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Rio de Janeiro
outubro 18, 2018
Exposição

O Volta – Coletivo de Arte apresenta a nova exposição, ‘Coexistência’, no Centro Cultural Correios

Exposição Coexistencia - 'A Forma do Tempo', de Roberto Barciela - Foto: Humberto Cesar Sampaio
Exposição Coexistencia - 'A Forma do Tempo', de Roberto Barciela - Foto: Humberto Cesar Sampaio

OVolta Coletivo de Arte apresenta a nova exposição“Coexistência”, a partir de 08 de agosto no Centro Cultural Correios, Centro do Rio de Janeiro. O público poderá conferir trabalhos de diferentes linguagens contemporâneas: instalações e pinturas inspiradas em olhares diversos sobre o cotidiano, a arquitetura, as ruas, a poesia, afetos e violência contra a mulher.

As obras são de autoria dos cinco artistas visuais Ana Paula Lopes, Bruno Schmidt, Marcello Rosauro, Paloma Carvalho, Roberto Barciela. O coletivo existe há dois anos e vem se apresentado em instituições culturais, como o Parque da Ruínas, onde a exposição  foi visitada por 45 mil pessoas.

A exposição poderá ser vista até 23 de setembro. A entrada é gratuita.

Sinopse:

Coexistência”, do Volta Coletivo de Arte
A exposição apresenta diferentes linguagens contemporâneas: instalações e pinturas inspiradas no cotidiano, na arquitetura, nas ruas, na poesia; afetos e violências investigados nas obras de cinco artistas visuais Ana Paula Lopes, Bruno Schmidt, Marcello Rosauro, Paloma Carvalho, Roberto Barciela.

Centro Cultural Correios (CCC) – Corredor Cultural –  nos Salões 1 e 2 do segundo andar
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 20, Centro, Rio de Janeiro
De 8 de Agosto a 23 de Setembro de 2018.
De terça a domingo, de meio-dia às 19h.
Entrada franca.
Classificação: 12 anos
Curadoria: Guido Conrado
Visitas guiadas com a artista e professora Paloma Carvalho aos sábados às 17h nos dias 18/08, 01/09, 22/09 e 29/09.

As obras:

Reminiscências, de Ana Paula Lopes
A pesquisa de Ana Paula Lopes investiga o presente oculto, velado, trazendo para o espaço da instalação a experiência inscrita no corpo, nos corpos. Sua escuta é acentuada por radicais questionamentos sobre máscaras e personagens acatados e naturalizados. Aqui, especificamente, os femininos. O questionamento sobre a nuance: onde termina o afeto e começa o abuso? Qual dor deixa de ser consentida nas esferas social e privada? Como coexistir e conviver com a diferença?

Ana Paula Lopes, com vasta experiência em artes plásticas e artes cênicas, já expôs no Museu Nacional de Belas artes, na UFRJ, no Parque das Ruínas, apresentou performance no IX Salão de Arte Contemporânea de São Paulo, entre outros trabalhos como atriz, professora e diretora teatral.

Ana Paula se interessa “em investigar a tragicidade do humano, a sua potência poética e estética, para questionar os modos de ser e conviver.”

Extrativismo Urbano, de Bruno Schmidt
Bruno Schmidt, coletor. Das ruas, extrai o suporte físico e a inspiração para suas pinturas. Como um seringueiro que da floresta retira o látex, caça nos lambe lambes o estímulo publicitário, imperativo, já nascido com prazo de validade, que foi informação. Bruno, numa sincera disposição para a escuta do diverso, como um indigente ou um flâneur, constantemente coleta, coleciona fragmentos daqueles discursos. Agora, meros signos

desconexos, sem disposição de valor prévio que Bruno vira do avesso e, numa atividade cubista, lhes confere outras finalidades: sistemas provisórios, descascados e rejuntados, à espera de sentidos que se recusam a estabilizar. Das camadas arqueológicas de cola, dos fragmentos que são mensagens agora indecifráveis, emergem novas vidas em pinturas de grande escala.

Na contracorrente, o espaço institucional também ganha potência ao ser percebido como extensão da rua. O artista escava imagens anônimas nascidas da repetição mecânica barata. No emergir estético, supera valores previstos, determinados. Em  suas telas, não há  distinção de origem –refugo, público ou privado – apenas o fato plástico atual. São peles que emergem da competição incessante de estímulos da cidade e ganham um lirismo até então estranho ao que se costuma denominar de arte pop. Essas obras não são imagens –testemunhos de vidas passadas –, pois são perecíveis, estão em constante transformação. Vida e morte, beleza e verdade, sobrepõem-se constantemente. O artista  declara: “minha obra não é asséptica, eu busco o desconforto, a insônia, uma beleza áspera”.

Infâncias Fósseis, de Marcello Rosauro
Marcello Rosauro explora técnicas de escultura buscando novos modelos de narrativa visual. Renova a tradição do baixo relevo usando os muros como emergências de infâncias fósseis. Recupera sua própria memória, projetada à de sua filha: o passado atualiza-se nas paredes tomadas como muros de onde brotam figuras pop-ancestrais que emulam a recorrência de brinquedos. Ao invadirem nossa paisagem íntima, passam a pertencer-nos e petrificam-se na argamassa sensibilizada. Designer experiente na observação das formas do corpo, nos surpreende com formas icônicas de brinquedos que emergem das paredes como esculturas.

