“Para onde ir” reestreia no novo espaço cultural Casa de Baco

O monólogo “Para onde ir”, inspirado em textos de Dostoiévski e Rimbaund, com adaptação e atuação de Yashar Zambuzzi, marcou, “com o pé direito”, a estreia de Viviani Rayes na Direção

Foto: Lu Valiatti
Foto: Lu Valiatti

Construído a partir do personagem Marmieládov, do romance Crime e Castigo, escrito pelo russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), e da trama de Uma temporada no inferno, do francês Arthur Rimbaud (1854-1891), o monólogo Para onde ir marcou a estreia da atriz e produtora Viviani Rayes na direção e traz Yashar Zambuzzi no papel de Marmieládov.  Ambos são fundadores da Te-Un TEATRO e, entre vários trabalhos juntos, atuaram e produziram a aclamada Blackbird (David Harrower) que ficou em cartaz de 2014 a 2017.

“Para onde ir” reestreia dia 5 de maio, sexta-feira, às 19h30, na Casa de Baco, na Lapa, com sessões de sexta a domingo, sempre às 19h30, até 28/05/2017, após uma intensa temporada, de terça a domingo, na Casa de Cultura Laura Alvim, transformando a Sala Rogério Cardoso em uma Taverna.  Alcoolismo, desemprego, pobreza, miséria, violência contra a mulher, prostituição infantil, infanticídio e autodestruição são temas pelos quais passeia a bem-sucedida adaptação de Yashar Zambuzzi.

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Há mais de dez anos, Yashar estuda a transformação da literatura clássica em fenômeno cênico, especialmente as obras de Dostoiévski, pela importância de suas questões perenes sobre a condição humana. A concepção do espetáculo interliga Dostoiévski e Rimbaud a Bertold Brecht (1898-1956) o que faz da peça, segundo Viviani e Yashar, também uma homenagem à poesia crítica do poeta e dramaturgo alemão.

O monólogo conta a história de Marmieládov, funcionário público, alcoólatra, que, após perder o emprego, vai beber numa taberna. Ele acompanha a chegada dos fregueses e aproxima-se ora de um, ora de outro, para contar-lhes as dificuldades que passa por conta do vício, a necessidade de sustentar sua família e as desventuras de sua vida. A peça dialoga com o público numa linguagem dinâmica e coloquial, promovendo um contato direto e desmistificador com dois grandes autores da literatura universal cujas obras têm, em comum, as situações extremas da vida.

As Reflexões de Para onde ir
Crime e Castigo de Doitoiévski é o ponto de partida para a criação de Para onde ir. Nessa dramaturgia, a história de Marmieládov encontra complementariedade em Uma Temporada no Inferno de Arthur Rimbaud, que por sua vez encontra ressonância na poesia do jovem poeta Bertold Brecht: “Os Senhores por favor não fiquem indignados, pois todos nós precisamos de ajuda, coitados”.

A partir desses 3 entrelaçamentos, Para onde ir nos convida a uma reflexão sobre vício, a noção de culpa que se instaura no coração humano diante do mal praticado ao outro, a tentativa de compreender o sofrimento humano diante das injustiças e o desejo de redenção que a culpabilidade pode suscitar.

“Para onde ir” é o segundo projeto da Te-Un TEATRO, companhia da Rayes Produções Artísticas.

 

Concepção Cênica
Formato de arena, a ambientação cênica reproduz uma taberna. O público ao entrar na sala de espetáculo, ou melhor, na taberna recebe uma dose de cachaça e/ou café, para serem consumidos com porções de amendoim presentes nas mesas, onde podem apoiar o jogo americano que recebem na entrada, que nada mais é que o programa da peça. Tudo pensado e conduzido para tornar a experiência cênica e a interação com o público em um momento interativo.

“Uma envolvente proximidade presencial do público numa taberna viva, onde um alcóolatra solitário compartilha seu ácido desabafo no diálogo afetivo com alguns espectadores. Apurada e reveladora manipulação cênica de Viviani Rayes”.

 

Sinopse
“Para onde ir” é um monólogo que conta a história de Marmieládov, funcionário público, alcoólatra, que, após perder o emprego, vai beber numa taberna. O personagem é homônimo ao do romance Crime e Castigo, do russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881), um dos pontos de partida para a construção da peça.

