“Terça Aberta no Kasulo” mostra quatro trabalhos artísticos com “Prosa e petisco no corredor”

Com o desejo de instaurar um espaço de intersecção, debate e difusão de trabalhos de dança, teatro e performance, a segunda edição do “Terça Aberta no Kasulo”, que acontece no próximo dia 1 de novembro, às 20h, conta com o compartilhamento de quatro processos criativos: “Um solo-intervalo”, de Leticia Sekito | Companhia Flutuante; Retrato do Invisível”, de Rodolfo Amorim; “Hoje eu vivo no escuro”, de Laila Mora; e “Unairi”, de Alisson Lima. Entre os dois primeiros trabalhos e os dois últimos, uma pausa para “Prosa e petisco no corredor”, servindo comidinhas e bebidas, para aquecer o bate-papo.

A ideia, fruto do projeto “Atravessamentos”, da Cia Fragmento de Dança, contemplado pela 20ª edição do Programa de Fomento à Dança, propõe investir numa ação permanente que acontecerá sempre em uma terça- feira por mês, no Kasulo – Espaço de Cultura e Arte, na Barra Funda.

Processos criativos

Laia Mora (foto: Felipe Cruz)
Laia Mora (foto: Felipe Cruz)

Ao compartilhar a primeira fase do processo de criação de “Um Solo-Intervalo”, Leticia Sekito|Companhia Flutuante pretende abrir espaço para algo que nem é ponto de partida, nem de chegada, mas um espaço-entre, para deixar vir à tona aquilo que talvez esteja invisível, sombreado ou camuflado. Nesta primeira fase, Letícia, que é bailarina e performer formada em Educação do Movimento Somático pelo BMC® e DanceAbility®, contou com a orientação de Peter Michael Dietz e Sofia Neuparth, do C.e.m – Centro em Movimento, de Lisboa (Portugal), onde também fez sua formação.

Em seguida, Rodolfo Amorim, membro do Grupo XIX de Teatro, apresenta “Retrato do Invisível”, seu primeiro solo autobiográfico, onde tenta retratar a ausência do pai suicida a partir de poucos fragmentos que se alojaram em sua memória. Nessa busca, sua própria infância emerge e mostra esse vazio como determinante na construção da sua forma de ver e interagir com a vida. Um encontro entre pai e filho, entre o adulto e sua criança. A direção é de Antônio Luiz Dias Januzelli (Janô).

Depois do intervalo preenchido com “Prosa e Petisco no corredor”, entra em cena Laia Mora, bailarina de Barcelona, que há três anos reside no Brasil e desde o ano passado integra a Cia. Carne Agonizante, dirigida por Sandro Borelli. Em sua criação “Hoje eu vivo no escuro”, expõe a solidão que existe na invisibilidade dos moradores de rua da grande metrópole de São Paulo, representada através do silêncio do movimento como objeto de reflexão.

Por último, Alisson Lima, dançarino que iniciou seus estudos em danças brasileiras aos 14 anos, no Recife, e hoje ministra aulas no Instituto Brincante e atua como bailarino na Cia Antonio Nóbrega de Dança, mostra “Unairi”, sua pesquisa sobre o improviso em tempo real, num jogo de ação e reação que convida o público a participar na construção da obra, numa relação que atravessa um fio invisível que une e separa artista e plateia. O trabalho questiona a previsibilidade de nossas atitudes estimuladas por um sistema que nos diz o que fazer, como e onde. O músico Guegue Medeiros acompanha a performance ao vivo.

A próxima “Terça Aberta no Kasulo”, última do ano, está prevista para o dia 6 de dezembro.

Serviço: “Terça Aberta no Kasulo”, proposta da Cia Fragmento de Dança.

Quando: Dia 01/11, terça-feira, às 20h.

Apresentações: “Um Solo-Intervalo” – Leticia Sekito|Companhia Flutuante; “Retrato do Invisível” – Rodolfo Amorim;  “Hoje eu vivo no escuro” – Laia Mora;  “Unairi” – Alisson Lima.

Onde: Kasulo – Espaço de Cultura e Arte (Rua Souza Lima, 300, Barra Funda, Metrô Marechal Deodoro – Linha Vermelha – Tel 11 3666 7238).

Intervalo: bebidas e comidinhas (o local não aceita cartão de débito ou crédito)

Capacidade: 40 lugares

Ingressos: Grátis (retirada a partir das 19h; reservas pelo e-mail 

ingressociafragmento@gmail.com , com retirada até 19h40)

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