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Nó | Cia de Dança Deborah Colker apresenta espetáculo no Teatro Guararapes

📷 Divulgação

Evento acontece em única apresentação na sexta-feira, 19 de julho

Enquanto seu mais recente espetáculo, Cão Sem Plumas (2017), viaja pelo Brasil e pelo mundo, Deborah Colker, cuja companhia conta com o patrocínio da Petrobras desde 1995 e do Banco Votorantim desde 2019, revisita uma coreografia lançada em 2005, na Alemanha, e que não remontava desde 2012, até sua reestreia o ano passado, em Minas Gerais e São Paulo.

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, balé que será apresentado no dia 19 de Julho em Recife, no Teatro Guararapes, é um marco na trajetória de Deborah. Foi quando ela “virou a esquina”, como diz. Interrompeu sua premiada investigação sobre movimento e espaço – que resultou em Velox (1995), Rota (1997) e Casa (1999) e 4 por 4 (2002) – para mergulhar naquilo que vê como “a tragédia e a complexidade dos impulsos humanos”. O tema de é o desejo. 

“´Cão Sem Plumas´ me dilacerou, me esvaziou. Senti a necessidade de voltar ao ´Nó´, rever o lugar onde minhas perguntas e angústias começaram a mudar. Eu tinha certeza de que não havia feito tudo o que precisava com ´Nó´”, explica. 

A coreografia de Cão Sem Plumas, baseada em poema de João Cabral de Melo Neto e executada por bailarinos cobertos de lama, valeu a Deborah o prêmio Benois de la Danse, tido como o Oscar da dança.

volta completamente transformado. Há mudanças cenográficas, a trilha sonora ganha mais temas compostos por Berna Ceppas, e a música Carne e Osso, da banda Picassos Falsos, embala um duo romântico. As modificações que Deborah realizou na coreografia são frutos de seu amadurecimento nos últimos 13 anos.

O corpo é o lugar do desejo. E o corpo erotiza quando dança. ‘Nó’ tem essa liberdade, mas só agora, 13 anos depois da estreia, é que me sinto mais segura para tratar disso”, diz. 

O primeiro ato começa com uma árvore no centro do palco. São 120 cordas, representando laços afetivos. Os bailarinos as soltam aos poucos, até que se assemelhem a uma floresta. Eles se valem de técnicas como a bondage (uso de cordas para controle da dor e do prazer). 

No primeiro duo, o homem amarra a mulher por escolha dela. Dominação e submissão estão presentes na consciência plena de ambos. Não há liberdade sem dor, não há prazer sem consciência”, afirma Deborah, que tem o irmão, Flavio Colker, na codireção. 

No segundo ato, a companhia dança dentro e em torno de uma grande caixa transparente criada por Gringo Cardia, diretor de cenografia. Se as cordas apontam para a natureza, a caixa evoca o mundo urbano. 

“O desejo e os enigmas começam no corpo e saltam para fora da forma que conseguem”, diz Deborah. 

Na trilha sonora da primeira parte, além de criações de Berna Ceppas e Kassin, há trechos de Ravel e Alice Coltrane. Na segunda estão preciosidades como My One and Only Love, com Chet Baker; Coisa no 9, de Moacir Santos; e Preciso Aprender a Ser Só, de Marcos Valle e Paulo Sergio Valle, na voz de Elizeth Cardoso

Os figurinos, que transmitem erotismo e também delicadeza, são do estilista Alexandre Herchcovitch. A iluminação é de Jorginho de Carvalho, parceiro de longa data de Deborah. A direção de produção é de João Elias, fundador da companhia. 

SERVIÇO:
Espetáculo: Nó
Cia de Dança Deborah Colker
Local: Teatro Guararapes
Data: Sexta, 19 de JULHO de 2019
Horário: 21h
Ingressos:
Platéia: R$140, (inteira) e R$R$70, (estudante)
Balcão: R$75,   (inteira) e R$37,50 (estudante)
Pontos de venda:
bilheteria do teatro 3182.8020
Classificação: livre

*Conteúdo produzido com informações da Assessoria de Imprensa

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