28.6 C
Rio de Janeiro
novembro 15, 2018
Notícias

Os 100 anos de Geraldo Pereira no Teatro Rival Petrobras

Show traz ao palco Tuco Pellegrino, Rodrigo Alzuguir e Pedro Paulo Malta recebendo Monarco, Soraya Ravenle, Tantinho da Mangueira e Ilessi

Geraldo Pereira? Talvez você não esteja ligando o nome à obra. Mas com certeza conhece clássicos desse ícone do samba, morto em 1955 poucos dias depois de uma briga com o lendário malandro Madame Satã. O que dizer de “Sem compromisso” (Você só dança com ele e diz que é sem compromisso/ É bom acabar com isso/ Não sou nenhum pai-joão…), petardo lançado em 1944 e tiro certeiro até hoje, mais de 70 anos depois, em qualquer roda de samba que se preze? E “Falsa baiana” (Baiana que entra na roda só fica parada/ Não canta, não samba, não bole nem nada…), samba composto nos anos 1940 e transformado em clássico da Bossa Nova, por João Gilberto, duas décadas depois? E “Escurinho”, “Escurinha” e “Bolinha de papel”, que você já andou assoviando por aí sem lembrar que eram do Geraldo? Em 2018, Geraldo Pereira completaria 100 anos se fosse vivo. Para celebrar seu legado na música popular brasileira o Teatro Rival Petrobras, na Cinelândia, apresenta o show “Eu também tô aí – Os 100 anos de Geraldo Pereira”, que traz ao palco da consagrada casa de shows Tuco Pellegrino, Rodrigo Alzuguir e Pedro Paulo Malta recebendo Monarco, Soraya Ravenle, Tantinho da Mangueira e Ilessi, abrindo a programação de novembro no dia 1º, quinta-feira, às 19h30.

“Eu também tô aí – Os 100 anos de Geraldo Pereira” é um show-tributo com atmosfera de roda de samba e toques de gafieira, o roteiro prevê algumas intervenções faladas sobre vida e obra de Geraldo.

À frente da iniciativa, estão três especialistas na obra do sambista: o cantor e compositor TUCO PELLEGRINO, o escritor, ator e cantor RODRIGO ALZUGUIR e o jornalista e cantor PEDRO PAULO MALTA. Rodrigo e Pedro Paulo acabaram de levar ao ar, pela Rádio Batuta do Instituto Moreira Salles, uma série em 10 capítulos sobre Geraldo, incluindo episódios da vida do compositor, mais de 100 gravações de músicas de sua autoria e entrevistas exclusivas com Monarco, Nelson Sargento, Alaíde Costa, Bebel Gilberto e Professor Araújo (sobrinho-neto de Geraldo), entre outros. Na pesquisa alentada que realizaram para a série, Rodrigo e Pedro Paulo chegaram a descobrir meia-dúzia de músicas inéditas.

Rodrigo e Pedro Paulo – atendendo ao convite e com a adesão de Tuco Pellegrino – se uniram para formatar esse show, como uma espécie de “braço” da web série. Os três conduzirão o espetáculo, acompanhados por um conjunto de onze músicos liderados pelo violonista Julião Pinheiro. Teremos quatro convidados – MONARCO, SORAYA RAVENLE, TANTINHO DA MANGUEIRA e ILESSI. Cada um cantará dois números, sendo um deles um dueto com Tuco, Rodrigo ou Pedro Paulo.

A ideia é apresentar um apanhado generoso de músicas de Geraldo, entre sucessos, raridades e inéditas. Alguns recortes temáticos estarão presentes em forma de medleys, como as músicas feitas para Isabel (seu grande amor); os sambas para carnaval; os sambas-crônica de morro etc. Será uma oportunidade única de celebrar esse grande mestre do samba, criador de uma obra que honra o que há de mais precioso na música popular brasileira.

Geraldo Theodoro Pereira
Em 2018 completaria, o cantor e compositor completaria 100 anos se fosse vivo. É um marco na história da. Com os pés plantados na tradição do samba, ele criou um estilo inconfundível, sincopado e matreiro, que apontou para o futuro e fez a roda da música girar, fornecendo subsídios para outras vertentes musicais, como o Samba de Gafieira, a Bossa Nova e o Sambalanço.

Apaixonado cronista musical, também afamado dançarino de gafieira, Geraldo colecionou sucessos pela vida afora. Entre seus maiores cultores estão grandes nomes da nossa música, como João Gilberto, Chico Buarque e Paulinho da Viola. Também foi gravado por Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Elis Regina, Zélia Duncan, Mart´nália, Roberta Sá, Gal Costa, Wilson Simonal, Fernanda Abreu, Alcione, Bebel Gilberto e até Amália Rodrigues, a fadista portuguesa.

A efeméride de 100 anos, além de marco histórico, é oportunidade única para um novo ciclo de valorização, celebração e difusão dessa obra, que, apesar de basilar, ainda é segredo para muitos. Em tempos de afirmação da cultura negra e de luta contra o preconceito, incluindo o social, Geraldo Pereira – ícone da música popular e artista vitorioso, de origem humilde – é importante nome a ser resgatado e reverenciado, exemplo de talento, resistência e esperança, e fonte de autoestima para o povo brasileiro.

Viva Geraldo!

Serviço

Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Data: 01 de Novembro (Quinta-Feira). Horário: 19h30. Abertura da casa: 18h. Ingressos: R$ 60,00 (Inteira), R$ 40,00 (promoção para os 100 primeiros pagantes), R$ 30,00 (meia-entrada). Venda antecipada pela Eventim – http://bit.ly/Ingressos2z0P23jBilheteria: Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h Censura: 18 anos. www.rivalpetrobras.com.brInformações: (21) 2240-9796. Capacidade: 350 pessoas. Metrô/VLT: Estação Cinelândia.

*Meia entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública, Funcionários da Petrobras, Clientes com Cartão Petrobras e Assinantes O Globo

Posts relacionados

Anima Mundi começa hoje em SP com espaço que exibe filmes em VR

Redação

Lucas Bueno apresenta o cd “Tinto” em Lumiar

Redação

Atrativos turísticos do Estado do Rio em destaque

Redação

Deixe um comentário