Superprodução infantil “Alice no País do Iêiêiê” estreia no Theatro Bangu Shopping

Alice dá um mergulho na estética psicodélica dos anos 60 ao som de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Rita Lee e Ronnie Von. A montagem tem 10 cenários, 70 figurinos, cenários móveis, truques teatrais e efeitos especiais.

Para embalar com categoria sua nova produção teatral destinada a crianças e suas famílias, Frederico Reder convidou a premiada atriz e diretora Carla Candiotto, nome de destaque no cenário de teatro infantil, para escrever o texto e dirigir Alice no País do IêIêIê. O espetáculo musical, livremente inspirado no clássico do escritor britânico Lewis Carroll, estreia dia 12 de outubro no Theatro Bangu Shopping, onde ficará em cartaz até o dia 29.

Prêmio Governador do Estado para a Cultura em 2015, na categoria Arte para Crianças, pelas peças Simbad o Navegante, Canção dos Direitos da Criança e Cinderela lá lá lá, Carla Candiotto tratou logo de arregimentar sua equipe de criativos, formada pelo light designer Wagner Freire, o diretor musical Daniel Rocha, o cenógrafo e figurinista Marco Lima, que ao lado de Bebel Ribeiro também assina colaboração dramatúrgica. Fernando Escrich ocupa a cadeira de diretor assistente e preparador de atores. A eles, junta-se o coreógrafo Victor Maia, responsável pela área em 60! Década de Arromba – Doc. Musical, que também integra o elenco ao lado de Amanda Doring, Deborah Marins, Giu Mallen, Leandro Massaferri, Leo Araujo, Pedro Arrais, Rodrigo Naice, Rosana Chayn e Victor Maia.

Para a encenação, a experiente Carla precisava de uma trama para encantar os pequenos sem deixar de envolver os mais velhos, uma das marcas registradas do trabalho da atriz e diretora. Assim, criou o enredo costurando a história ao redor de canções que foram sucessos de Roberto Carlos e Erasmo Carlos (O Calhambeque, Ele é o Bom, Meu Bem, Não Quero Ver Você Triste Assim, Negro Gato, Quero que Vá Tudo para o Inferno, Festa de Arromba), Rita Lee (Esse Tal de Rock’n’roll eSucesso Aqui Vou Eu) e Ronnie Von (Meu Bem, versão para Girl de Lennon e McCartney).

Na Alice de Carla Candiotto, a sonhadora personagem-título é uma menina deslocada, que foge aos padrões e sofre bullying na escola. Graças ao avô, dono de lojinha de discos e amante da Jovem Guarda, ela vai ganhar uma força e ir ao encontro do que sabe fazer de melhor: cantar. Estimulada e inspirada pelo avô, Alice descobre sua coragem para cantar.

Ela embarca, então, num mundo de fantasias, quando é engolida pela radio vitrola portátil e transportada para a década de 60. Vai parar no auditório de um programa de TV, encontra o Coelho/Produtor, os personagens Boyzão, Boyzinho, boyzudo e boyzeco e a Cantora Diva até chegar ao Rei. Em suas aventuras, Alice enfrenta muitos perigos até conseguir voltar para o mundo real. “Com a força e o empurrãozinho do avô, que sempre acreditou na neta, Alice se enche de coragem e determinação para ir atrás de seu desejo de cantar”, diz a diretora, completando que a peça, além de homenagear os anos 60, mostra o quanto é importante a criança receber o incentivo da família para se desenvolver.

Produção, Cenografia e Figurino
“Nossa proposta com a encenação de Alice no País do Iê Iê Iê é a junção de dois mundos transgressores, mágicos e românticos”, conta Frederico Reder. De um lado, o clássico Alice no País das Maravilhas, um dos contos mais célebres do gênero nonsense, escrito por Lewis Carroll, em 1865. De outro lado, a Jovem Guarda, movimento que deu origem a uma nova linguagem musical, ajudando a mudar o comportamento de uma geração nos anos 60. “Influenciada pela música dos Beatles e de outros músicos britânicos e americanos, sua alegria e descontração transformaram-na em um dos maiores fenômenos nacionais do século 20”, afirma Fred.

São 70 figurinos, 10 trocas de cenários e 11 movimentos de projeção, recurso usado para dar suporte à cenografia e induzir ar plateia a entrar nos delírios de Alice. A projeção também faz a ligação das cenas e aponta os caminhos da personagem. Para a criação das peças – confeccionadas em tecidos como malha, lãs e brilhos –, o cenógrafo e figurinista Marco Lima buscou referências na década de 60, inspirando-se na estética dos programas de TV e dos discos de vinil, entre outras informações. “Pesquisei Courrèges, Dior e Pierre Cardin, estilistas significativos daquele tempo”, conta ele, que usou muito glitter e formas geométricas. “Tem o figurino espacial do Pierre Cardim, quando o homem estava pisando na Lua”, exemplifica.