Marcello Rosauro é artista interdisciplinar já tendo realizado trabalhos nos campos das artes visuais, design experimental, tipografia e música. Professor de computaçào gráfica, pós-graduado em mídias digitais interativas e mestrado em ergonomia. Atualmente explora técnicas de escultura buscando novos modelos de narrativa visual. “Busco no trabalho de arte o valor etnográfico. Relato a época em que vivo através da linguagens visual, livre de regras e preconceitos.”

Somatória, de Paloma Carvalho
As mesmas brancas paredes mais à frente se tornam horizontes cromáticos permeáveis na instalação “Somatória”, de Paloma Carvalho. Corta-se o espaço com um rastro visual de camadas transparentes, faixas fluorescentes de trajetória triangular. Planos velozes, num zigzag suspenso que ilumina a bela estrutura de aço do prédio, nos levando a perceber seus espaços não ortogonais. Assim, se desconstrói a impessoalidade da construção, lhe delegando afeto, ao ritmá-la com gradações de cores, propondo um jogo de cores à “geometria” da planta baixa. Consequência de um ritmo frenético: mais energia que massa; mais contraste dinâmico que harmonia visual.

Paloma Carvalho é doutora em historia da arte e professora adjunta de Teoria da Arte (UERJ). A cor na arte contemporânea é tema de suas pesquisas teóricas e de suas investigações em pintura. Paloma declara: “quero dar autonomia à cor, liberar sua emoção, sua energia –superar a forma da primazia do desenho”.

A Forma do Tempo, de Roberto Barciela
Roberto Barciela, em “A Forma do Tempo”, investiga sutis relações entre o espaço-tempo e suas imagens ancestrais numa instalação suspensa de 250 metros quadrados, onde desenvolveu objetos em diversas escalas. A Instalação, enquanto poética, inspira-se na forma das edificações e nos objetos de uso cotidiano, como redes, puçás, linhas, cordas, pesos, relógios, frutas, esferas e instrumentos, que se transformam em metáforas: idéias poéticas do espaço-tempo ser curvo.

A Instalação absorve e constrói o espaço em sua volta, rodeada de idéias e conceitos. Assim, surgem outras realidades e experiências no espaço-tempo. O tempo adquire uma forma “esférica”, considerada eterna. Na geometria da trama surgem cones: armadilhas que capturam energias em padrões geométricos, resultando em formas primevas, suspensas, com frequências e ritmos. Há um facho de luz – Trajetória que percorre a trama geométrica e revela fragmentos, origens. De início, contornos. Pontualmente, estabelecem uma cosmologia: precipita-se a matéria, instaura-se um ciclo. São elementos concretos que adquirem forma a partir da criação. É nessa configuração visível que ocorre o conjunto de disposições físicas – cores, dimensões, texturas, tonalidades – capazes de mudar os sentidos. Roberto declara: “quero dar vida à instalação, de forma poética”.

Roberto Barciela é artista plástico, suas obras fazem parte de coleções particulares.  Participou de exposições e salões de arte no Brasil e no exterior, onde recebeu prêmios e menções honrosas: Premiado no Novíssimos IBEU 2008; Prêmio SESC de Fotografia Marc Ferrez – edição 2009; Prêmio Aquisição no 7o. Salão de Acubá – Cuiabá MT, 2011.

Participa pelo quarto ano consecutivo de exposições no exterior: França, Vaison-La-Romaine, Saint Véran, Cite’ Médievale, La Galerie. Edição 2017 / 2016 / 2015 / 2014. Como artista plástico, atua em assistências, projetos, exibições e exposições no Brasil e exterior. Pela Barciela Studios|Maker, criou e produziu mostras de Artes Visuais, Cinema, Fotografias e Instalações – organizadas pelo Instituto Pão de Açúcar de Desenvolvimento Humano e o Grupo Amil. Criou e dirigiu, por três anos, o Núcleo Cultural Amil, onde fomentou e implantou projetos de Artes Plásticas no Brasil e exterior. Fez residência artística na França, Provence, Saint Véran, no ano de 2016, com Orientação e Curadoria de Frédéric Vinzia.

Desenvolveu o Prêmio FGV de direitos humanos|Prêmio Paulo Sérgio Pinheiro, Conselho de Direitos Humanos da ONU, 2014. Desenvolveu 10 Prêmios para a FGV no ano de 2015, em homenagem aos Fundadores. Desenvolveu o Prêmio FGV de direitos humanos|Prêmio Carlos Augusto Ayres de Freitas Britto, 2016. Desenvolveu um projeto de Arte Contemporânea para o colecionador José Octávio Montesanti, em 2013.

Pós-graduado em Gestão Estratégica da Informação e Inteligência Competitiva, SENAC – Rio | Artigo (2008), “O Valor da Informação na Arte Contemporânea”. Roberto atua como Artista Visual desde os anos 1980, formado pela Escola de Artes Visuais EAV. Roberto Barciela atualmente trabalha no ateliê do Vale das Videiras, Petrópolis, Rio de Janeiro / RJ.

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