Primeira edição do PING Festival, uma iniciativa que une arte, cultura e educação, acontece em Botafogo

Evento gratuito oferece atividades e palestras para todas as idades explorando temas que vão do movimento maker e alfabetização emocional à economia colaborativa

Kromhout Museum
Kromhout Museum

Conectar pessoas e temas ligados à cultura, arte e educação. Tudo isto interessa e está intimamente ligado à essência do PING, encontro gratuito e acessível a diversas faixas etárias, que acontece nos dias 21 e 22 de outubro, de 10h às 18h, em Botafogo, no Rio de Janeiro.

Durante dois dias, o PING vai oferecer uma programação intensa e diversificada através de uma série de palestras e múltiplas experiências com o objetivo de estimular a reflexão, a troca e a interação entre pessoas das mais diferentes idades.

Realizado pela Cardápio de Ideias e pela ID Cultural, o Festival pretende explorar temas como Alfabetização Múltipla, Inovação, Tecnologia, Movimento Maker, Alfabetização Emocional, Acessibilidade, Inclusão, Economia Colaborativa, Arte, Educação e Cultura.

“A ideia do Ping é ser um espaço de reflexão e experimentação para explorar o conhecimento, a criatividade e gerar transformação. Por isso é um evento gratuito e acessível, onde todas as atividades escolhidas poderão ser vivenciadas por pessoas de todas as idades. Tudo permite a interação e integração do público, desde as performances artísticas e instalações à experiência de realidade virtual, oficinas de arte, oficina maker e uma feira de trocas que acontece durante todo o dia. As atividades estão diretamente conectadas aos assuntos discutidos nas palestras, para que a experiência seja completa”, descreve Tathiana Lopes, curadora e realizadora do evento.

As palestras reúnem profissionais de campos diferentes, integrados por suas iniciativas ligadas, de forma ampla, à arte e educação. Entre os palestrantes estão o artista plástico Vik Muniz, idealizador do Projeto Escola Vidigal – Laboratório Cultural de Alfabetização Múltipla, o cenógrafo, designer e arquiteto Gringo Cardia, fundador da Ong Escola Spectaculu; Tonia Casarin, autora do livro Tenho monstros na barriga, mestre em educação, que trabalha com desenvolvimento de competências para o futuro, Janaína Melo, gerente de educação do Museu de Arte do Rio/Escola do Olhar – MAR; Clarissa Biolchini, especialista em processos de inovação guiados pelo Design; Russ Rive e Liana Brazil, fundadores do estúdio experimental SuperUber, que integra design, arquitetura e tecnologia; Mariana Ochs, designer que atua como consultora em projetos de implantação de Google For Education; Tatiana Leite, empreendedora social, fundadora da Benfeitoria, a primeira plataforma de financiamento coletivo, entre outros.

“PING pode ser explicado, de forma bem simples, como um comando que serve para testar a conectividade de uma rede, está ligado a velocidade de conexão de dados. Pegando carona nessa ideia, a escolha do nome PING para o festival passa por esses conceitos, já que troca, conexão e integração são palavras chaves para definir a programação”, explica Tathiana Lopes.

Durante os dois dias de Festival, o público vai poder participar de atividades como oficinas de Games, a oficina Afetos Sonoros que se vale de diversas linguagens unindo corpo/música/história/tecnologia, ministrada pela bailarina e coreógrafa Flávia Costa e pelo músico e artista sonoro Negalê Jones; interagir com a intervenção urbana Ambientes Infláveis, projeto que já ganhou o mundo pelos artistas Hugo Richard e Natali Tubenchlak.  Aqui, adultos e crianças poderão entrar na instalação, mudando sua maneira de perceber o espaço. As pessoas poderão também participar das oficinas Reciclagem das Emoções, em que reciclam as próprias emoções através da confecção de esculturas de papel machê, e do Conversando com os dragões, um laboratório corporal que mistura contação de histórias, corpo e movimento. As duas oficinas foram desenvolvidas pela artista Lívia Moura, propositora da Vendo Ações Virtuosas (VAV), plataforma de ações coletivas entre arte contemporânea, pedagogia radical e decrescimento econômico.