Para conceber os cenários, Marco buscou informações na memória afetiva de sua infância, quando assistia ao desenho animadoOs Jetsons. “Tem uma pitada de cada coisa nesse liquidificador de estilos, coisas identificáveis, outras nem tanto. Vamos fazer um mergulhão psicodélico para induzir o público a esse universo que todos têm no imaginário, vai ser um grande barato”, diz, guardando segredo sobre a cena da Diva/Lagarta, recheada de cogumelos.

Coreografia e Direção Musical
A direção musical é feita a quatro mãos por Daniel Rocha e Daneil Tauszig, responsáveis pela adaptação das canções selecionadas para o espetáculo, de autoria de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Rita Lee e Ronnie Von, todas criações compreendidas entre os anos 1960 e 1972.

Na pesquisa estão as referências que supostamente influenciaram os compositores da Jovem Guarda e incluem adaptações de Chuck Berry, Beach Boys, Elvis Presley e Beatles. No caldeirão de influências da dupla de criadores há espaço, ainda, para outras homenagens e brincadeiras que o público ouvirá. “Como na citação da música Eu Não Quero Ver Você Triste Assim, de Roberto Carlos, com arranjo inspirado no Noturno Sereias, de Claude Debussy”, informa Daniel Rocha. Sobre o trabalho de coreografar o espetáculo, Victor Maia aborda o desafio de conquistar o coração das crianças. “Ao contrário do público adulto, que precisa ser hipnotizado por meio do show, da surpresa, dos movimentos e passos mirabolantes, as crianças querem ouvir uma boa história, principalmente. Mais que provocar efeitos, a dança na peça tem a função de ajudar a contar uma história”, diz. Maia ressalta, também, a ponte com o universo dos anos 60, com o rock’n’roll e o iê iê iê que requer uma característica bem específica de movimentos. “É muito gostoso tentar transformar os passos dessa década numa história para criança, o público mais difícil de ser conquistado.”

Alice no País do Iê Iê Iê conta como apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado do Rio de Janeiro e Lei Municipal de Incentivo à Cultura da Cidade do Rio de Janeiro.

Frederico Reder é produtor de espetáculos, shows, musicais, eventos e outros projetos.
Consolida suas ações no mundo do entretenimento com parcerias privadas e públicas. À frente da Brain+, reinaugurou o Theatro Tereza Rachel como Theatro NET Rio em 2012 e, em 2014, abriu na capital paulista o Theatro NET São Paulo, no Shopping Vila Olímpia. É produtor dos espetáculos E aí, comeu?, Qualquer Gato Vira Lata Tem a Vida Sexual Mais

Sadia que a Nossa Constellation.

Carla Candiotto é atriz, diretora, autora e produtora teatral. Estudou teatro em Paris, na

Ecole Internationale Phillippe Gaullier e no Théâtre du Soleil, com Ariane Mnouchkine. Em Londres, estudou na Desmond Jones School of Mime. Na Itália estudou Commedia Dell’arte com Antonio Fava. No Brasil dirigiu companhias de teatro como Circo Mínimo, Parlapatões, Pia Fraus, Cia Delas, Cia Solas de Vento, Teatro Imprensa, Circo Amarillo, entre outras. Tem cinco Prêmios APCA e 8 Prêmio São Paulo de Teatro Infantil e Jovem.

Ficha Técnica

Texto e direção de Carla Candiotto. Direção musical de Daniel Rocha. Cenografia e figurino de Marco Lima. Coreografia de Victor Maia. Design de luz de Wagner Freire. Elenco – Amanda Doring, Deborah Marins, GiuMallen, Leandro Massaferri, Leo Araujo, Pedro Arrais, Rodrigo Naice, Rosana Chayn e Victor Maia. Diretor Assistente e preparação de atores – Fernando Escrich. Colaboração dramatúrgica de Bebel Ribeiro e Marco Lima.

SERVIÇO:

ALICE NO PAÍS DO IÊ IÊ IÊ

Theatro Bangu Shopping – Rua Fonseca nº 240 Shopping Bangu, Bangu

Estreia: 12 de outubro (quinta-feira) às 17h e 19h.

Temporada: 14, 15, 21, 22, 23, 28 e 29 de outubro

Horário: 15h e 17h

Classificação: Livre.

Duração: 60 minutos.

Ingresso: R$ 60,00 (plateia e frisas e balcão).

Capacidade do Teatro: 574 lugares.

Telefone do teatro: 21 2401 3631

Mais informações: https://www.facebook.com/TheatroBanguShopping

Horário de funcionamento da bilheteria: De segunda a domingo, das 10 às 22h, inclusive feriados.

Reservas para grupos: Guilherme Romeu – guilhermeromeu@brainmais.com / (21) 96629 – 0012

Horário de atendimento – De Segunda a Sábado de 14h às 21h.

Acessibilidade: Elevadores, rampas de acesso e assentos especiais

Estacionamento no Bangu Shopping