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domingo, julho 12, 2020

Psicóloga ressalta a importância do luto para conviver de forma saudável com a perda

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A visão de boa parte do público sobre o luto se restringe à ideia de adaptar-se emocionalmente à vida depois da perda de uma pessoa amada. Contudo, o processo tem utilidade muito mais ampla e ajuda a lidar com alterações abruptas do cotidiano, como as impostas pela pandemia do novo coronavírus. “Quando falamos de luto não nos referimos somente à morte, mas à perda de qualquer objeto de amor significativo, que exija um processo de aceitação, adaptação e reorganização psíquica para viver. Por exemplo, podemos precisar elaborar o luto pelo fim de um relacionamento ou pelo fim de uma fase da vida, como infância e adolescência”, explica a psicóloga perinatal, especialista em psicoterapia na infância e adolescência da Perinatal Helena Aguiar.

Não raramente associa-se o luto às cinco fases – negação, raiva, negociação ou barganha, depressão e aceitação – propostas pela psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross. De acordo com Helena, o modelo baseia-se em comportamentos e sentimentos recorrentes em pessoas enlutadas, mas não consiste em uma regra. “Sabemos hoje que o processo de luto não é linear. Justamente pela singularidade de cada pessoa diante de cada perda, sempre particular. Mas é frequente que apresentem essas reações, não como fases que são superadas, mas como momentos vividos. Alguns experimentam todas essas reações, outras só algumas. Às vezes, esses sentimentos vão e voltam”, ressalta a psicóloga.

O luto não funciona como um remédio, que erradica a doença em um organismo, nem consiste em um caminho para superar a dor da perda. Trata-se de uma forma de atribuir significado à ausência do que se perdeu e de conviver da forma mais saudável possível com o irreparável desfalque sentimental. É um exercício que, por vezes, exige esforços durante toda a vida, segundo Helena. “O que se deve atentar é que, durante a fase mais aguda deste processo de luto, o enlutado pode se descuidar muito da saúde e até apresentar comportamento de risco à sua integridade. Por isso, é muito importante que a rede de apoio esteja presente, dando um suporte e procurando estar atento a sinais preocupantes, como Insônia recorrente, comportamentos auto-agressivos, ideação suicida, negligência acentuada com hábitos de higiene ou alimentação”, alerta a especialista.

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