Pocket-show do CD Tropicalidades + leitura de poesias

Para dar início às comemorações pelos 50 anos da Tropicália, o Gabinete de Leitura Guilherme Araújo apresenta um pocket-show da cantora e compositora Georgeana Bonow, que divide a noite com o poeta Antônio Cícero

Georgeana apresentará as músicas de “Tropicalidades”, seu segundo álbum de carreira, com repertório de clássicos da MPB e da Bossa Nova nos anos 60 e 70 em roupagem rock’n’roll, e Cícero fará uma introdução ao tropicalismo com leitura de poesias ligadas ao movimento

O Gabinete de Leitura Guilherme Araújo, localizado na casa onde morou o célebre empresário que esteve por trás da criação da Tropicália, dá início às comemorações pelos 50 anos do movimento encabeçado por Caetano Veloso, Gilberto Gil e Gal Costa. Nos dias 26 de janeiro e 02 de fevereiro, às 19h30, o Gabinete recebe um pocket-show da cantora e compositora Georgeana Bonow, que está em plena fase de lançamento do CD “Tropicalidades”, seu segundo disco de carreira. Georgeana dividirá ambas as noites com Antônio Cícero, poeta e letrista que lerá poemas que fazem referência ao movimento que revolucionou a música e a cultura brasileiras.

“Tropicalidades”
Chegando ao segundo disco de carreira Georgeana Bonow apresenta um repertório cheio de Tropicalidades. O nome do álbum não poderia ser diferente, já que foram reunidos vários estilos, tendências e compositores da melhor música brasileira, como Tom Jobim, Tim Maia e Roberto Carlos. 

O disco foi gravado com toda a banda ao mesmo tempo em estúdio, criando uma atmosfera visceral e espontânea, inspirada nos anos 60 e 70, bem de acordo com as versões rockeiras para as faixas, todas dessas duas décadas. Foram relidos grandes sucessos da MPB e Bossa Nova, como “A Menina Dança”, “Diz Que Fui Por Aí”, “Ilegal, Imoral ou Engorda” e “Desafinado”. A última contou com a participação e arranjo do mestre da Bossa Nova, Roberto Menescal.

Consta ainda no repertório uma faixa inédita, de autoria de Georgeana e Marcio Menescal, que também assina a produção musical do álbum. Com passagens por Bandas de Baile e de Jazz, a cantora surge na sua vertente mais rockeira e eletrificada, mas sem deixar de lado as harmonias complexas da Bossa, as cantadas romântico-sacanas da Jovem Guarda e seu gosto inesgotável pela Tropicália e suas cores.

www.georgeanabonow.com.br

Antônio Cícero
Atual concorrente a uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, o poeta, letrista e filósofo Antonio Cícero está entre os maiores nomes da literatura brasileira contemporânea. Com a irmã, a cantora Marina Lima, Cícero lançou parcerias que se transformaram em alguns dos maiores sucessos da MPB como “Fullgás”, “Para Começar”, “Acontecimentos” e “À Francesa”. Desde então Cícero sempre esteve ligado aos grandes artistas e compositores de nossa música, incluindo os tropicalistas, com os quais mantém sólidas amizades. Destacam-se também parcerias suas com nomes como Waly Salomão, João Bosco, Adriana Calcanhotto e Lulu Santos, entre muitos outros não menos importantes. Cícero também é autor de 3 livros de poesia, “Guardar”, “A cidade e os livros”, e “Porventura”.
http://antoniocicero.blogspot.com.br/

Tropicália e o Gabinete de Leitura
A surpreendente apresentação de Caetano Veloso defendendo a música “Alegria, alegria” no Festival da Record de 1967, em plena ditadura militar, rompeu com os padrões da época e abriu as portas da mídia nacional para um novo movimento estético-musical que revolucionou e reposicionou a cultura brasileira no final dos anos 60. Com a adesão de artistas de diversas linguagens, aincorporação de elementos da cultura de massa internacional misturadas a referências culturais nacionais, somadas à sofisticação musical que já era uma característica nossa, fascinou parte do público de todo o país e alçou a cultura brasileira a um novo patamar criativo-comportamental. Liderado por Caetano, Gil e Gal, eterna grande musa, o tropicalismo seguiu pela década seguinte adentro e agora chega aos 50 anos em 2017.

Por trás e no compasso disso tudo estava Guilherme Araújo, o visionário empresário e produtor musical dos três baianos à época, que soube conduzi-los com enorme sucesso nesta liderança, produzindo suas apresentações, turnês e álbuns, e unindo-os a novos artistas. No caminho aberto por eles logo em seguida surgiriam nomes como os de Tom Zé, Mutantes, Novos Baianos, Ney Matogrosso e tantos outros. Entre os muitos direcionamentos foi Guilherme quem, por exemplo, escolheu o nome artístico de Gal, e quem definiu que o destino de Caetano e Gil nos anos de exílio seria Londres: era a capital do mundo e da música na época, onde tudo acontecia e onde todas as estéticas se cruzavam, inspirando ainda mais a dupla.

A presença e a influência de Guilherme na criação e nos bastidores da Tropicália e da MPB foram decisivas, e por isso o Gabinete de Leitura organizará, ao longo de 2017, uma série de eventos que celebram o tropicalismo. Serão realizados shows, saraus, leituras e montagens de peças com participações de artistas ligados ao movimento na época e também de novos talentos que nele se inspiram e/ou que possuem espírito criativo semelhante.

Serviço

Gabinete de Leitura Guilherme Araújo

50 anos de Tropicália – Georgeana Bonow e Antonio Cícero

Pocket-show do CD “Tropicalidades” e leitura de poesias

Dias 26/01 e 02/02 (5as-feiras)
Horário: 19h30
Rua Redentor, 157 Ipanema
Tel infos. 21-2523-1553
Entrada franca c/ contribuição voluntária
Lotação: 45 lugares
Classificação: livre

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