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novembro 15, 2018
Música

Qinho canta Marina

Qinho - foto: Gabriela Perez
Qinho - foto: Gabriela Perez

Em abril de 2017, Qinho lançou um EP com quatro canções do repertório de Marina Lima, quatro hits absolutos: “Fullgás”, “Uma Noite e Meia”, “Criança” e “Charme do Mundo”. A ideia vinha tomando corpo desde o final de 2014, quando Qinho e Marina Lima dividiram o palco pela primeira vez no projeto Romance, em tributo à cantora e compositora: primeiro no Red Bull Station, em São Paulo, depois no Parque Lage, no Rio de Janeiro. “A primeira vez que vi a Marina pessoalmente foi durante os ensaios para esse show. Fiquei muito apreensivo sobre o que ela iria achar do meu jeito de cantar, bateu aquele frio na barriga de saber que mal nos conhecíamos e já iríamos dividir o palco”, relembra Qinho.  A química entre os dois foi imediata. “Assim que desci do palco ela veio me dar um abraço apertado, falar coisas lindas, fiquei completamente fisgado pelo seu carisma. Foi paixão à primeira vista”, define.

A partir de 2016, já com um show completo, Qinho levou as canções de Marina para os palcos do projeto Música Livre, do Sesc Rio, do Teatro Ipanema e por uma turnê fora do circuito tradicional no Rio de Janeiro, incluindo municípios da Baixada Fluminense. O show foi registrado e exibido no programa Versões, do Canal Bis.

Depois de pesquisar a extensa discografia de Marina Lima e definir o repertório do EP e do álbum inédito – Qinho canta Marina , que a Biscoito Fino lança nos formatos digital e físico -,  o desafio seguinte era trazer esses sucessos para o universo musical do cantor. “A minha maior preocupação sempre foi preservar a beleza original dessas canções. Então, os arranjos poderiam até ficar diferentes, numa onda mais contemporânea, mas desde que conseguíssemos realçar as canções, colocando-as em destaque”.  Diferentes referências da música contemporânea daqui e de vários outros países, também ajudaram a criar a sonoridade do projeto, que traz Qinho nos vocais e guitarra, Gui Marques nos teclados e bass synth, Carlos Sales na bateria e Scott Hill nos saxes alto, barítono e soprano.  A produção musical do álbum é de T.R.U.E, alcunha da dupla Qinho e Gui Marques.

Nascido em 1984, ano em que Marina Lima lançava o álbum Fullgás, Qinho esteve rodeado pelos sucessos da década de 80 desde a infância, nos vinis do pai e nas trilhas sonoras das novelas: “Quando participei daquele tributo em 2014, levei um susto. Pude ver reunidas em uma mesma artista muitas daquelas canções que estavam cravadas na minha memória afetiva. Foi quando me deu o estalo sobre a dimensão da obra da Marina na música pop brasileira”, pontua.

Marina Lima, por sua vez, retribui e endossa: “A releitura que Qinho faz de meu repertório me deixa emocionada. Ele e sua banda escalam ótimas canções pro jogo, oferecendo uma sonoridade própria que mantêm as músicas atraentes. Isso sem falar na sua voz. É o melhor cantor que existe no Brasil no momento, se apropria das canções sem nunca trair o sentimento original que embuti nelas”.  O novo álbum com 10 canções também já conta com a aprovação da musa inspiradora: “Mandei para a Marina logo que ficou pronto. Ela é sempre a pessoa que eu mais quero agradar. Criamos uma cumplicidade muito especial e já pudemos curtir alguns momentos inesquecíveis juntos no palco”, resume.

Qinho
Qinho é um dos nomes mais representativos da nova cena musical brasileira. Aos 34 anos o cantor e compositor já colaborou com grandes artistas da música popular brasileira,  como Luiz Melodia, Fernanda Abreu, Adriana Calcanhotto, Jards Macalé e Martnália, entre outros. Na cena independente esteve ao lado de Mahmundi, Castello Branco, Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Letuce e B Negão.

De 2004 à 2009 esteve a frente da banda VulgoQinho&OsCara, com quem lançou disco homônimo em 2007. De 2009 em diante seguiu em carreira solo, lançando o disco de estreia, Canduras. Em 2012 lançou seu segundo disco solo, O tempo soa, com as participações de Mart’nália, Elba Ramalho, Botika e Amora Pêra. Seu álbum Ímpar

já soma mais de 40 mil downloads na rede.  O EP Fullgás, é o seu mais recente lançamento (2017).

Como ativista cultural, criou projetos coletivos, como o festival Dia da Rua, pioneiro no conceito de ocupação urbana no Brasil, com enfoque em shows de novos artistas/bandas. A primeira edição aconteceu em fevereiro de 2008, no Rio.

Sua versão de “Qualquer Coisa” foi incluída no álbum comemorativo aos 70 anos de Caetano Veloso, “A tribute to Caetano Veloso”, lançado internacionalmente pela Universal Music, com nomes como Seu Jorge, Beck, Devendra Banhart, Rodrigo Amarante e Tulipa Ruiz. Em 2010 Qinho se apresentou na edição brasileira do Festival SWU, em show conjunto com a banda Letuce; no ano seguinte do Festival BACK2BLACK, com participação especial de Jards Macalé. Figurou no line up do Festival Faro MPB, da extinta rádio MPB FM,  ao lado de nomes como Criolo e Marcelo Jeneci, também em 2011.

Qinho produziu uma faixa (e é parceiro em duas) no álbum mais recente de Fernanda Abreu, Amor Geral. Em 2013 participou do line up oficial do Ano do Brasil em Portugal, em Lisboa.

Qinho canta Marina – Lançamento Biscoito Fino
Preço médio sugerido R$ 29,90
Também à venda em www.biscoitofino.com.br 

Repertório do álbum Qinho canta Marina: 
À FRANCESA (Claudio Zoli / Antônio Cícero)
NADA POR MIM (Herbert Vianna / Paula Toller)
ACONTECIMENTOS (Marina Lima / Antônio Cícero)
ME CHAMA  (Lobão)
UMA NOITE E ½  (Renato Rocketh)
FULLGÁS (Marina Lima /Antônio Cícero)
CRIANÇA (Marina Lima)
VENENO (VELENO) (Polacci / Versão: Nelson Motta)
CHARME DO MUNDO (Marina Lima / Antônio Cícero)
VIRGEM (Marina Lima / Antônio Cícero)

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