano pelo de Ciências Sociais movido pela paixão à fotografia. Este é Guido Dowsley, 25 anos, que, ao fotografar as vidas nas ruas, resolveu estudar a ligação entre elas e como se conectam com a história, o presente e o futuro. Foi esse olhar curioso e original do jovem negro, aberto à compreensão e ao aprendizado natural de quem vive o seu tempo, que proporcionou o trabalho de Guido, apresentado na exposição “Vidas nas ruas”, cuja vernissage é na próxima quinta-feira, a partir das 18h, no Templo (rua Duque Estrada 41, Gávea), comunidade que cria as estruturas e conexões necessárias para que empreendedores possam construir juntos um novo mundo. 

A mostra faz parte da série “Arte dos Comuns”, em que a casa da Gávea abre portas – e paredes – para jovens artistas da cidade apresentarem suas obras. Guido Dowsley foi descoberto pela curadoria do Templo por meio do Instagram (@guidodowsley). A exposição “Vidas nas ruas” conta com 18 obras, fotografadas entre 2016 e 2018, em realidades e cenários diversos: da Comunidade Barro Branco, em Duque de Caxias, à Zona Sul carioca. A mostra vai até o dia 14 de fevereiro, aberta de segunda a sexta, das 9h às 18h. 

A vernissage contará com outros aspectos da cultura de rua carioca, como o queijo coalho do Jarbas, a pipoca do Seu Arlindo, o hambúrguer do Max e a música de jovens violinistas negros, além do tradicional chope artesanal da Cervejaria Kurumã. A entrada é gratuita. 

Fotógrafo Guido Dowsley 

Guido Dowsley é graduando em Ciências Sociais pela PUC-Rio, fotógrafo e pesquisador na área de história, antropologia e sociologia, depois de ter cursado quatro anos de Engenharia.

No período de 2017-2018, foi membro do núcleo de pesquisa concebido como um espaço de desenvolvimento de pesquisas teóricas e empíricas em torno do tema mais geral da relação entre escola e democracia.

Em 2018, entrou para o Grupo de Estudos de História da África (GEHA/PUC-Rio). Iniciou sua pesquisa sobre quilombos no Rio de Janeiro, mais especificamente sobre a Serra dos Pretos-Forros, que resultará em um projeto audiovisual – sua monografia.

Atualmente, também como participante do GEHA, em conjunto com o Centro de Estudos e de Documentação da Ilha de Moçambique (CEDIM) da Universidade Lúrio (Moçambique), teve um projeto selecionado pelo CNPq, cujos objetivos são pesquisar as histórias e as manifestações culturais da comunidade Boca do Mato, no Rio de Janeiro, e da Cidade Macuti, na Ilha de Moçambique, e refletir sobre os diferentes processos históricos de marginalização social e racial enfrentados e que se manifestam inclusive na ocupação desses espaços físicos. 

Serviço

Exposição “Vidas nas ruas”
Local: Templo – Rua Duque Estrada 41, Gávea
Vernissage: dia 17 de janeiro, às 18h
Período: de 17 de janeiro a 14 de fevereiro
Dias e horários: de segunda a sexta, das 9h às 18h
Entrada gratuita

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