“Utopia D – 500 anos depois” reestreia no Teatro Ipanema

A peça leva à cena trechos do livro UTOPIA, de Thomas More, publicado em 1516, em que o autor cria uma ilha-reino onde seria possível uma sociedade sem propriedade privada e sem intolerância religiosa, e as condutas sociais seriam regidas pela razão, e não pelo autoritarismo do Rei ou da Igreja. Através de um texto do século XVI, a peça faz uma reflexão sobre fatos dos séculos XX e XXI, e sobre as possibilidades da vida em sociedade hoje.

A peça leva à cena trechos do livro Utopia, de Thomas More, publicado em 1516, em que o autor cria uma ilha-reino onde seria possível uma sociedade sem propriedade privada e sem intolerância religiosa, e as condutas sociais seriam regidas pela razão, e não pelo autoritarismo do Rei ou da Igreja.

 Através de um texto do século XVI, a peça faz uma reflexão sobre fatos dos séculos XX e XXI, e sobre as possibilidades da vida em sociedade hoje.

Depois investigar os mistérios da física e do universo com a peça “Imagina Esse Palco Que Se Mexe”, o diretor Moacir Chaves faz uma viagem de volta no tempo, mais precisamente até 1516, para a criação de seu mais novo espetáculo: “Utopia D – 500 anos depois” (a letra “D” significa 500 em algarismos romanos). Depois de temporada de sucesso em 2017 na Ocupação GLAUCE PARA TODOS / Teatro Glauce Rocha, a peça reestreia no Teatro Ipanema.

Na peça estão os atores Josie Antello (atriz e parceira antiga do diretor, com quem trabalhou em diversos espetáculos, entre eles “Bugiaria”, “A Violência da Cidade”, “Valsa número 6”, “A Resistível Ascensão de Arturo Ui” e “Viver!”) e Julio Adrião (ator e produtor, entre outros, do espetáculo “A Descoberta das Américas”, que comemora onze anos em cartaz).

“Utopia D – 500 anos depois” nasceu do desejo de pensar a sociedade de hoje com suas crises e contradições, o que se deu através de um mergulho no livro Utopia, do filósofo inglês Thomas More (1478-1535), publicado em 1516.

Partindo deste texto do século XVI, contraposto a fatos dos séculos XX e XXI, Moacir Chaves pretende fazer uma reflexão sobre as possibilidades da vida em sociedade, do sentido e necessidade da repressão como mola mestra das condutas humanas.

“Estamos vivendo tempos difíceis, principalmente do ponto de vista sócio-político. Nunca, como vem acontecendo atualmente, a população brasileira se questionou tanto ou se posicionou tão veementemente sobre a nossa estrutura política, a ética, os direitos humanos e civis, as instituições religiosas, corrupção. É incrível como um texto escrito há exatos 500 anos torna-se agora mais atual do que nunca. Nos dias de hoje, tornaram-se não só importantes como necessárias as reflexões propostas por Thomas More. E foi por isso que optamos pela releitura desse clássico, no momento em que ele completa 500 anos. E é isso o que pretendemos com esse espetáculo: Fazer o público refletir sobre a sua realidade através do reconhecimento, da crítica e, muitas vezes, da ironia embutida em tudo isso.”, explica o diretor.

O diretor Moacir Chaves traz em seu currículo espetáculos reconhecidos e premiados como “Dom Juan”, com Edson Celulari e Cacá Carvalho; “Inutilezas”, com Bianca Ramoneda e Gabriel Braga Nunes; “Por um Fio”, de Drauzio Varela; “O Altar do Incenso”; com Marília Pêra e Gracindo Jr; e “A Lua Vem da Ásia”, com Chico Diaz, entre outros tantos. É considerado pelo crítico Nelson de Sá (Folha de São Paulo) como “uma autoridade na transposição de textos não teatrais para o palco”. Esta é a segunda vez que o diretor trabalha com o livro de Thomas More – em 2005, durante sua gestão no Teatro Maria Clara Machado, montou um outro espetáculo, com trechos do livro, chamado somente “Utopia”.

A MONTAGEM
A direção de Moacir Chaves aposta em um espetáculo provocador e bem humorado, com ênfase na comunicação entre palco e plateia, em busca de uma reflexão conjunta. Para isso, convidou dois atores com muita experiência em comédia e grande desenvoltura no trabalho corporal.

FICHA TÉCNICA
Texto: Thomas More
Direção e Dramaturgia: Moacir Chaves
Atuação: Josie Antello e Julio Adrião
Direção Musical e Música Original: Tato Taborda
Direção de Movimento: Josie Antello
Iluminação: Aurélio de Simoni
Figurino: Inês Salgado
Assistente de Direção: Tamie Panet
Fotografia: Daniel Barboza
Produção e Design: Fernando Alax
Realização: Julio Adrião Produções Artísticas