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domingo, julho 12, 2020

Os vilões de Shakespeare, premiado espetáculo do inglês Steven Berkoff, estrelado por Marcelo Serrado, na estreia do projeto Palco Instituto Unimed-BH em Casa

A montagem terá sessão on-line gratuita, transmitida ao vivo direto do Teatro Claro Rio pelo canal do Youtube do Sesc em Minas (SescemMinasGerais) e do Teatro Claro Rio (TeatroClaroRio)

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Os Vilões de Shakespeare do inglês Steven Berkoff, com versão brasileira de Geraldo Carneiro, direção de Sergio Módena, e protagonizado pelo ator Marcelo Serrado irá abrir o Palco Instituto Unimed-BH em Casa. O projeto contará  também com mais dois espetáculos solo de sucesso  que serão transmitidas ao vivo, direto do Teatro Claro Rio,  pelo canal do Youtube do Sesc em Minas e do Teatro Claro RioNa sequência de Marcelo Serrado em Os vilões de Shakespeare, no dia 27/06, haverá a apresentação de Heloisa Périssé com sua comédia E foram, quase felizes para sempre, no dia 11/07 e Zezé Polessa com a montagem de Não sou feliz, mas tenho marido, no dia 25/7. Todas as apresentações acontecem aos sábados, às 20h30.

“Considerando a característica do projeto, virtual, buscamos reunir artistas bem populares, reconhecidos pelo grande público e com forte presença nas redes sociais (Marcelo, Heloísa e Zezé, juntos, tem mais de 3 milhões de seguidores), para que os espetáculos alcancem o maior número de pessoas possível. Além disto, pretendemos também oferecer à nossa plateia espetáculos de diferentes estilos e linguagens”, explica Marisa M. Coelho, diretora da Pólobh. 

Em uma iniciativa inédita para manter o teatro vivo durante a pandemia e oferecer ao público espetáculos dotados dos mesmos rigores técnicos aplicados nas apresentações presenciais, em um palco especialmente preparado com sistemas especiais de vídeo, iluminação e sonorização, o Palco Instituto Unimed-BH em Casa vai assegurar ao público a melhor experiência, com todo o respeito que o teatro merece.  Os espetáculos contarão ainda com tradução simultânea de libras e áudio transcrição para garantir o acesso das pessoas com deficiências auditivas e visuais.

“Muitas iniciativas similares vêm sendo realizadas desde que foi implementado o isolamento social, entretanto nenhuma delas tinha ainda se disposto a fazer investimentos para que os espetáculos fossem transmitidos em seus formatos originais, com cenografia e sistema de iluminação, que só o palco de um teatro pode oferecer. A proposta do projeto é manter a “liturgia” que existe na fruição de espetáculos artísticos em que artistas e plateia se “encontram” em um momento único e sublime”, comenta  Marisa.

O acesso às transmissões será gratuito porém, durante as apresentações o público poderá fazer doações (via QR Code) para o Projeto Mesa Brasil, promovido pelo Sesc, em uma edição especial em benefício das campanha “APTR ao Lado do Trabalhador de Teatro” e “Salve a Graxa BH” que estão oferendo apoio ao sustento de profissionais do setor teatral que estão impedidos de exercer suas funções durante a pandemia.

“A pandemia afetou fortemente o setor cultural e sua cadeia produtiva. Por isso, estamos repensando o modelo e uma nova forma de produzir arte e cultura, cuidando para que essa nova forma envolva o público, além de assegurar o papel essencial da arte na sociedade e no desenvolvimento humano”, comenta Janaína Cunha, Gerente de Cultura do Sesc em Minas.

“Os Vilões de Shakespeare”
Marcelo Serrado interpreta um conferencista, uma espécie de palestrante, que reúne e analisa trechos da obra de Shakespeare e, ao mesmo tempo, vive os personagens. “É muito interessante para um ator representar vários vilões. É onde estão os arquétipos, o dissimulado, tirano, vingativo… Essa colcha de retalhos é genial”, conta Serrado.

Para o diretor Sergio Módena, a montagem é “uma reflexão sobre os dias atuais a partir da vilania, disputa pelo poder e ambição.” Geraldo Carneiro conta que é um privilégio trabalhar com textos tão maravilhosos, extraídos de personagens marcantes da obra do Shakespeare. “Vilões como Ricardo III, Coriolano, Iago, Hamlet, e outros que não gosto de pronunciar porque acho que não dá sorte”, brinca o poeta e dramaturgo.

Em “Os Vilões de Shakespeare”, o escritor inglês – também reconhecido mundialmente por seus trabalhos como ator e diretor – investiga o que torna os vilões tão atraentes para estudantes das artes cênicas e público, examinando e apresentando alguns dos personagens do bardo inglês. “Uma ideia maravilhosa a do Steven. A gente apenas traspôs as reflexões para o contexto do teatro brasileiro”, afirma Geraldo Carneiro, que já traduziu 6 peças de Shakespeare e é um apaixonado pelo dramaturgo inglês. “Tenho o meu “SIM” engatilhado para tudo que é relacionado a ele”, finaliza.

“Shakespeare, por meio de seus personagens, mostra causa, motivo e justificativa para que possamos compartilhar uma jornada psicológica, no lugar de condenar a maldade”, comenta Marcelo.

