O Escândalo Philippe Dussaert” e “Selfie” no Teatro do Leblon

Ao receber a triste notícia do iminente fechamento do Teatro do Leblon, o produtor Carlos Grun e os atores Marcos Caruso, Mateus Solano (ambos no ar em “Pega Pega” e gravando nova temporada da “Escolinha do Prof. Raimundo”) e Miguel Thiré (atualmente residindo em Portugal) se mobilizaram em meio a seus compromissos para levantar a bandeira do Teatro Carioca e convidar a classe, a imprensa e em especial o público, para que juntos busquem soluções para atravessar a grave crise que a cultura – setor historicamente subestimado e sacrificado – vive na cidade e no país.

“A idéia é repensar os caminhos do fazer teatral na cidade. Rediscutir formatos de temporada, buscar uma readequação diante da ausência do poder público. Estamos todos no mesmo barco e não podemos deixá-lo afundar. Essa temporada compartilhada, de apenas um mês, é uma iniciativa, um primeiro passo, uma retomada de consciência e quem sabe um exemplo para que, pelo menos no curto prazo, a chama fique acesa e não percamos mais duas salas. Que outros artistas sigam esse caminho, que outros teatros se readequem às possibilidades escassas que o mercado oferece. É o nosso grito de ‘sim’ – temos boas peças, sim, temos grandes atores, sim, temos boas salas, sim, o teatro carioca está vivo e precisamos do público comparecendo e apoiando. O teatro existe há mais de 2 mil anos e enfrenta qualquer crise: financeira, política, climática. Mas a crise do desinteresse é mais uma – e talvez a mais grave – que nos assola.”, afirma o produtor Carlos Grun.

Nesta dupla temporada, não há patrocínio, não há subvenção de espécie alguma, mas somente o desejo de contribuir para manter abertas as portas de mais um teatro ameaçado numa cidade que já ostenta uma longa lista de mais de 30 salas perdidas. A lista circula nas redes sociais:

1) Teatro Delfim – Humaitá
2) Teatro Mesbla – Cinelândia
3) Teatro Adolfo Bloch – Glória
4) Teatro Aliança Francesa Botafogo
5) Teatro Aliança Francesa Tijuca
6) Teatro Glória
7) Teatro Copacabana Palace
8) Teatro Villa-Lobos – Copacabana
9) Teatro Espaço 3 – anexo ao Teatro Villa-Lobos
10) Sala Monteiro Lobato – anexo do Teatro Villa-Lobos
11) Teatro da Praia – Copacabana
12) Casa de Cultura do Hombu – Lapa
13) Teatro Barrashopping
14) Teatro Ariano Suassuna – Barra
15) Teatro da Barra
16) Teatro Dina Sfat – Piedade (ex-Gama Filho)
17) Teatro de Lona da Barra
18) Teatro Óperon- Ilha do Governador
19) Teatro Benjamin Constant- Urca
20) Teatro da Cidade- Lagoa
21) Teatro da Lagoa
22) Teatro Scala -Leblon
23) Teatro do IBAM – Humaitá
24) Teatro do Museu da República – Catete
25) Teatro do SENAC – Copacabana
26) Teatro Margarida Rey – Copacabana
27) Casa França-Brasil – Centro
28) Teatro Nelson Rodrigues – Centro
29) Teatro Noel Rosa – UERJ
30) Teatro Posto Seis – Copacabana
31) Teatro da Galeria – Flamengo
32) Teatro Tônia Carrero – Leblon
33) Teatro Alcione Araújo – Biblioteca Parque Estadual – Centro
34) Teatro Clara Nunes – Gávea

AS PEÇAS

“O ESCÂNDALO PHILIPPE DUSSAERT”

VENCEDOR DOS PRÊMIOS SHELL, APTR, CESGRANRIO E BOTEQUIM CULTURAL DE MELHOR ATOR  VENCEDOR DO PRÊMIO DO HUMOR COMO MELHOR ESPETÁCULO.

O Escândalo Philippe Dussaert” é um texto que investiga com fino humor os limites da arte contemporânea e as polêmicas em torno do assunto, através da história de um escândalo do pintor francês Philippe Dussaert.

Vencedor do Prêmio Philippe Avron por esta peça, Jacques Mougenot está há quase uma década em cartaz, ultrapassando a marca das 600 apresentações na França. O autor também ganhou o Prêmio Molière 2016 de Melhor Espetáculo Musical por sua adaptação da peça de Georges Feydeau “Les Fiancés de Loches“, que transformou num musical com a colaboração do compositor e diretor Hervé Devolder.

Nesta peça, o dramaturgo francês usa a figura de um pintor contemporâneo e sua polêmica carreira para fazer junto ao público uma reflexão sobre o que é e o que não é arte – o tema é terreno fértil para infindáveis controvérsias e polêmicas.

