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julho 22, 2019
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Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses descarta surto de raiva no município

Sobre uma suposta epidemia de raiva no Rio de Janeiro, a Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa) informa que os cinco casos verificados esse ano em morcegos estão dentro do previsível das estatísticas, e que o risco de transmissão dessa espécie para o homem é baixo. A circulação viral identificada em morcegos no Rio faz parte do ciclo silvestre presente em muitas outras cidades do Brasil. A doença – que tem o cão e o gato como principais transmissores – está sob controle em todo o município, onde o último caso registrado em humanos foi há 33 anos (1986), e em cães e gatos, há 24 anos (1995).

Esses números comprovam que não há surto e nem motivo para pânico. Para que este quadro seja mantido, é fundamental que gatos e cães sejam vacinados contra a raiva a partir dos 3 meses, com reforço anual, como explica o médico-veterinário Flávio Graça, superintendente de Educação da Subvisa.

– Entre as ações de prevenção, a Vigilância oferece vacinação antirrábica gratuita de segunda a sexta das 8h às 17h no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em Santa Cruz, e no Instituto de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (IJV), em São Cristóvão. O município promove também a imunização de cães e gatos na campanha anual de vacinação e ao longo do ano em diversas áreas do Rio, com postos volantes funcionando nos fins de semana e nos programas sociais da Prefeitura, como o Cuidar da Cidade e o recém-criado Prefeitura Mais Perto de Você, que percorrem os bairros. Nessas ações, a Vigilância já vacinou, somente nos cinco primeiros meses de 2019, mais de cinco mil cães e gatos – destaca Flávio Graça.

Campanha – Desde 2017, a Vigilância Sanitária realiza a campanha “Se liga, bicho! Raiva é caso sério”, com a qual a Prefeitura imunizou 468 mil cães e gatos em 2017, um aumento de 550% em relação a 2016. E o percentual continuou alto em 2018, com 442 mil animais vacinados. Em 2019, a campanha começa em 14 de setembro e vai até 23 de novembro, com cinco etapas para abranger toda a cidade. Com essas ações, a Vigilância vacina por ano cerca de 500 mil animais, entre cães e gatos.

Monitoramento – A circulação viral em morcegos é monitorada rotineiramente por equipes da Vigilância. Após a coleta (mortos) ou captura (vivos), eles passam por exame e diagnóstico de raiva no Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp), unidade da Vigilância que funciona no complexo do IJV. Nos últimos anos foram registrados sete casos em 2016, três em 2017, quatro no ano passado e cinco em 2019 nos bairros de Campo Grande, Méier, Andaraí, Engenho Novo e Leblon.

Como agir – Técnicos da Subvisa lembram que os morcegos desempenham um importante papel no controle das populações de insetos, são responsáveis pela polinização de diversas espécies de plantas e comuns em áreas arborizadas, presentes em muitos bairros cariocas. Baseados em árvores ou voando à noite eles não representam perigo. Mas um morcego morto ou caído ao chão à luz do dia pode indicar riscos à saúde. Nesses casos, a conduta é evitar contato com o animal, acionar imediatamente a Central 1746 para que o CCZ faça a coleta e envie ao Lasp, e tentar protegê-lo com algum objeto (como caixa ou balde) até a chegada da equipe.

Transparência – Entendendo a importância da divulgação das análises e diagnósticos para uma gestão de transparência, a Subvisa vem disponibilizando desde 2017 os casos de zoonoses (doenças transmitidas aos homens por animais) que passaram a ser georreferenciados, com os números atualizados em mapas no site da Vigilância.

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