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novembro 15, 2018
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Polacas, as prostitutas judias

O autor faz um paralelo com o famoso texto de becket, Esperando Godot. Cinco prostitutas estão a espera dos clientes e enquanto esperam conversam sobre suas vidas e como chegaram ali. Nessa peça o autor trata as mulheres com todas suas virtudes e defeitos, trazendo uma tri dimensionalidade aos personagens, que não são tratadas como pobres coitadas mas como senhoras dos seus destinos.  Até a chegada de um Caften (cafetão) que revela uma traidora entre elas. Mas a história tem nova reviravolta quando chega mais uma polaca com novidades.

“Nesse espetáculo dou uma visão diferente a essas mulheres, mostrando um lado ainda não explorado. Tirei a visão infantil, que tenta justificar suas atitudes por forças maiores que a obrigaram a aquela situação. Coloco mulheres com todas as suas qualidades e defeitos. Mulheres que optaram pela prostituição, que não são boas o tempo todo, que sentem prazer e são donas do seu destino, ou seja mulheres contemporâneas e não idealizadas como “bibelots” que foram atacadas pelo “lobo mal” e vitimas do seu destino. Um espetáculo forte para quem tem estomago.” – Dinho Valladares

A Montagem
Essa peça de teatro é um resgate de uma parte da história da sociedade civil brasileira que se perdeu em meio a preconceitos e negligência. Essa é uma história de seis moças que vieram de várias partes do mundo tentar a sorte no Brasil. Encontrando uma realidade rude e dura. O cenário era de fome, pobreza e antissemitismo na Europa do Leste. Muitas das moças de famílias judias ansiavam por maridos e melhores condições de vida e as Américas surgiam como forma de construir uma nova vida longe da discriminação e da miséria. Jovens judias, analfabetas, muitas ainda virgens, recebiam propostas de uma vida melhor. Já no porto de Marselha, no sul da França, o sonho caiu por terra e antes mesmo de embarcar para o Novo Mundo. E é assim que começou a história tabu de muitas “escravas brancas”, as prostitutas judias conhecidas como “polacas” que, foram parar nos centros de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e Nova York. No Rio de Janeiro, as polacas viviam nos bordeis e cortiços na Praça XI, área central da capital fluminense, onde hoje se chama Cidade Nova e estão sediados prédios públicos. Quase não restou vestígio do passado das polacas no Rio de Janeiro. O assunto ainda tabu e, muitas vezes, esquecido, virou tema para peça que busca desmistificar a existência dessas moças.

Serviço.

Polacas, as prostitutas judias – texto e Direção: Dinho Valladares. Elenco: Aline Bourseau, Sofia Kern, Andrezza Leal, Carol Salles, Clarissa Durão, Gisela Plombon, Carolina Garrana e João de Carvalho. Dramatização a partir da história de prostitutas que viveram no Rio de Janeiro no século XX. Cinco prostitutas estão num prostibulo a espera de clientes, quando são assediadas por um Caften (cafetão) e resolvem fugir para um lugar melhor. Duração (80 min). Classificação: 16 anos. Sede da Cia. de Teatro Contemporâneo. Sabados as 20hs e domingos as 19hs. Rua Conde de Irajá 253 Info. 25375204 R$ 50. De 04 de agosto a 30 de setembro

Ficha Técnica
Coordenação de projeto: Cia. de Teatro Contemporâneo
Texto e direção: Dinho Valladares
Coreografias: Aline Bourseau
Iluminação: Rubia Vieira
Figurinos: Luiza Valente
Trilha Sonora: Sergio Roberto de Oliveira
Produção Executiva: Julio Luz
Web designer: Victor Mafra
Desenho de Cenário: Eduardo Carvalho
Operador de Luz: Fabio Félix
Operador de Som: Leo Ponzo
Maquinista: Xico Santos

Elenco:
Aline Bourseau
Dinho Valladares
Marcela Casolari
Fê Faria
Luiza Valente
Clarissa Durão
Gisela Plombon
João de Carvalho

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