Em Linhas, performance do premiado artista plástico Tulio Pinto, o público terá contato com uma obra lúdica em constante transformação, criada a através de balões de gás hélio. A realidade virtual se faz presente também em projeto da dupla Russ Rive e Liana Brazil, o SuperViz proporciona uma experiência coletiva para troca de informações e compartilhamento de ideias.

Uma feira de trocas entre as crianças e adolescentes também acontecerá ao longo do evento, onde terão a chance de levar brinquedos e livros para serem trocados. Uma maneira engajada e divertida de repensar o consumo.

O cinema ao ar livre marcará o final das atividades no sábado, dia 21. A ação é uma maneira de relembrar o saudoso cinema da Casa Daros, que marcou o espaço enquanto ele existiu, iniciativa também desenvolvida pela Cardápio de Ideias.

“Como o PING acontece no mesmo local em que funcionou a Daros, hoje Escola Eleva, que abriu gentilmente suas portas para que ocupássemos o pátio, não poderia deixar de trazer o cinema ao ar livre, um ótimo programa para a família, assim como todas as atividades do festival” – conta Tathiana Lopes.

O público vai poder escolher o que deseja comer nos food trucks que estarão estacionados por lá, durante todo o evento: o COGU, de Ariella Braz; Pizza al Taglio, de Leo Migani; TAPI, de tapiocas e Espetto Carioca, de Pedro Cardoso são alguns deles. Para arrematar, bicicleta de pipoca gourmet, brownie e pão de mel.

O PING é uma Realização da Cardápio de Ideias e ID Cultural, com patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura, da Cultura Inglesa e da Nasajon Sistemas, e apoio da Escola Eleva e da Universidade Estácio de Sá.

Reciclagem das emoções
Reciclagem das emoções

TATHIANA LOPES E A CARDÁPIO DE IDEIAS
Conectada às diversas plataformas que hoje traduzem a pluralidade do mundo em que vivemos, a Cardápio de ideias, há 10 anos é um espaço criativo que atua na realização de iniciativas através das mais diversas experiências e soluções. Foi fundada por Tathiana Lopes que atua há quase 20 anos como produtora, criando, elaborando e produzindo projetos de música, cinema, teatro e exposições.

Entre seus projetos estão, Festival Novas Frequências – desenvolvido e realizado desde 2011 no Rio de Janeiro. Um festival internacional de música experimental e de vanguarda com shows, performances, palestras, debates, exposições, cinema, projetos comissionados e residências artísticas, que já passou por Glasgow, Londres e Dresden. Vencedor do Prêmio Noite Rio e único representante sul americano do ICAS – International Cities Advanced Sounds, network que reune os principais festivais de música experimental no mundo. Indicado a melhor evento do ano (2016) pelo Prêmio de Cultura Bravo; Festival Mais Performance realizado em 2016 com a participação dos principais nomes nacionais e internacionais da performance, com debates, palestras e duas exposições no centro cultural Oi Futuro Ipanema; Shakespeare Lives – produção de uma série de eventos no território brasileiro, para o fomento das artes e troca cultural entre o Reino Unido e o Brasil, realizado pelo British Council que incluiu Debates, Cinema, Teatro, com profissionais e artistas nacionais e internacionais em diversas cidades brasileiras durante todo ano de 2016, além de eventos especiais durante as Olimpíadas e Paralimpíadas; Shakespeare House – realizado durante a FLIP 2016 com debates, palestras, oficinas, cinema e teatro, com personalidades e artistas especialistas em Shakespeare; Cine Daros – criação e produção da mostra de cinema ao ar livre realizada, por três edições no pátio da Casa Daros; Projeto Paisagem para Rio + 20 em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, Coca Cola e O Globo – desenvolvido e produzido com o artista plástico Vik Muniz.

AS ATIVIDADES

Afetos Sonoros – O músico e artista sonoro Negalê Jones e a bailarina e coreógrafa Flávia Costa realizam uma oficina que mistura música e movimento construindo a experiência do entretenimento por meio da relação corpo, arte e tecnologia. Aspectos culturais, científicos, artísticos e principalmente aspectos sociais são exercitados de maneira lúdica fazendo com que conceitos fundamentais para a vida em sociedade se tornem inesquecíveis por terem sido executados de maneira agradável e divertida.

