Rolé Carioca 2017

Cinco anos de caminhada pelas ruas do Rio. 2017 é, assim, um ano de celebração para o Rolé Carioca. Mais de 30 roteiros e mais de 100 km percorridos, com mais de 15 mil pessoas passeando pelas ruas da cidade. Realizado pelo estúdio M’Baraká, o Rolé Carioca tem os professores Rodrigo Rainha e William Martins, da Estácio, como guias-performances dos passeios, e esse ano passará pelos seguintes bairros: Glória, região da Central do Brasil, Bangu, Santa Teresa, Cachambi e São Cristóvão, cumprindo a tradição de apresentar o Rio para além dos estereótipos dos cartões postais. A edição 2017 traz ainda mais uma novidade: um passeio especial para portadores de deficiência visual.

“Caminhar pela cidade sem rumo ou sem preocupação, flanar, nas palavras de Baudelaire, é divagar pelo espaço urbano e apreciar suas sutilezas. Explorar a cidade é também um movimento para transformá-la, compreendendo sua história e percebendo suas nuances, signos e deformidades.”  Diz Isabel Seixas, coordenadora do projeto. O encontro de moradores e visitantes com a cidade, sua história viva e em constante transformação é o objetivo do Rolé Carioca.

O charmoso bairro da Glória será desbravado no primeiro Rolé de 2017, no dia 11 de junho, véspera do dia dos namorados, convidando o público a celebrar o amor em cenários cariocas. A arquitetura e o urbanismo inspirados em Paris servirão de cenário romântico para este Rolé do Amor, passeio exclusivo patrocinado pelo Par Perfeito. Os participantes conhecerão um pouco das paixões de personagens da nossa história e também romances ambientados no bairro visitando os seguintes logradouros: a Igreja da Glória, o Palácio do Catete, o Hotel Novo Mundo, o Aterro do Flamengo, a Marina da Glória, o Monumento a São Sebastião, o Memorial Getúlio Vargas, a Igreja Positivista do Brasil e a 9ª Delegacia Policial.  Além das ruas e monumentos históricos, serão apresentadas curiosidades como o termo tupinambá, que muito provavelmente deu origem ao gentílico dos habitantes do Rio: ‘carioca’.

Rodrigo Rainha destaca o perfil romântico do passeio: “Começar pela Glória é uma busca de falar do amor mais romântico. Literalmente abrir o Rolé no sonho mais tradicional de casamento, aos pés do altar, como na poesia Rosa, musicada esplendidamente por Pixinguinha.  Naquelas ruas foram tantos amores, tantas paixões…  Amor de um povo por Getúlio Vargas, de um Imperador por sua concubina, de tantos encontros, de tanta boemia…Que o Rolé 2017 venham em clima de amor, caminhando juntos de mãos dadas pelo Jardins e chegando aos pés do outeiro.”

O Rolé do Amor
Durante esses cinco anos de caminhadas, muitos foram os encontros proporcionados pelo Rolé Carioca. Com a chegada do Rolé do Amor, em 2015, os casais entraram no clima e transformaram o Rolé do Amor num dos programas mais bacanas para os apaixonados cariocas. Em 2017 não vai ser diferente: o passeio pelas ruas da Glória promete surpresas aos casais e a todos que acompanharão o evento, num final festivo com música e clima de piquenique nos jardins do Museu da República.

Roteiro do primeiro passeio – Glória

Palácio do Catete
Edifício, originalmente neo-renascimento italiano, foi projetado por Gustav Waeneldt para os barões de Nova Friburgo. O futuro autor do plano urbanístico de Belo Horizonte, Aarão Reis, chefiou a reforma eclética que o adaptou, em 1896, para residência do presidente República. Os artistas Antônio Parreiras, Décio Villares e Araripe de Macedo acrescentaram então uma  decoração com símbolos republicanos além das cinco águias de bronze esculpidas por Rodolfo Bernadelli. No interior, o ecletismo comparece na diversidade de estilos escolhidos para cada sala: há uma sala mourisca, outra veneziana e assim por diante. A caixa da escadaria principal é rica e múltipla de estilos, formas e materiais. O Palácio sofreu ainda reformas entre 1910 e 1934. Com a transferência da capital para Brasília o prédio passou a abrigar o Museu da República.

Interesse especial tem o parque de 24.000 m² projetado em 1896 pelo paisagista Paulo Villon, discípulo de Auguste Glauziou que desenhara o primeiro jardim do terreno para os barões de Nova Friburgo. 

Hotel Novo Mundo
O hotel foi construído na década de 1940 a pedido do então presidente da república Gaspar Dutra para receber os hóspedes VIPs na Copa do Mundo de 1950. Na ocasião do evento o hotel foi inaugurado apenas até o oitavo andar. Após a Copa do Mundo a obra foi retomada e os quatro últimos andares foram concluídos.

