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Copacabana Palace – o musical

por Redação

O musical, idealizado por Gustavo Wabner, reinaugura o histórico Teatro Copacabana Palace, fechado desde 1994. 

Com texto de Ana Velloso e Vera Novello e direção de Gustavo Wabner e Sergio Módena, a peça conta a história do hotel desde a sua idealização, passando por momentos marcantes que se confundem com a própria história do Rio de Janeiro.

De forma não cronológica, a narrativa parte de um olhar feminino: as memórias de Mariazinha Guinle, mulher de Otavio Guinle, responsável pela idealização e construção do hotel.

Suely Franco, Vanessa Gerbelli e Claudio Lins estão à frente de um elenco de 20 artistas, entre atores, bailarinos e músicos.

Quis o destino que a reinauguração de uma das salas de espetáculo mais emblemáticas do Rio de Janeiro, o Teatro Copacabana, fosse brindada com um musical que conta justamente a história do “Copa”, como carinhosamente é chamado o Hotel Copacabana Palace, responsável por povoar toda uma região no início do século 20 e ser palco de encontros e acontecimentos que marcaram para sempre a história da cidade. A idealização do projeto é de Gustavo Wabner, também diretor do espetáculo em parceria com Sergio Módena. O texto é de Ana Velloso e Vera Novello.

Da construção do suntuoso prédio à beira mar, na então quase deserta praia de Copacabana, ao status de mais importante hotel do país, a história do “Copa”, apresentada em “Copacabana Palace – o musical”, convida o público a um passeio por quase um século da nossa cultura e sociedade. Em aproximadamente duas horas de espetáculo, revisitaremos episódios envolvendo estrelas do cinema e da música nacionais e internacionais como Orson Welles, Santos Dumont, Marlene Dietrich, Edit Piaf, Einstein, Carmen Miranda, Frank Sinatra, reis e rainhas, governantes, empresários, mulheres e homens que fizeram história e povoam o imaginário mundial há décadas.

A narrativa parte de um olhar feminino: Suely Franco (no 90º espetáculo de sua carreira) e Vanessa Gerbelli dão vida a Maria Isabel Guinle, ou Mariazinha, mulher do poderoso e visionário Otavio Guinle, empresário responsável pela idealização e construção do Hotel Copacabana Palace, quando ninguém acreditava ser possível desbravar aquele areal desabitado e fora de mão que era a então Copacabana.

Mariazinha viveu no hotel durante 40 anos. Assumiu a administração do Copacabana Palace após a morte do marido em 68. A falta de recursos para a manutenção do hotel e o risco de vê-lo se transformar numa ‘ruína arqueológica’ acabaram sensibilizando aqueles que inicialmente eram contrários à venda, mas que reconheceram a importância do Copacabana Palace como um monumento da cidade e do país.

SINOPSE

Mariazinha Guinle, viúva de Otavio Guinle e herdeira, junto aos dois filhos, recebe uma proposta de compra do hotel, pelo poderoso empresário James Sherwood e, sem saber o que fazer, esconde dos filhos a tentadora proposta. A única com quem compartilha o dilema é a funcionária e amiga Claudia, e é através da conversa entre as duas que o público faz um passeio por histórias memoráveis do hotel e do Rio de Janeiro.

A MONTAGEM

A encenação de Gustavo Wabner e Sergio Módena promove o encontro entre a tradição e a modernidade: figurinos glamurosos dos anos dourados, de Karen Brusttolin, recebem detalhes do vestir dos dias de hoje; grandes sucessos musicais do passado são revisitados com arranjos, instrumentos e sonoridades contemporâneos; objetos de época convivem com recursos de alta tecnologia.

“A premissa dessa encenação não é uma reprodução exata, histórica – seja nos figurinos ou na própria cenografia. Estamos trabalhando com tecnologia e elementos mais tradicionais. A própria orquestração, os arranjos, a direção musical, também não primam pela fidelidade absoluta. Os arranjos da época recebem intervenções sonoras e o uso de alguns instrumentos que trazem uma pegada contemporânea, quase um comentário.” explica o diretor Sergio Módena.

A narrativa nasce da memória de Mariazinha Guinle e, portanto, desfruta de liberdade criativa. Partindo de um olhar contemporâneo, os diretores investem na releitura da estética e do modo de viver de quase um século.

O cenário de Natalia Lana tem dois níveis, interligados por uma grande escada central. A ação se dá nos dois espaços, e os músicos estarão dispostos no primeiro nível, ao fundo das escadas. Um grande telão LED de alta resolução abrigará imagens icônicas da história do hotel, de momentos importantes do Rio de Janeiro e criará também ambientes internos (hotel) e externos (praia e outras locações da cidade).

A música é importante personagem da narrativa: números musicais pontuarão o enredo estabelecendo épocas e atmosferas, ou ainda recriando os espetáculos do suntuoso Golden Room ou do Teatro Copacabana, com números musicais que evocam Carmen Miranda, Marlene Dietrich, Sarah Vaughan, Elza Soares, Cauby Peixoto, Marlene, entre outros nomes emblemáticos.

O TEATRO 

“Reabrir um teatro é renascer. Portanto, que bem vinda é essa reabertura. Esse teatro é um centro cultural de imensa história, de calor humano, de vibração, de uma realidade esperançosa pro Brasil. É o que a gente quer de volta.”
(Fernanda Montenegro).

O histórico Teatro Copacabana Palace já recebeu alguns dos principais nomes do teatro brasileiro, como Fernanda Montenegro – que estreou profissionalmente no local -, Cacilda Becker, Tônia Carrero, Paulo Autran, Procópio Ferreira, Sérgio Britto, Nathalia Timberg, entre outros.