Ambientes Infláveis – Depois de viajar o Brasil, Argentina e Colômbia, a intervenção urbana, idealizada pelos artistas Hugo Richard e Natali Tubenchlak, chega ao PING. A instalação feita de material translúcido e colorido é interativa e permite que o público entre dentro da obra, trazendo experiências de ocupação e interferência na paisagem de lugares e caminhos, através de grandes objetos efêmeros. 

Cinema – Cinema ao ar livre realizado no pátio da casa. Filme: O menino e o mundo. Direção: Alê Abreu. Sinopse: Sofrendo com a falta do pai, um menino deixa sua aldeia e descobre um mundo fantástico dominado por máquinas-bichos e estranhos seres. Uma inusitada animação com várias técnicas artísticas que retrata as questões do mundo moderno através do olhar de uma criança. Classificação livre.

Conversando com os Dragões – Laboratório corporal desenvolvido pela artista e propositora do VAV (Vendo Ações Virtuosas), Lívia Moura com a colaboração de Gabriela Macena, Carol Cortes, Leticia Mattoso e Raquel Azoubel. Neste espaço os participantes irão dialogar com as emoções como o despertar de divertidos dragõezinhos que dormem dentro de uma caixa de papelão. O conceito de alfabetização emocional permeia todas as ações, com o intuito de promover uma escuta e um diálogo maior sobre a Economia da Energia Vital.

Crie Seus Games – Atividade desenvolvida pela Happy Code, uma escola de tecnologia e inovação, a programação e desenvolvimento de games estimula habilidades como criatividade, raciocínio lógico e resolução de problemas.

Encontro Sensorial para bebês – O Encontro Sensorial é uma proposta de intervenção artística e perceptiva para bebês criada pelo coletivo de artistas e educadoras Camará [Arte e Educação] e que contará com a participação da artista convidada Andrea Jabor, coreógrafa e dançarina. O espaço é pensado para que os bebês vivenciem experiências por meio de cores, toques, texturas, sabores, canções, ritmos, movimentos e outros materiais que priorizam os estímulos sensoriais e perceptivos.

Espetáculo Intermezzo – O espetáculo Intermezzo apresenta uma mistura de números clássicos de diferentes espetáculos do Teatro de Anônimo, que ao lingo de seus 30 anos combina, em uma linguagem popular, teatro de rua e técnicas circenses. Conduzido por palhaços líricos, suas ações convidam a plateia a fazer parte da cena, criando uma gostosa cumplicidade. Técnicas como Diabolo, Equilíbrio e Double Trapézio são revisitadas com humor subvertendo o virtuosismo.

Feira de Trocas – Atividade que permite a troca de brinquedos e livros de uma maneira engajada e divertida para repensar o consumo, envolvendo adultos e crianças na prática desta reflexão.

Linhas – A ação performática denominada Linhas faz uso de balões cilíndricos de cor laranja e gás hélio para se materializar. A estrutura escultórica, orgânica e efêmera, ancorada ao chão, necessita ser constantemente alimentada com novas unidades de balões cheios de hélio para que a verticalização do todo continue acontecendo. Isso gera uma relação de cumplicidade entre as partes – a “vida” da escultura está intimamente ligada com as decisões do performer Tulio Pinto, artista plástico que a alimenta.

Realidade Virtual / SuperViz – O app SuperViz, desenvolvido pelos designers Liana Brazil e Russ Rive da SuperUber, proporciona uma experiência coletiva em Realidade Virtual para troca de informações, treinamento e compartilhamento de ideias. Pessoas de diferentes partes do mundo são transportadas virtualmente para o mesmo lugar, onde eles podem se ouvir e se ver. Em menos de 1 minuto, uma pessoa pode criar ou escolher um mundo, e convidar outras pessoas, a partir de seus próprios contatos, para começar uma sessão. O SuperViz roda em smartphones com sistema operacional iOS e Android, e pode ser acessado através de uma conexão 3G.