Os leões de bronze que se encontram na entrada do estabelecimento vem de um presente de uma entidade francesa, esculpido por Henri M. Alfred Jacquemart, em 1960, que doou um deles ao hotel, o outro é uma réplica encomendada para colocá-los onde ainda vemos hoje.

Da ocasião do milésimo gol de Pele, no Maracanã, em 1969, o jogador estava hospedado no hotel. Na verdade, sabe-se que Pelé era um dos hóspedes mais fiéis do estabelecimento. Por isso, presenteou o hotel com a placa comemorativa referente ao seu milésimo gol – a placa ainda encontra-se exposta na recepção.

Aterro do Flamengo
A história da criação do Aterro do Flamengo se inicia com a demolição de uma série de morros que ficavam localizados na região central da cidade, como os morros do Castelo, do Querosene e de Santo Antônio. Onde hoje temos o Parque do Flamengo, tornou-se um espaço vazio até a realização das grandes obras.

Havia divergências sobre o que fazer com a área aterrada. Segundo Margareth da Silva Pereira, curadora da exposição sobre o parque em 2015: “A questão oscilava entre fazer no local um novo bairro ou simplesmente as pistas para o tráfego. A Lota teve um papel fundamental nisso, já que havia morado em Nova York, conhecia a importância do Central Park e de outros parques urbanos. Ela e a poeta Elizabeth Bishop, com quem era casada, eram amigas dos grandes urbanistas internacionais da época”.

Assim, o Parque foi idealizado por Lotta de Macedo Soares para ser o Central Park Tropical. O projeto urbanístico foi concebido por Affonso Eduardo Reidy, que também foi o responsável pelo desenvolvimento da maioria dos projetos arquitetônicos da programação recreativa elaborada por Ethel Bauzer Medeiros. Já o projeto paisagístico, foi elaborado pelo Escritório Roberto Burle Marx e Arquitetos Associados e contou com a participação do botânico Luiz Emygdio de Mello Filho, nas questões relativas à vegetação e ao solo. A iluminação foi assinada pelo  lighting designer americano Richard Kelly. Os estudos hidrográficos necessários à construção do enrocamento e da praia artificial do Flamengo, foram realizados pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil de Lisboa e a obra civil implementada pela  Superintendência de Urbanização e Saneamento-SURSAN, sob a supervisão da engenheira Berta Leitchic. O Parque recebeu o título de Patrimônio Mundial da Humanidade na categoria “Paisagem Cultural Urbana”, título concedido pela UNESCO em 2012.

Entregue à cidade como Parque IV Centenário, foi inscrito na página 10, sob o nº 39, do Livro de Tombo Paisagístico do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 28 de julho de 1965, portanto, tombado, antes mesmo de inaugurado.

Marina da Glória
A obra, iniciada em 1975, foi inaugurada pelo prefeito Marcos Tamoyo, em 10 de março de 1979. Inicialmente a área pertencia à União, que a cedeu em 1984, em regime de aforamento à prefeitura do Rio de Janeiro, passou a ser administrada pela Riotur, que cercou e isolou o acesso principal, impedindo a livre circulação das pessoas e permitiu construções que a descaracterizaram e a desviaram de seu objetivo inicial.

A partir daí a Marina da Glória passou por diversas mudanças administrativas e urbanísticas. Em 1996, a prefeitura assinou contrato concedendo o direito de exploração comercial da marina à Empresa Brasileira de Terraplanagem e Engenharia (EBTE).

Dois anos depois, em 1998, a empresa apresentou o anteprojeto de Revitalização da Marina da Glória com ampliação significativa da área edificada e alterações na área do terraço. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) decidiu, por unanimidade, vetar a construção em áreas não previstas no tombamento de 1965. A empresa recorreu judicialmente, ganhou a causa, e ampliou a área ocupada. Já em 2005, apresentando a justificativa de que abrigaria atividades relacionadas aos Jogos Pan Americanos, que seriam realizados na cidade em 2007, um novo projeto de ampliação foi apresentado. Após uma acirrada disputa judicial as obras foram embargadas. A marina sofreu ao longo do tempo diversas alterações que a descaracterizaram, desviando-a de seu objetivo inicial e condenando-a a obsolescência.

A concessão da área foi assumida em 2009 pelo grupo EBX, do empresário Eike Batista. E no ano seguinte, 2010, foi realizado um concurso para a elaboração de um novo projeto. O vencedor foi o arquiteto Índio da Costa que propôs um polo turístico e de entretenimento com uma área construída de 45 mil metros quadrados. Tal proposta causou enorme polêmica, o que fez com que o empresário desistisse da empreitada. Porém, um ano depois, uma nova versão simplificada do antigo projeto foi apresentada, estabelecendo a ocupação de uma área de 20 mil metros quadrados. Em 2013, o conglomerado de empresas do empresário Eike Batista entrou em colapso e o projeto de revitalização não saiu do papel.

