Vera Fischer completa 45 anos de carreira e estreia o clássico “Doce Pássaro da Juventude”

Dirigido por Gilberto Gawronski, traduzido pela atriz Clara Carvalho, o texto de Tennessee Willams foi adaptado por Marcos Daud para 10 atores

Alexandra Del Lago é uma atriz decadente, inteligente, ególatra, talentosa, manipuladora e sem censura alguma. “A personagem é uma experiente artista, que se olha no espelho e enxerga uma velha fracassada. Com isso, foge para o interior e acaba conhecendo um homem mais novo, que almeja poder e sucesso”, detalha Vera, que produz o espetáculo, junto com Luciano Borges e Edson Fieschi. O ator Pierre Baitelli é o jovem galã ambicioso Chance Wayne, interpretado no cinema por Paul Newman. “A Vera escolhe personagens certos, sabe o que falar e se conhece muito bem”, conta o Gilberto Gawronski. A peça faz ensaios abertos, de 5 a 8 de outubro, no Teatro Carlos Gomes, a preços populares – 20 e 40 reais – e estreia no próximo dia 12.

A trama se passa na década 1950, no sul dos Estados Unidos, em meio ao surgimento do Ku Klux Klan, época marcada pela oposição aos movimentos civis, violência e discriminação racial. “Me identifiquei muito com a personagem, é como se o Tennessee fosse meu amigo e tivesse escrito tudo isso para mim”, conta Vera, que, além de Baitelli, divide o palco com Mario Borges, Ivone Hoffmann, Bruno Dubeux, Clara Garcia, Dennis Pinheiro, Juliana Boller, Pedro Garcia Netto e Renato Krueger.

A proposta da montagem é fazer uma encenação realista que trabalhe os signos teatrais: “A personagem Celeste (Juliana Boller) é uma figura cheia de luz, Boss Finley (Mario Borges) é o chefe, enquanto Chance (Pierre Baitelli) é a sorte”, explica Gawronski, que trabalha pela primeira vez com um texto do autor. O cenário assinado por Mina Quental é um espaço neutro, onde a cama e o palanque político são o mesmo lugar, fazendo uma metáfora entre sexo e poder. O figurino, de Marcelo Marques, remete aos anos 50, apenas o essencial entra em cena. A trilha sonora original foi especialmente desenvolvida para o espetáculo por Alexandre Elias. “Nos inspiramos no cinema americano da década de 50. Entre músicas, canções e vinhetas, misturamos instrumentos como saxofone, baixo acústico e piano com a música eletrônica”, explica Elias, ganhador dos prêmios Shell e Bibi Ferreira pela direção musical de “Gonzagão, a Lenda”.

Vera ainda destaca a sua satisfação pessoal pelo projeto em meio a uma crise financeira e cultural no país. “Estamos fazendo uma peça grandiosa. Todos estão muito felizes, pois ninguém está contratando dez atores para fazer um espetáculo atualmente”. Trabalhando como uma companhia de teatro, o diretor destaca a união de todos a serviço de Tennessee: “Temos o mesmo objetivo, o trabalho é colaborativo. O que nos une é a dramaturgia”.

Serviço
Teatro Carlos Gomes
Praça Tiradentes, s/n – Centro
Telefone: (21)2215-0566
Temporada: 05 de outubro a 26 de novembro
Ensaios abertos: dias 05, 06, 07 e 08 de outubro

*(preço promocional: R$40,00- inteira / R$20,00- meia)
Estreia: dia 12 de outubro
Horários: quinta a sábado 19h e domingo 18h
Valor: R$60,00 (Inteira) R$30,00 (Meia)
Vendas online: www.ticketmais.com.br
Bilheteria: quarta a domingo, das 12h às 20h.
Duração: 110 minutos
Classificação: 14 anos

Ficha Técnica
Texto: Tennessee Williams
Tradução: Clara Carvalho
Adaptação: Marcos Daud
Direção: Gilberto Gawronski
Elenco: Vera Fischer, Pierre Baitelli, Mario Borges, Ivone Hoffmann, Bruno Dubeux, Clara Garcia, Dennis Pinheiro, Juliana Boller, Pedro Garcia Netto, Renato Krueger
Cenário: Mina Quental
Figurinos: Marcelo Marques
Iluminação: Paulo César Medeiros
Trilha sonora original: Alexandre Elias
Fotos estúdio: Marcelo Faustini
Produção Executiva: Joana D´Aguiar
Produção Geral: Luciano Borges e Edson Fieschi
Realização: Borges & Fieschi Produções Culturais

  • Renato Azevedo

    VEra Deusa Fischer. Vai ser sucesso !