Reciclagem das Emoções – Também realizado por Livia Moura, neste laboratório os participantes reciclam as próprias emoções através do processo da reciclagem de papel, construindo a “cidade das emoções recicladas” com esculturas de papel machê. 

Vivência Circense – A arte milenar do circo se faz presente no imaginário coletivo como algo relacionado a alegria, vigor e risco. Suas técnicas desenvolvem as habilidades motoras, expressão corporal, autoconhecimento e o convívio em grupo, estabelecendo limites, mostrando a importância das normas e valores, não como moldes estabelecidos, mas como algo construído, fomentando a cultura circense e o resgate da mesma. A arte educação acredita no ensino da arte circense como um meio e não um fim, acessando o potencial educativo (social, afetivo e cognitivo), formativo e lúdico das atividades circenses. Numa época em que boa parte das crianças pratica pouca atividade física, as técnicas do circo rompem barreiras corporais, reais ou subjetivas, desenvolvendo as habilidades, tonificando e fortificando o corpo de forma lúdica e divertida.

OS PALESTRANTES

Clarissa Biolchini_ é especialista em processos de inovação guiados pelo Design e possui mais de 20 anos de experiência profissional, sendo 10 anos em consultorias na Europa e na Ásia. Seu trabalho é fundamentado na abordagem de Design Thinking e Design de Serviços, com o objetivo de orientar processos de inovação, solucionar de desafios de negócios e capacitar equipes nas organizações. Clarissa foi sócia-cofundadora da Laje, plataforma de inovação da Ana Couto Branding e atualmente e dedica-se ao tema Design Organizacional. Palestrante em diversos eventos e congressos, incluindo o TEDxLaçador, em Porto Alegre.

Gringo Cardia_ Designer, arquiteto, cenógrafo, artista gráfico, diretor de arte, diretor de videoclipes, teatro, óperas, desfiles de moda, curador de museus e exposições no Brasil e no exterior. É responsável pela imagem de vários artistas e grupos da música nacional a mais de 30 anos. Fundou há 18 anos, a ONG Escola Spectaculu de arte e tecnologia, junto com a atriz Marisa Orth, o artista Vik Muniz, a consultora de moda e arte Malu Barretto, e o designer Giovanni Bianco, que forma técnicos especializados para a área de espetáculos de televisão, teatro, cinema e eventos, direcionada para os jovens oriundos das periferias e favelas do Rio de Janeiro. Sua escola localizada no Cais do Porto do Rio de Janeiro atende a mais de 50 comunidades da Baixada Fluminense, já formou por volta de 2 mil alunos e conseguiu mais de 5 mil vagas de trabalhos durante este tempo. Dirige com sua irmã Gringa Cardia, o estúdio ACASAGRINGOCARDIA Design no Rio de Janeiro.

Janaina Melo_ graduada em História pela UFMG e pós-graduada pela em Pesquisa e Ensino de Arte Contemporânea pela Escola Guignard UEMG. Atua como profissional de museu e professora. Entre 2004-2007 trabalhou no Museu de Arte da Pampulha (BH) na Coordenação de Artes Plásticas da instituição contribuindo para o desenvolvimento dos Programas de Arte Contemporânea e Projeto Bolsa Pampulha. Entre, 2007 e 2012, desenvolveu o Programa de Arte e Educação do Instituto Inhotim (Brumadinho) primeiramente como Coordenadora e posteriormente como Curadora de Arte e Educação da instituição. Desde 2012 está à frente da Gerência de Educação do Museu de Arte do Rio (RJ) onde é responsável pelo desenvolvimento do Programa Pedagógico do museu – Escola do Olhar.

Juliana Ragusa – Juliana Ragusa é graduada em Letras, Mestre em LAEL pela PUC-SP onde estudou formação de professores com foco em Linguagem, Educação e Tecnologia. Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional (PUC-SP) e em Pedagogias do Século 21 pela TAMK (Universidade de Tampere, Finlândia). Educadora há 24 anos possui experiência em coordenação de projetos mão na massa e tecnologias ao longo de sua trajetória na área educacional. Vem trabalhando com a cultura maker desde 2013 como consultora educacional da We Fab. Hoje é designer de aprendizagem da Rhyzos Educação, com foco na formação e empoderamento de educadores para disseminar a cultura da aprendizagem mão na massa. 