Monumento a São Sebastião
O monumento localizado na praça Luís de Camões está ligado a fundação e reconquista da cidade. O município em si foi fundado em 1565 por Estácio de Sá, com o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao então rei de Portugal, D. Sebastião. Mas foi apenas em 1962 que surgiu a ideia de construir um monumento ao padroeiro da cidade, São Sebastião, pelo Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro. A intenção era inaugurá-lo durante os festejos de comemoração do quarto centenário do Rio, em 1965.

O escultor escolhido para executar o monumento foi Dante Crossi. Optou-se pelo granito de uma pedreira do Alto da Boa Vista, para a execução da base, sendo que a imagem seria feita em argamassa, representando São Sebastião amarrado a um tronco de árvore e atingido por flechadas, inspirada em uma peça que fora trazida ao Rio de Janeiro em 1567. A estátua teria 13m de altura e seria instalada na Praça Luís de Camões, no bairro da Glória.

Na data prevista para a inauguração – 20 de janeiro de 1965, dia de São Sebastião –, o monumento ainda não estava pronto. Então, foi realizada uma solenidade improvisada com o protótipo da escultura em gesso, modelo que se encontra atualmente no Museu da Cidade, guardado como uma relíquia.

Enfim, em março de 1965, iniciou-se a obra para instalar o monumento, que só foi concluída em agosto, sendo inaugurada no dia 21. Era prevista uma missa campal, suspensa devido a um forte temporal. Com isso, durante o festejo da inauguração da imagem, foi realizada somente uma bênção e lida uma mensagem do papa Paulo VI.

Em 1972, a praça recebeu a primeira reforma, quando se construiu o lago com um chafariz luminoso no entorno da estátua, para proteger e valorizar o monumento.

Memorial Getúlio Vargas
Em 1984 foi promovido um concurso público nacional, pelo então governador do Estado do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, e por seu secretário de Cultura, Darcy Ribeiro, presidido pelo arquiteto Oscar Niemeyer, para a criação de um memorial dedicado a Getúlio. O projeto vencedor foi o do arquiteto Henock de Almeida. 

Originalmente o memorial seria construído na Praça Mahatma Gandhi, em frente à Cinelândia. Entretanto, o local estava ocupado por um estacionamento subterrâneo. E o projeto foi engavetado.

Em 2002, foi retomado o projeto de Henock para o memorial a Getúlio Vargas. A Praça Luís de Camões, na Glória, foi o local escolhido para a sua construção. Finalmente, a Prefeitura do Rio inaugurou o Memorial Getúlio Vargas no dia 24 de agosto de 2004, conforme o projeto inicial, marcando o cinquentenário da morte do presidente.

O memorial fica abaixo do nível do solo, com área de aproximadamente 1.800 metros quadrados. Sua construção não modificou a estrutura da praça ou da área ao redor. A área de exposição permanente tem formato circular onde fica em exposição paineis e informações sobre a vida e obra de Getúlio Vargas, tendo esta área aproximadamente 1000 metros quadrados. Um painel histórico circundando o ambiente conta a trajetória de Getúlio com reprodução de fotos e documentos.

Igreja Positivista
A Igreja Positivista do Brasil, fundada em 19 de César de 93 – 11 de maio de 1881 – por Miguel de Lemos, está localizada à Rua Benjamin Constant, 74 – Glória, Rio de Janeiro. Sua sede, também é conhecida como Templo da Humanidade. Foi o primeiro edifício construído, no mundo, para difundir a Religião da Humanidade, em 08 de Abril de 1876, dia 08 de Arquimedes do ano 88, de acordo com o calendário Positivista. Por iniciativa do Sr. Oliveira Guimarães, Professor de Matemática, simpatizante do grupo Laffittista, propõe uma fusão entre os dois grupos, aceita pela totalidade dos positivistas. Surgia a sociedade estabelecida nos padrões da filosofia positivista, passando a denominar-se em 1878, Sociedade Positivista do Rio de Janeiro, filiada à Igreja Positivista da França, sob a direção de Pierre Laffitte, passando a imprimir um ritmo de ampla divulgação do positivismo. Teve como primeiros sócio-fundadores, Oliveira Guimarães, Benjamin Constant, Álvaro de Oliveira, Joaquim Ribeiro de Mendonça, Oscar Araújo, Miguel Lemos e R. Teixeira Mendes. Entre as teses do Apostolado Positivista estavam  a instalação e manutenção da ditadura republicana, a elaboração de um  projeto constitucional, a separação da Igreja do Estado, uma ampla reforma no ensino e a liberdade como princípio universal, fundamentado  na idéia de Ordem e do Progresso.

