Peça-manifesto chega à última semana em cartaz com apresentação extra

“Justa” busca uma reflexão sobre o momento ético em que vive a sociedade brasileira

foto: Elisa Mendes
foto: Elisa Mendes

A peça-manifesto “Justa”, com texto de Newton Moreno e direção de Carlos Gradim, diretor do grupo Odeon Companhia Teatral e diretor-presidente do Instituto Odeon está em cartaz até 19 de novembro no CCBB. “Justa” é um romance policial, com suspense e muito crítico, que trata da investigação de uma série de assassinatos contra políticos corruptos. Durante a investigação, um oficial justiceiro, encenado por Rodolfo Vaz, encontra um amor improvável pela atriz Yara de Novaes, que faz diversos papeis, entre eles, algumas prostitutas, e se depara com a questão da corrupção brasileira encontrada em diversos níveis.

No dia 18 de novembro (sábado), às 17h, haverá apresentação extra da peça.

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Para Gradim, “Justa” é uma tentativa de criar uma alegoria cênica do esgotamento ético que estamos mergulhados. “É um berro. É uma forma urgente de reencantamento com a beleza da justiça”, declara o diretor de teatro.

O processo de criação da peça, partiu de um pedido do Gradim e da Yara ao Newton Moreno de um texto que tratasse da prostituição. Juntos começaram a desvendar um cenário político conturbado e em momento de exaustão. Os dois universos se uniram e se transformou em “Justa”. A prostituição tratada vai além da conotação sexual, da mulher que troca sexo por dinheiro, engloba a troca de votos por propina entre outros aspectos da prostituição.

“Houve uma empatia imediata com os atores, o diretor e o tema. Resolvemos criar uma peça que é um desabafo. Uma forma de contribuir com a sociedade uma discussão sobre o atual momento que clama por renovação”, explica Newton Moreno, mestre e doutor em Artes Cênicas pela USP.

Yara de Novaes, recém indicada ao Prêmio Shell 2017, pela atuação na peça ‘Love Love Love’ contracena com Rodolfo Vaz, que foi membro por 25 anos de uma das mais importantes companhias de teatro de repertório do Brasil, o Grupo Galpão, radicado em Belo Horizonte, e aos 36 anos de carreira, recebeu inúmeros prêmios dentre eles o Shell de 2009 por sua atuação em “Salmo 91”.

Ficha técnica:
Texto: Newton Moreno.
Direção: Carlos Gradim.
Elenco: Yara de Novaes e Rodolfo Vaz.
Direção Musical: Morris Picciotto
Cenografia: André Cortez
Produção Executiva: Ana Luisa Lima
Duração: 90 minutos
Classificação indicativa: 18 anos

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