Liana Brazil e Russs_Pioneiros na integração entre design, arquitetura e tecnologia, Russ Rive e Liana Brazil fundaram o estúdio experimental SuperUber em 2002, com sedes no Rio e São Francisco (EUA). Russ e Liana criam experiências que vão desde instalações individuais até exposições e performances, e expõe ao redor do mundo, em locais como o Victoria & Albert Museum (Inglaterra) e ONU (EUA). No Brasil, participaram de projetos como o Museu do Amanhã (Rio) e Memorial de Minas Gerais (Belo Horizonte). Participam de festivais como o Spot Festival (Dinamarca), The Creators Project (EUA, Espanha, China e Brasil), e fazem apresentações em instituições como a Parsons School of Design (New York). Inauguraram recentemente o projeto multimídia e interativo do Frost Science Museum em Miami (EUA).

Mariana Ochs_ designer que atua na interseção entre mídia, educação e tecnologia, com background em storytelling visual e foco em processos de inovação e transformação de cultura. Especialista em EdTech e na integração de tecnologias de informação e comunicação na educação básica, atua na transformação de processos, formação de educadores, desenvolvimento de currículo, pesquisa e curadoria de recursos e ferramentas, visando instaurar uma cultura de fluência digital na escola e facilitar experiências de aprendizagem mais criativas, reais e significativas. Educadora e Formadora certificada pelo Google, é Coordenadora de Tecnologia na Escola Eliezer Max e atua também como consultora em projetos de implantação de Google For Education.

Paula Lopez_ artista e gestora cultural desde 1997. Atua também como consultora, curadora e tradutora. Como produtora associada ao programa Tranform do British Council desenvolveu a plataforma UNLIMITED: Arte sem Limites, com objetivo de ampliar o acesso a espaços culturais para artistas e público com deficiência. Criou o plano de acessibilidade criativa da exposição INOVANÇAS: Criações à Brasileiras (Museu do Amanhã), e do espetáculo acessível A Princesinha Medrosa, em cartaz no SESC Santana. É artista-criadora e atua junto ao grupo de teatro e performance OPOVOEMPÉ. Integra a Rede Unlimited / Territórios Acessíveis desde sua fundação e é sócia da Santa Paciência Produções Artísticas.

Stéphanie Habrich_ é formada em administração de empresas pela FGV, com mestrado em International Affairs, pela Columbia University (NY). Trabalhou no mercado financeiro em Wall Street por anos, até que resolveu realizar um sonho de criança de levar um conteúdo diferenciado aos jovens, com qualidade e diversidade, e fundou a editora Magia de Ler, onde as primeiras publicações foram as revistas infantis Toca e Peteca. Quatro anos depois, criou o Jornal Joca, o único jornal do Brasil voltado para jovens e crianças, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento desses leitores para que se formem líderes responsáveis e arquitetos de uma nova geração transformadora e protagonista.

Takumã Kuikuro_ é um premiado cineasta indígena, do povo Kuikuro, e vive na aldeia Ipatse, no Parque Indígena do Xingu. Ele fez um primeiro curso de audiovisual com o projeto da organização Vídeo nas Aldeias, e posteriormente estudou cinema na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Entre outros trabalhos, dirigiu o curta metragem Karioka (2014), que acompanha a saga de sua família no Rio de Janeiro enquanto estudou na Darcy Ribeiro, mostrando ocotidiano de sua mulher, Kisuagu Regina KuiKuro, e o filhos Kelly Kaitsu, Ahuseti Larissa e Mayupi Bernardo KuiKuro. Dirigiu também com Leonardo Sette e o antropólogo Carlos Fausto o filme As Hiper Mulheres (2011). Seu último filme, Londres como uma aldeia (2015) tem circulado em festivais em todo o mundo. Takumã Kuikuro é presidente da AIKAX (Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu) e, em parceria com a organização artística britânica People’s Palace Projects, está desenvolvendo um projeto para receber artistas brasileiros e internacionais em residência na aldeia Ipatse.