SINOPSE
A peça conta a história do pintor Philippe Dussaert, nascido no norte da França em 1947, que perseguiu obstinadamente em sua trajetória o sentido mais profundo do “Nada”. Sua proposta inicial é inusitada: reconhecido pelo seu talento de exímio copista, reproduz quadros famosos de pintores como Da Vinci, Manet, Cézanne, Vermeer, porém exclui da imagem quaisquer personagens humanos ou animais, e preserva fielmente o cenário ao seu fundo. Causando surpresa e inquietude no mundo das artes, ele segue radicalizando sua proposta e, pouco a pouco, vai ganhando o mercado de arte contemporânea – suas obras se tornam cada vez mais valiosas e disputadas por grandes museus e colecionadores. A trajetória de Dussaert chega ao ápice quando sua derradeira exposição deflagra uma reviravolta que ficou conhecida como “O Escândalo Philippe Dussaert”. 

FICHA TÉCNICA
Texto: Jacques Mougenot
Tradução: Marilu de Seixas Corrêa
Direção: Fernando Philbert
Interpretação: Marcos Caruso
Cenário e Figurino: Natalia Lana
Iluminação: Vilmar Olos
Trilha Original: Maíra Freitas
Projeções e Vídeo Mapping: Rico Vilarouca e Renato Vilarouca
Assistente de Direção: Vinicius Marins
Fotos: Paula Kossatz
Design Gráfico; Bruno Dante e Fernando Nicolau
Direção de Produção: Carlos Grun – Bem Legal Produções

“SELFIE”
Pessoas fotografando continuamente a si mesmas, registrando em detalhes cada passo de suas rotinas. A onipresença do grupos no celular, o ranking de curtidas nas redes sociais. As relações distorcidas entre as pessoas e o que elas buscam com essa exposição, a interferência avassaladora da tecnologia na comunicação, num tempo em que mais se tecla do que se fala. Esta observação do comportamento contemporâneo somada às reflexões e indagações acerca dos valores sociais e morais contidos nos meios de comunicação, foram o ponto de partida para a criação de uma comédia ágil e dinâmica, em que Mateus Solano e Miguel Thiré interpretam personagens rapidamente reconhecíveis por todos nós. 

SINOPSE
A peça conta a história de Claudio, (Mateus Solano) um homem superconectado que armazena toda a sua vida em computadores, redes sociais e nuvens. Debruçado sobre o projeto de criar um sistema independente para armazenamento de todos os dados de uma pessoa num único lugar, vê seu sonho ir água abaixo quando deixa cair um café em seu equipamento, que sofre uma pane e apaga tudo momentos antes de entrar no ar. Ele então torna-se um homem sem passado, já que não se lembra de nada, pois toda sua memória era virtual. A partir daí, Claudio inicia uma saga em busca da memória perdida, recorrendo a vários personagens de sua vida (onze, ao todo, vividos por Miguel Thiré) para reconstituir sua história. 

FICHA TÉCNICA
Idealização: Carlos Grun, Mateus Solano e Miguel Thiré
Texto: Daniela Ocampo 
Direção: Marcos Caruso

Elenco e personagens:

Mateus Solano: Claudio

Miguel Thiré: Paulista, o amigo técnico / Solange, a mãe / Amanda, a namorada / Álamo, o amigo maconheiro / o Empresário / Suzana Souza, a apresentadora de TV / o Barman / a Mulher do Bar / o Deputado / o Menino / Inocêncio, o velho (personagens por ordem de entrada em cena)

Cenário: Marcos Caruso
Figurinos: Sol Azulay
Desenho de Luz: Felipe Lourenço
Direção Musical e Trilha Sonora: Lincoln Vargas
Preparação Corporal: Arlindo Teixeira
Fotos: Vitor Zorzal e Guga Melgar
Design Gráfico: Bruno Dante
Produção: Carlos Grun – Bem Legal Produções

Dias 08, 09, 15 e 16: “O Escândalo Philippe Dussaert”
GÊNERO: comédia  / CLASSIFICAÇÃO: 12 anos / DURAÇÃO: 80 minutos

Dias 22, 23, 29 e 30: “Selfie”
GÊNERO: comédia / DURAÇÃO: 70 min / CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: 14 anos 

LOCAL: Sala Marília Pêra do Teatro do Leblon
– Rua Conde de Bernadote, 26 – Leblon /  RJ   Tel: (21) 2529-7700

HORÁRIOS: sábados às 21h30 e domingos às 20h / INGRESSOS: R$80,00 e R$40,00 (meia entrada) / FUNCIONAMENTO BILHETERIA: 3ª a domingo das 15h às 21h / CAPACIDADE: 408  espectadores