Selo Cantores del Mundo busca apresentar nova música uruguaia para o Brasil com disco de Martin Tejera

Álbum “Que me perdonen” traz a força do ritmo afro-uruguaio candombe

Buscando fazer um verdadeiro intercâmbio cultural entre os países da América do Sul, o selo carioca Cantores Del Mundo apresenta o novo trabalho do cantor, compositor e musicista uruguaio Martin Tejera, ao lado da banda El Biricunyamba. “Que me perdonen” traz uma nova força para o tradicional ritmo candombe e já está disponível nas plataformas de música digital.

Ouça “Que me perdonen”: http://bit.ly/TejeraSpotify

“Os brasileiros que querem se aproximar da cultural do candombe precisam entender o contexto de onde nasce essa música, pois caso contrário é difícil pulsar o Candombe. É possível explicar, ensinar de forma catedrática, é possível ensinar como tocá-lo, mas entender o Candombe só caminhando ao lado de uma Comparsa”, conta Martin.

Martin Tejera - Divulgação
Martin Tejera – Divulgação

E em “Que me perdonen”, ele se dispõe a ser esse guia. O ritmo nasceu da união dos ritmos africanos com os locais, com a diáspora negra causada pela escravidão, assim como o nosso samba. E como aqui, o som do candombe parece existir fundo nas raízes do povo uruguaio.

“Acredito que as raízes africanas, dentro da nossa música, e todas as nações africanas que viveram em nosso continente, possuem algo em comum. Os sincretismo, e as crenças que perduraram na vida cotidiana e cultura, sem dúvida dão uma base para toda América Latina. É um sonho poder unir em algum momento da minha carreira a todos os povos que souberam receber as nações africanas, em uma turnê de visita e demonstrar de alguma maneira que estamos mais unidos do que pensamos”, continua Tejera.

Martin Tejera traz o tradicional ritmo no seu imaginário desde a infância. Nascido e criado em La Teja, bairro popular e proletário da região oeste de Montevidéu, ele via os músicos caminhando pelas rua desde muito pequeno e chegou a fabricar tambores com seus amigos de bairro.

“La Teja foi receptor de muitas famílias negras depois que a prefeitura resolveu desalojar os negros dos cortiços do centro da cidade onde viviam há 200 anos. E muito perto da casa dos meus pais existe um clube chamado El rápido de la Teja. Duas vezes por semana eu assistia aos tambores, que passavam pela minha rua. Eu nunca fui um tocador de tambores de Candombe, mas sempre gostava de ir ao lado escutando as vozes dos tambores – suas frases, melodias, e acordes. Dessa maneira, tenho desde criança tenho o Candombe nos pés, depois na dança. Hoje o candombe chega pra mim como uma das formas mais livres que tenho de compor”, conta ele.

A proximidade entre alguns pontos das nossas culturas sempre foi uma meta do Cantores Del Mundo: combater essa sensação de isolamento, de que o Brasil é uma enorme ilha no meio de países hispânicos. Fundado por Tita Parra, neta da lendária Violeta Parra, o selo está sendo consolidado com a direção do compositor e pesquisador musical Arthus Fochi e do produtor musical Guilherme Marques. Arthus foi a ponte com Martin.

“Martin é um grande amigo que hospedei há 10 anos no Rio de Janeiro quando ele fazia uma turnê com o Cuarteto Ricacosa, um grupo onde canta e toca Guitarrón Uruguaio. Ele é um legítimo representante da cultura Afroamericana, e mais que isso, da Afrouruguaia. Quando me mostrou algumas canções como ‘Habanera del Monte VI’ e contou sobre a  gravação da banda Biricunyamba, que potencializava toda essa força negra, lhe disse: ‘vamos lançar pela Cantores’! É só ligar o disco e dançar!”, conta ele empolgado.

“Que me perdonen” está disponível nas plataformas de música digital.

Ouça “Que me perdonen”:
Spotify: http://bit.ly/TejeraSpotify
Deezer: http://bit.ly/TejeraDeezer
Google Play: http://bit.ly/TejeraGoogle
iTunes: http://bit.ly/TejeraApple

 

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