A fachada é uma maquete do Panthéon de Paris em escala 1:3 sem os capitéis. No interior há nave única, 14 capelas reservadas à lista bastante eclética dos vultos da humanidade e várias referências simbólicas extra-arquitetônicas hauridas do positivismo.

Integra, no Brasil, a primeira leva de edifícios religiosos não-católicos “com aspecto exterior de templo”, antes proibidos pela Constituição Imperial de 1824. A separação entre Religião e Estado, de inspiração positivista, permitiu expressar publicamente o ecletismo religioso no Brasil.

Arquidiocese
Fundada a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro no ano de 1565, seu território continuou sujeito à jurisdição espiritual do Bispo da Bahia até que, pelo Breve “In superemminenti militantis Ecclesiae”, do Papa Gregório XIII, de 19 de julho de 1575, foi criada a Prelazia. 

Desmembrada do Bispado da Bahia, o território da nova Prelazia estendia-se desde a Capitania de Porto Seguro, até o Rio da Prata.

Em 16 de novembro de 1676, a Bula do Papa Inocêncio XI “Romani Pontificis pastoralis sollicitudo”, elevou a antiga Prelazia de São Sebastião à categoria de Diocese, como sufragânea da Sé Metropolitana de São Salvador da Bahia, criada na mesma data. A esta ficou também subordinada a Diocese de Olinda.

Da Diocese do Rio de Janeiro foram posteriormente desmembradas 131 arquidioceses, dioceses, e prelazias.

Pela Bula “Ad universas orbis ecclesias” do Papa Leão XIII, de 27 de abril de 1892, foi reorganizada a hierarquia eclesiástica no Brasil, que até então constava de apenas um arcebispado, em São Salvador da Bahia e de onze bispados sufragâneos. Foram criadas duas Províncias Eclesiásticas, a saber: uma no Norte, com sede em São Salvador da Bahia, e a outra no Sul, sendo o Bispado do Rio de Janeiro elevado à categoria de Sé Metropolitana.

A Arquidiocese tem como padroeiro principal São Sebastião e como padroeira secundária Sant’Ana, cujas estátuas, esculpidas em granito pelo escultor Humberto Cozzo, estão  na Catedral Metropolitana.

9ª Delegacia de Polícia
Em 1906, a Prefeitura do Distrito Federal deu início a um amplo programa de modernização e melhoria da imagem da força policial no Rio de Janeiro. A arquitetura também devia contribuir para essa iniciativa. No antigo Distrito Policial do Catete a referência ao estilo Francisco I é caracterizada pelas proporções de alvenaria aparente em contraste com a decoração em argamassa. O aspecto maciço do térreo e as pequenas vigas cilindricas com seteiras aludem à arquitetura militar. 

HISTÓRICO DO PROJETO
Realizado desde 2013, o Rolé Carioca atingiu a marca de 100 km percorridos em mais de 30 passeios gratuitos, promovendo as histórias da cidade para um público estimado em 15 mil participantes. No ano de estreia, passou pelos seguintes bairros: Urca, Cinelândia/Lapa, Madureira, Praça Tiradentes/Largo da Carioca, Rio Comprido, Gamboa e Vila Isabel. Em 2014, os passeios foram realizados em Botafogo, Méier, Praça XV/Castelo, Região Portuária, São Cristóvão e Tijuca. Em 2015, quando o evento fez parte das comemorações oficiais do 450º aniversário do Rio de Janeiro, o Rolé visitou o quadrilátero de fundação da cidade formado pelos morros do Castelo, de Santo Antônio, de São Bento e da Conceição; Niterói, Catete, Santa Cruz, Catumbi, Paquetá, Penha e Saara. O Rio de Janeiro sediou os Jogos Olímpicos em 2016 e o Rolé Carioca incluiu em seu roteiro o novíssimo Circuito Porto, além dos bairros Maracanã, Engenho de Dentro, Copacabana, Del Castilho e Laranjeiras.

2016 também foi o ano de expansão do roteiro. Assim, o Rolé ganhou uma versão nacional com passeios em cinco capitais brasileiras. O Rolé Brasil levou centenas de pessoas a dois roteiros distintos em cada uma das cinco capitais visitadas. Em duas ocasiões Fortaleza, Salvador, Curitiba, São Paulo e Florianópolis receberam o Rolé Brasil. Neste ano o projeto ganhou também uma exposição, realizada no Museu do Amanhã.

Em 2017, pelo quinto ano, os patrocinadores do Rolé são a Prefeitura da Cidade do Rio, a Secretaria Municipal de Cultura e a Universidade Estácio, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, destacando seu curso de história. Como co-patrocinador e abrindo espaço para mais amores cariocas, está o site de relacionamento Par Perfeito. A empresa Pro-Nephron inaugura sua parceria com o projeto como apoiadora.