O Elenco

YASHAR ZAMBUZZI é ator formado pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD-USP) e filósofo pela mesma universidade. Trabalhou no Centro de Pesquisa Teatral (CPT) com Antunes Filho, um dos mais renomados diretores brasileiros. Fundou, com a atriz Viviani Rayes, a Te-Un TEATRO. Ambos são produtores e intérpretes da aclamada “Blackbird”. Em 33 anos de carreira teatral, atuou em 30 produções. Na academia, interessa-se pela união das antropologias filosófica e teatral, com o intuito de investigar a condição humana por meio do teatro. Seus últimos trabalhos: Blackbird, de David Harrower, Race de David Mamet com direção de Gustavo Paso, Silência, de Renata Mizhari, A Visita da Velha Senhora de Friedrich Dürrenmatt, com direção de Silvia Monte; Enlace- A Loja do Ourives de Karol Józef Wojtyla, com direção de Roberto Lage; Um Violinista no Telhado de Jerry Bock, direção de Charles Moeller e Claudio Botelho; O Interrogatório de Peter Weiss, direção de Eduardo Wotzik; Estudos Sobre Filidor de Witold Gombrovizc, direção de François Kahn do Laboratory Theatre Grotowski (Pontedera, Itália); Senhora dos Afogados de Nelson Rodrigues, dirigido por Antunes Filho, entre outros. Já no cinema, atuou em projetos como Canalhas, dirigido por Anna Muylaer e Pedro Freire; Acerto de contas, dirigido por José Jofilly; Cross & Star de Tiaraju Aronovich; e Brazil Red, série franco-canadense, de Sylvain Archambaul.

Direção

VIVIANI RAYES é pós-graduada em Direção Teatral pela CAL (Casa de Artes Laranjeiras/ RJ). Cursou Direção Teatral com José Renato, fundador do Teatro de Arena de São Paulo, e na Escola Técnica Martins Pena/RJ. É formada pela Escola de Teatro Ewerton de Castro e Escola de Atores Wolf Maya, ambas em São Paulo. Trabalhou com importantes diretores e tem vários espetáculos no currículo. É fundadora e produtora executiva da Rayes Produções Artísticas. Últimos trabalhos: Blackbird, de David Harrower, direção e Bruce Gomlevsky; Uma Sociedade, do conto homônimo de Virgínia Woolf, entre outros. Tem um trabalho sólido e ativo no mercado publicitário. Cursou Comunicação Social na Faculdade Cásper Líbero em São Paulo. Produziu para teatro: “Blackbird” com direção de Bruce Gomlevsky; 2012: “Plath, um mar se move em meus ouvidos”, com direção de Ana Lucia Torre; 2011 “As Loucuras que as Mulheres Fazem”, com direção de Luciana Guerra Malta; 2009  “2ª Mostra A Cena da Cidade”; 2001 “Tem um Louco em Minha Cama”, comédia de Ronaldo Ciambroni, todas na cidade do Rio de Janeiro. Em 2006 estagiou como produtora nos programas “Mulheres” e “Edição Extra”, da TV Gazeta/SP, e em 2005 no programa “Tudo é Possível”, da TV Record/SP. É sócia fundadora e produtora executiva da Rayes Produções Artísticas LTDA.

 

SERVIÇO:

Estreia – 05/05/2017
Temporada até 28/05/2017, de sexta a domingo às 19h30h.
Local: Casa de Baco – Rua Da Lapa, 243, – Centro
Tel: 3796-6191
Duração: 60 min
Gênero: Drama
Classificação indicativa: 14 anos
Lotação: 60 lugares
Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia)

Ficha Técnica

Elenco: Yashar Zambuzzi
Texto: Dostoiévski e Rimbaud, fazendo uma homenagem a Brecht.
Adaptação e atuação: Yashar Zambuzzi
Direção: Viviani Rayes
Figurinos: Rogério França
Iluminação: Elisa Tandeta
Trilha Original: Chico Rota
Cenário: Yashar Zambuzzi e Viviani Rayes
Programação Visual: Thiago Ristow
Ilustrações: Raphael Jesus
Fotos de Cena: Lu Valiatti
Idealização: Te-Un TEATRO
Produção Executiva e Realização: Rayes Produções Artísticas

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