Fechado desde 1994 – quando recebeu a peça “Desejo”, com Vera Fischer – o teatro foi reaberto marcando um novo capítulo na história cultural e artística da cidade.

Com projeto do renomado arquiteto Ivan Rezende, a reforma do Teatro Copacabana Palace contempla em seus elementos arquitetônicos testemunhos da história do hotel, numa harmonia de formas, cores, texturas e detalhes em consonância com a atmosfera do Copacabana Palace. O novo teatro tem capacidade para 332 lugares.

1997 – A ORIGEM DE “COPACABANA PALACE – O MUSICAL”

Nas palavras do idealizador e diretor Gustavo Wabner:

“A semente de tudo que está acontecendo agora brotou em 1997, quando eu estava chegando ao Rio, aos 21 anos, e fui convidado para o baile de carnaval do Copa. Como eu nunca tinha entrado lá, resolvi chegar mais cedo para poder conhecer o hotel, explorar. O hotel é gigantesco e eu, maravilhado com a elegância e a suntuosidade do Copa, seguia meu caminho quando vi uma porta fechada e pensei: ‘por essa porta eu não passei ainda, o que será que tem aqui dentro?’ Abri e era o Teatro Copacabana. Tomei um susto gigantesco. Primeiro, porque eu não sabia que o Copa tinha um teatro, segundo por que estava desativado. Em meio a um oásis de luz, beleza e fantasia, um teatro desativado. Fiquei muito impactado por aquela imagem e comecei a me perguntar por que que aquele teatro estava fechado, qual era sua história e qual era a história do hotel. Saí aquele dia com vontade de pesquisar sobre história do Copa. Naquela época não havia nenhuma bibliografia substancial mas, em meados de 2015, caiu no meu colo o livro do (jornalista) Ricardo Boechat, “Copacabana Palace, o hotel e sua história”. E mais uma vez fui impactado, agora pelo registro detalhado de Boechat. De como era a cidade antes do Copa. A Zona Sul não existia e Copacabana era um grande areal com algumas chácaras e pouquíssimas casas, nenhum prédio. Boechat contextualizou bem o cenário sócio-econômico do Brasil no começo do século passado. O Rio de Janeiro, naquela época, literalmente dava as costas para o mar, e foi a partir da construção do Copa que a geografia da cidade e os costumes dos cariocas mudaram radicalmente.

Se elencamos tudo que aconteceu ao longo desses quase 100 anos, percebemos que o Copa foi um grande irradiador da nossa cultura e dos nossos costumes e, ao mesmo tempo, um catalisador, porque de alguma forma tudo que acontecia fora do hotel reverberava através dele.

De alguma forma estamos entrando para história que estamos contando, e isso é motivo de muito orgulho e alegria. Nesse momento em que estamos, poder devolver à cidade um teatro daquele porte, com aquela importância histórica, é realmente muito simbólico.”

Serviço

ESTREIA: dia 18 de dezembro (sábado), às 19h
ONDE: Teatro Copacabana Palace – Av. Nossa Sra. de Copacabana, nº 291  Tel: (21) 2548-7070
HORÁRIO: sempre às 19h / INGRESSOS: 240,00 e 120,00 (meia); balcão: 50,00 e 25,00 (meia) / VENDAS: www.sympla.com.br / CAPACIDADE: 332 espectadores / DURAÇÃO: 120 min / GÊNERO: musical / CLASSIFICAÇÃO: 12 anos / TEMPORADA: até 06 de fevereiro de 2022

SESSÕES EM DEZEMBRO: 18 e 19 de dezembro de 2021 (sab e dom) às 19h; 21, 22 e 23 de dezembro de 2021 (3ª, 4ª, 5ª) às 19h; 28, 29, 30 de dezembro de 2021 (3ª, 4ª, 5ª) às 19h

SESSÕES EM JANEIRO E FEVEREIRO: de 5ª a domingo, sempre às 19h
no primeiro final de semana do ano, excepcionalmente, não haverá sessão no sábado dia 08/01, e sim na quarta dia 05/01

FICHA TÉCNICA

Idealização: Gustavo Wabner e Sergio Módena
Texto: Ana Velloso e Vera Novello
Direção: Gustavo Wabner e Sergio Módena

Elenco Protagonista: Suely Franco, Vanessa Gerbelli e Claudio Lins

Elenco Coadjuvante: Saulo Rodrigues, Ariane Souza, Erika Riba, Julia Gorman, Ana Velloso, Luiz Nicolau, Daniel Carneiro, Chris Penna, Guilherme Logullo, Hugo Kerth, Natacha Travassos e Patricia Athayde

Músicos: 

Heberth Souza – teclado e regência
Evelyne Garcia – teclado, acordeom e regência
André Dantas e Thiago Trajano – Guitarra e violão
Marcio Romano – bateria e percussão
Tassio Ramos e Pedro Aune – contrabaixo acústico e baixo elétrico

Direção Musical: Heberth Souza
Arranjos: Heberth Souza e Evelyne Garcia
Coreografia e Direção de Movimento: Roberta Fernandes
Cenografia: Natália Lana
Figurinos: Karen Brusttolin
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Direção de Imagens: Irmãos Vilarouca
Projeto de Som: Branco Ferreira
Visagismo: Guilherme Camilo
Assistência de Direção: Hugo Kerth
Assistência de Direção Musical: Evelyne Garcia
Programação Visual: Cacau Gondomar
Fotografia: Renato Mangolin
Mídias Sociais: Rafael Teixeira
Registro Videográfico: Chamon Audiovisual
Gestão do Projeto: Renata Leite – Rinoceronte Entretenimento
Assistente Financeiro: Patricia Basilio – Rinoceronte Entretenimento
Direção de Produção: Alice Cavalcante, Ana Velloso e Vera Novello
Realização: Sábios Projetos e Lúdico Produções
Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany

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