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junho 19, 2019
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O Inoportuno, com Daniel Dantas, peça premiada volta à cena no Teatro Petra Gold

foto: Leo Ornelas
foto: Leo Ornelas

A peça O INOPORTUNO (“The Caretaker”), uma das mais importantes do dramaturgo inglês Harold Pinter(1930-2008), volta à cena no novo Teatro Petra Gold, Leblon. A montagem estreou em 2018 homenageando Harold Pinter nos 10 anos de sua morte. Pinter é reconhecido mundialmente como um dos maiores dramaturgos do século XX, além de vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 2005.

A peça tem direção de Ary Coslov,hoje considerado um maiores conhecedores da obra de Pinter no Brasil. Já ganhou os Prêmios Shell e APTR de Melhor Direção em 2008 pela montagem de “Traição”, do autor inglês, além de dirigir os espetáculos “Pinteresco”, que reunia 12 peças curtas do autor, e “A Estufa”. A tradução do texto é de Alexandre Tenório.

O elenco de O INOPORTUNO é encabeçado por Daniel Dantas, ao lado de Andre Junqueira e Well Aguiar. Daniel Dantas tem mais de 40 anos de carreira no teatro, onde começou como integrante do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, em “O Inspetor Geral”, de Gogol, em 1975. Desde então, acumula dezenas de espetáculos importantes com diretores como Aderbal Freire Filho, Victor Garcia Peralta, Bia Lessa, Amir Haddad, entre outros. Em 1991, ganhou o Prêmio Molière de Melhor Ator pelo seu trabalho em “Baile de Máscaras”, de Mauro Rasi. Na televisão, entre novelas e séries, atuou em mais de 40 produções. No cinema, são mais de 20 filmes com diretores como Monique Gardenberg, Sandra Werneck, Hugo Carvana, Sergio Bianchi, João Jardim, entre muitos outros.

O INOPORTUNO, originalmente conhecida como “O Zelador”, foi escrita em 1959 e encenada em Londres no ano seguinte com enorme sucesso, tornando-sea obra mais conhecida do autor. De maneira cômica e beirando o humor negro, a peça questiona valores como confiança e cumplicidade, supostamente existentes entre as pessoas obrigadas a conviver diariamente.

No Brasil, o texto foi montado pela primeira vez em 1964 pelo grupo Decisão, com direção de Antônio Abujamra (1932-2015), sendo então um grande sucesso de crítica naquele ano. Na época, Abujamra e o grupo decidiram usar “O Inoportuno” como título, o que esta nova montagem de Ary Coslov também faz, como forma de homenagear o saudoso diretor, falecido há três anos.

“Quando assisti pela primeira vez a uma montagem de um texto de Harold Pinter, no início de minha carreira como ator, em 1964, justamente ‘The Caretaker’ – com o mesmo título que estamos usando agora, “O Inoportuno”, produção do Grupo Decisão – foi um grande impacto, por conta de sua qualidade excepcional e de todas as inovações que apresentava. Agora, com ‘O Inoportuno’, dirijo pela quarta vez textos de Pinter e me sinto profundamente tocado por esse fato. Considero Harold Pinter, junto com William Shakespeare e Anton Tchekhov, um dos maiores dramaturgos da história do teatro. Ter contato com uma obra sua é ter contato com a essência do teatro, que significa mobilizar o espectador por conta tanto de suas emoções quanto de seus pensamentos. Em tempo: dar o título de ‘O Inoportuno’ é, de certa forma, uma homenagem a Antonio Abujamra, que foi quem dirigiu aquela montagem de 1964 que marcou minha vida profissional.”, conta o diretor.

SINOPSE
Mick (Well Aguiar) divide um apartamento com seu irmão mais velho Aston (André Junqueira). Este traz para dentro de casa Davies (Daniel Dantas), um velho, supostamente um mendigo, que resgatou numa briga em um bar. Com pena do homem, Aston lhe oferece a casa como abrigo até que ele se recupere fisicamente e consiga organizar seus documentos, ora extraviados. Ao longo da trama, obrigados a conviver mais próximos do que desejariam, os interesses, mentiras e conflitos vão se revelando e provocando mudanças no comportamento dos personagens, que navegam entre amor e ódio, pena e repulsa, solidão e tristeza.

A MONTAGEM
O cenário de Marcos Flaksmanrecria o ambiente caótico e opressor de um pequeno cômodo decadente. Roupas e caixas espalhadas, acumulação de objetos sem aparente utilidade, eletrodomésticos que não funcionam, e duas velhas camas. Os figurinos de Kika Lopestem aparência desgastada e são atemporais, uma vez que a montagem eliminou as referências ao período pós-guerra contidas no texto. A luz é de Paulo Cesar Medeiros e a trilha sonora de Ary Coslov.

Serviço
REESTREIA: dia 15 de junho (sábado), às 20h30
LOCAL: Teatro Petra Gold – Sala Marília Pêra
Rua Conde de Bernadotte, 26 –  Leblon / RJ    Tel: (21) 2529-7700

HORÁRIOS: sábados e domingos, às 20h30 / INGRESSOS: R$80,00 e R$40,00 (meia)/ HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA BILHETERIA: de 3ª a domingo das 14h até o início da última sessão do dia / VENDAS POR INTERNET: www.sympla.com.br/ CAPACIDADE: 432 espectadores/ DURAÇÃO: 90 minutos / GÊNERO: drama-comédia / CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos / TEMPORADA: 21 de julho

FICHA TÉCNICA
TEXTO: Harold Pinter
DIREÇÃO: Ary Coslov
TRADUÇÃO: Alexandre Tenório
ELENCO: Daniel Dantas (Davies), André Junqueira (Aston) e Well Aguiar (Mick)
ILUMINAÇÃO: Paulo Cesar Medeiros
CENÁRIO: Marcos Flaksman
FIGURINO: Kika Lopes
ASSISTENTE DE FIGURINO: Bianca carvalho
ENVELHECIMENTO DE FIGURINOS:  Heloisa Stockler
TRILHA SONORA: Ary Coslov
FOTOS: Leo Ornelas
DESIGN GRÁFICO: Alexandre Munner
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: André Junqueira
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Well Aguiar
PRODUÇÃO: Adriana Gusmão
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Rodrigo Simões/Bel Lobo
MÍDIAS SOCIAIS: JOÃO GABRIEL SOLLE
ADERECISTA: Jorge Roriz
CENOTECNICOS: Humberto Silva e Humberto Silva Jr
PROMOÇÃO: Rede Globo e JB FM
APOIO: Everest Rio Hotel
REALIZAÇÃO: Enigma Eventos Filmes e Produções Artísticas

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