“Os Vilões de Shakespeare” estreou em 1998, na Inglaterra, foi encenado pelo próprio Steven e indicado para o prêmio The Society Laurence Olivier Award de Londres, como melhor espetáculo. Em 2000 ganhou o Prêmio americano de Teatro LA Weekly para Solo Performance.

Os Vilões de Shakespeare – Ficha Técnica

Autor: Steven Berkoff. Tradução e adaptação: Geraldo Carneiro. Direção: Sergio Módena. Elenco: Marcelo Serrado. Figurino: Carol Lobato. Iluminação: Paulo Denizot.

SERVIÇO: Palco Instituto Unimed-BH em Casa

Datas: 27/06, 11/07 e 25/07 – Sempre aos sábados, às 20h30

Gratuito|Transmissão ao vivo, pelo Canal no Youtube do Sesc em Minas(SescemMinasGerais) e do Teatro Claro Rio (TeatroClaroRio).

Exibições:

– Dia 27/06, classificação: 12 anos – Os Vilões de Shakespearecom Marcelo Serrado

William Shakespeare, ao longo da história, povoou o teatro com vilões dos mais diversos. Do cruel Iago, de “Otelo”, ao inescrupuloso Macbeth, da tragédia homônima. Marcelo Serrado  traz esses personagens à vida em “Os Vilões de Shakespeare”. Na peça do inglês Steven Berkoff, dirigida por Sergio Módena, Serrado vive um estudioso que dá conferências sobre a obra do autor inglês. Ao longo das explicações, ele incorpora os personagens enquanto disseca as razões de seus comportamentos. Um espetáculo com olhar bem humorado, um desfile de personalidades que possuem a natureza do mal, os pecados do teatro e as vaidades dos atores.

– Dia 11/07, classificação: 14 anos – E foram, quase felizes para semprecom Heloísa Perissé
Primeiro monólogo de Heloisa Périssé, e assinado por ela, a peça brinca, já no título, com a ideia de que uma relação a dois é (ou deveria ser) semelhante a um conto de fadas. O espetáculo traz a atriz no papel de Letícia Amado, escritora workaholic que passou os últimos meses enfurnada no projeto de um guia de viagens para casais. Tal dedicação cobra um preço: o fim do seu casamento. Toda essa história é contada através das lembranças de Letícia, desfiadas no dia do lançamento do seu livro, como se os espectadores fossem os convidados do evento. Os episódios narrados ganham vida através de Heloisa, desdobrando-se em quinze papéis, dos pais da protagonista à sua psicóloga (hilária), além do próprio ex. O resultado é uma visão do casamento sem ingenuidade, mas também sem amargura.

– Dia 25/07 ,classificação: 12 anos –  Não sou feliz, mas tenho marido, com Zezé Polessa

Adaptação do livro homônimo da jornalista argentina Vivianna Gómez Thorpe, a montagem tem direção de Victor Garcia Peralta – que também assina a adaptação juntamente com Maria da Luz e Zezé Polessa, e conta a história de Viviana, casada há 27 anos, na noite de autógrafos para o lançamento de seu livro “Não sou feliz mas tenho marido”. Inquirida pelos jornalistas, ela começa a refletir sobre seu casamento, enfocando de maneira ácida e bem-humorada os anseios e desafios pertinentes a uma relação matrimonial. Embora o texto apresente uma abordagem feminina, os homens também se reconhecem nas entrelinhas das divagações de Viviana. 

O “Palco Instituto Unimed-BH em Casa”, uma iniciativa da Pólobh, produtora sediada em Belo Horizonte/MG, integra o Programa Sócio Cultural da Unimed-BH 2020, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Tem realização do Ministério da Cidadania e Governo Federal, patrocínio da Pottencial Seguradora e apoio cultural do Sesc em Minas e MIP Engenharia, promoção exclusiva da Rádio Alvorada e apoio da Coreto Cultural, Culturadoria, Fredizak, HBA, Jornal O Tempo, Rádio Super Notícia e SouBH.

Instituto Unimed-BH
Associação sem fins lucrativos, o Instituto Unimed-BH, desde 2003, desenvolve projetos visando ampliar o acesso à cultura, estimular o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, valorizar espaços públicos e o meio ambiente. Ao longo de sua história, o Instituto destinou R$120 milhões ao setor cultural, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e da Lei Federal de Incentivo à Cultura, viabilizado pelo patrocínio de mais de 5.100 médicos cooperados e colaboradores. No último ano, mais de 850 mil pessoas foram alcançadas por meio de projetos de cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura.  

Saiba mais em www.institutounimedbh.com.br

Cuidado rigoroso
A produção dos espetáculos do “Palco Instituto Unimed-BH em Casa” seguirá todos os protocolos e recomendações relacionados à prevenção da Covid-19 tais como a restrição do número de profissionais a trabalho nas montagens, o rigor no controle de circulação nas dependências do teatro (apenas pessoas a trabalho) e a medição da temperatura de todos os profissionais antes do acesso. Além disto, as áreas ocupadas serão frequentemente higienizadas, e haverá a disponibilização de álcool gel em diferentes setores, além da distribuição de máscaras para todos os envolvidos. Outras ações são a higienização do material antes de entrar no teatro (cenários, figurinos etc.), e o impedimento do consumo de alimentos e bebidas no local. Haverá, ainda, a presença de um bombeiro brigadista durante as atividades, para assegurar que todas as medidas serão cumpridas.

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