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outubro 21, 2018
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Simone Cadinelli Arte Contemporânea inaugura exposição ‘Cimento Manchado de Batom’

hugo houayek - Esmalte de unhas
hugo houayek - Esmalte de unhas

Abertura: dia 10 de outubro, quarta-feira, às 19h

No lugar das tintas a óleo, acrílicas ou aquarelas, pequenas pinceladas de esmalte de unha e muitas camadas de batom. A relação corpo-pintura é abordada através das obras deHugo Houayek, que ocupam os dois andares da galeria Simone Cadinelli Arte Contemporânea, a partir do dia 10 de outubro, com curadoria de Raphael Fonseca (curador do Museu de Arte Contemporânea de Niterói). “Cimento Manchado de Batom”, sua sexta individual, apresenta trabalhos elaborados nos últimos anos de sua pesquisa como artista visual, a maioria deles desenvolvida durante o seu doutorado em Linguagens Visuais na Escola de Belas-Artes da UFRJ.

As obras selecionadas abrangem tanto pinturas quanto objetos que, de diferentes maneiras, formam uma posição crítica em seu pensamento pictórico. O artista possui uma longa pesquisa sobre o campo da pintura, suas margens e limites, como um corpo que não para de olhar incessantemente.

“Sempre existiu o desejo dentro da história da pintura em fazer da tela uma pele e a própria pintura um corpo. É análogo ao desejo de Pigmaleão de dar vida à sua escultura. Então, esses materiais – batom, esmalte -, que são usados para cobrir o corpo humano, de maneira que o corpo vire tela, vira uma pintura. Nesses trabalhos estabeleço uma relação metafórica entre o corpo humano e a pintura.  Toda pintura seria um corpo maquiado”, explica o artista Hugo Houayek. 

Além das pinturas feitas sobre papel A4 e A5, as esculturas – feitas em cimento pintado, de tamanhos variados, algumas com formas orgânicas – são pintadas com spray de tinta acrílica e também entram na relação metafórica com o corpo humano. Ou seja, a escultura também quer ser corpo.

“Os materiais utilizados em algumas dessas obras escapam das matérias tradicionalmente usadas na prática da pintura e ampliam o seu campo. A relação entre a banalidade dessas opções de técnicas e a suposta erudição da prática pictórica é tensionada e revista pelo olhar do artista”, avalia o curador, Raphael Fonseca.

O ARTISTA
Hugo Houayek desenvolve uma pesquisa artística sobre o campo pictórico, suas margens e limites, entendendo a pintura como um corpo de mil olhos que não para de olhar incessantemente. De maneira que a pintura se comporta como uma linguagem, com todas as suas imperfeições, impossibilidades e fracassos. Doutorando na Linha de Linguagens Visuais no programa de pós-graduação em Artes Visuais da Escola de Belas Artes na UFRJ. Possui Mestrado em de Linguagens Visuais (2010) e graduação em Pintura (2006) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi professor substituto no curso de Artes Visuais na EBA na UFRJ.

O CURADOR
Raphael Fonseca é pesquisador nas áreas da curadoria, história da arte, crítica e educação. Curador do MAC-Niterói e professor do Colégio Pedro II. Doutor em Crítica e História da Arte pela UERJ. Recebeu o Prêmio Marcantonio Vilaça de curadoria (2015) e o prêmio de curadoria do Centro Cultural São Paulo (2017). Curador residente na Manchester School of Art (maio-agosto de 2016). 

A GALERIA
Idealizada pela colecionadora Simone Cadinelli, a galeria começou em 2016 como Escritório de Arte promovendo a circulação de obras de artes de artistas em início de carreira. Em 2018 reformula seu conceito e passa a ser Simone Cadinelli Arte Contemporânea inaugurando seu espaço físico numa casa  da década de 1970, em Ipanema.Tem como propósito promover a arte contemporânea através de uma programação diversificada, com exposições de artistas representados e em ascensão no mercado, workshops, debates, visitas guiadas, performances e vídeos. Além de estar pautada em assumir parcerias institucionais e sociais no cenário local e impulsionar a criatividade, carreira e pesquisa conceitual de seus artistas. A galeria representa artistas de diferentes gerações, propiciando a experimentação das infinitas possibilidades de olhares, discursos, e polaridades que envolvem a Arte Contemporânea.

“CIMENTO MANCHADO DE BATOM”

Hugo Hayek expõe pinturas e esculturas feitas à base de cimento, esmalte de unhas e batom

Curador: Raphael Fonseca
Abertura: 10 de outubro
Visitação: de 11 de outubro a 10 de novembro

Endereço: Rua Aníbal de Mendonça, 171, Ipanema. Rio de Janeiro.
Telefone: 21 3496-6821 / 99842-1323
E-mail: contato@simonecadinelli.com
Site: www.simonecadinelli.com

Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 19h; aos sábados, das 11h às 15h.

Classificação: livre

 

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