Tatiana Leite_ é formada em administração pelo Ibmec e tem pós-graduação em uma das melhores escolas de marketing do mundo: a Coca-Cola. Lá, trabalhou por 7 anos, saindo em 2010 para se tornar empreendedora social – ou hacker cultural, como gosta de dizer. Fascinada pelo poder de influência que a comunicação exerce no comportamento das pessoas, está determinada a usá-lo para estimular uma cultura mais humana, colaborativa e realizadora no Brasil. Em 2011, ao lado do marido, fundou a Benfeitoria, a primeira plataforma de financiamento coletivo com comissão livre do mundo. Desde então, empreende outros projetos da nova economia, como Rio+, Reboot e Bebênfeitoria.

Tiago Eugênio_ Professor STEAM do Colégio Bandeirantes, Tiago é também consultor em tecnologias educacionais. Na área de tecnologia  tornou-se Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Games e Tecnologias da Inteligência aplicados à Educação da Capacitar. Também é professor convidado da Pós-Graduação em Pesquisa de Mercado da ECA-USP, professor convidado da Pós-Graduação em Neuropsicologia da UNIFESP, professor convidado do Pós-Graduação de Neurociência e Educação da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Formado em Game-Based Learning pela Quest to Learn em Nova York – EUA e em comunidades de aprendizagem pelas Escuelas Experimentales do Ushuaia – ARG, foi o autor de seis capas de revistas nacionais de divulgação científica, nas quais abordou assuntos relacionados à Educação, Neurociências e Tecnologias. Hoje é Fellow da Rhyzos Educação e atua como Editor da página Neurociências em Benefício da Educação com mais de 100 mil seguidores.

Tonia Casarin_ é mestre em Educação pela Universidade de Columbia em Nova York, é Lemann Fellow e Global Salzburg Fellow. Empreendedora na área de educação, Tonia trabalha com o desenvolvimento de competências para o futuro. É educadora e palestrante, tendo feito um TEDx Talk em 2016 e com experiência para público de mil pessoas sobre o Futuro do Trabalhoe como se preparar para ele. É professora de Pós Graduação no Singularidades e do curso de Empreendedorismo no Google Campus. É autora do livro infantil Tenho Monstros na Barriga que virou bestseller no Brasil. Foi vencedora do Global Impact Challenge no Brasil, prêmio da Singularity University em 2017. Lança um novo livro infantil em Setembro de 2017. 

Vik Muniz_ O artista iniciou a carreira como escultor e apresentou sua primeira mostra individual em 1988, em Nova York. Entretanto, o trabalho mudou de direção, quando se tornou mais interessado nas reproduções fotográficas das esculturas do que nos objetos em si.  Começou, então, a fazer objetos e desenhos construídos justamente com o intuito de serem fotografados. A ilusão fotográfica e a complexa relação da fotografia com o mundo real passaram a ser sua fonte essencial de inspiração. Hoje, o desenho é o elemento-chave de sua produção criativa, mas a forma final para todas as ideias é a fotografia. O artista usa materiais não convencionais, como arame, açúcar, chocolate, terra, lixo para desenhar imagens que ganham nova dimensão depois de fotografadas. Ademais, o uso desses materiais reflete sua perspicácia e sua irreverência com o imaginário icônico. Ao longo dos anos, Vik Muniz fez cerca de 1.500 obras, organizadas em aproximadamente 60 séries, com as quais recebeu diversos prêmios internacionais relevantes, dentre eles o CITYart’s, no 40 o aniversário da cidade de Nova York.

SERVIÇO

PING

Quando: Sábado, dia 21 e domingo, dia 22 de outubro de 2017

Horário: Sábado: 10h/20h; domingo 10h/18h.

Onde: R. General Severiano, 159 – Botafogo, Rio de Janeiro

Quanto: Grátis

Para entrar no evento e/ou participar das palestras, é necessária inscrição prévia. Mais informações através do site www.pingfestival.com.br. As inscrições serão abertas a partir de outubro.