O “Corte e Alzira E” ocupam o Teatro Sesi, no Centro, na segunda semana de junho do Festival Levada

Encerramento do Festival será na Tijuca, em julho

Grupo formado por Marcelo Dworecki e Alzira E faz o primeiro show fora de SP

Programação de junho destaca a presença das mulheres na cena musical

O Corte – grupo liderado por Marcelo Dworecki  e a cantora Alzira E, ocupam o Teatro Sesi, no centro do Rio de Janeiro, nos dias 14 e 15 de junho, dentro do Levada, no horário das 19h. A proposta era criar uma sonoridade pesada e roqueira que se adequasse às recentes composições da cantora, que acabou resultando em um CD, lançado em 2017.   O Festival continua na semana seguinte com show cantora paulistana Laura Lavieri, nos dias 21 e 22 de junho.  A banda Mulamba, do Paraná, formada só por mulheres, encerra a programação no Sesi, dias 28 e 29.

O Corte surgiu a partir do convite do baixista e produtor Marcelo Dworecki para a cantora e compositora Alzira E, com quem havia trabalhado no álbum “O que Vim Fazer Aqui” (2014/ Traquitana Discos). Os dois assinam a direção musical do show, que é acompanhado pela banda formada por Cuca (sax e flauta), Daniel Gralha (trompete) e Fernando Thomaz (bateria).  Dworecki se reveza entre baixo e guitarra, enquanto Alzira estreia tocando baixo . O repertório apresenta 10 canções, entre parcerias recentes de Alzira com o poeta arrudA e o compositor baiano Tiganá Santana, além de composições próprias, todas inéditas.  Entre elas destaca-se “Nada disso (Alzira E/arrudA), “Desmonte” (Alzira E/Tinga Santana), “O que move” e “Intriga” (Alzira E).  

 “Estamos com uma expectativa grande, afinal, esse show no Festival Levada vai ser o primeiro do projeto fora de São Paulo.  O som parece rock mas não é, parece jazz mas não é também. É um grito que não cala!”, – revela.

Natural de Mato Grosso do Sul, Alzira E iniciou sua carreira musical em 1977, com a gravação e lançamento do LP “Tetê e o Lírio Selvagem”, grupo do qual faziam parte também seus irmãos Tetê, Geraldo e Celito.  Em 1986 inicia sua trajetória solo e lançou o primeiro LP, Alzira Espíndola, produzido por Almir Sater, onde reúne obras de vários compositores do Centro-Oeste.  Nos anos 1990, excursiona pela Europa, com Itamar Assumpção e banda. Ao longo de sua carreira, a cantora participou de vários projetos e teve vários parceiros, como o próprio Itamar, de Alice Ruiz e outros poetas, além de sido gravada por Zélia Duncan e Ney Matogrosso. Atualmente se mantém engajada com algumas causas.  “Faço parte de shows que reúnem a mulherada de São Paulo, mas tudo flui naturalmente”,  afirma Alzira.

O curador Jorge Lz destaca a forte presença feminina nessa edição: “É cada vez evidente a importância das mulheres na música brasileira, especialmente na independente. Seja na linha de frente de bandas, ou em voos solos, ou, ainda, no impressionante conceito que rege o sexteto feminino Mulamba”.

A sétima edição do Levada começou no dia 10 de maio com show do Kassin no Teatro Ipanema, onde, ao longo do mês de maio apresentou atrações como o trio Muntchako, de Brasília, a cantora Illy, da Bahia e o Trombone de Frutas, do Paraná.  O Festival seguiu em junho para o Teatro Sesi, no centro, com show da Banda Mais Bonita da Cidade, dias 7 e 8, onde permanece até o final do mês.  A partir de 5 de julho o projeto se muda para o Centro da Música Carioca, na Tijuca onde encerra suas apresentações dia 27. Ao final, o festival terá circulado por três regiões da cidade: Zona Sul, Centro e Zona Norte, um desejo antigo do idealizador, Julio Zucca, sócio da Zucca Produções e coordenador geral do Levada. 

Com shows às quintas e às sextas-feiras, em horários variados, e ingressos a preços populares (R$ 20 e R$ 10 para quem paga meia entrada), o Festival Levada tem patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Secretaria Municipal de Cultura e da Oi – por meio da Lei de Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro – Lei do ISS.

Programação Levada 2018

TEATRO SESI (Av. Graça Aranha, 1, no Centro). Shows às 19h:

  • Dias 14 e 15 de junho – Corte com Alzira E (São Paulo, SP) – Parceira de Itamar Assumpção, irmã de Tetê Espíndola e mãe de Iara Rennó, Alzira apresenta, pela primeira vez fora de SP, o projeto “Corte”, junto com Marcelo Dworecki (baixo e guitarra), Fernado Thomaz (bateria), Cuca Ferreira (sax e flauta) e Daniel Gralha (trompete). O CD foi eleito, por boa parte da crítica, como um dos melhores discos do ano passado.
  • Dias 21 e 22 de junho – Laura Lavieri (São Paulo, SP)– A cantora que despontou no primeiro disco de Marcelo Jeneci, dividindo vozes, agora lança “Desastre Solar”, o seu primeiro álbum, produzido por Diogo Strausz, com músicas inéditas de Gui Amabis, Jonas Sá, Fernando Temporão e Marcelo Jeneci, entre outros.
  • Dias 28 e 29 de junho – Mulamba (Curitiba, PR)– O sexteto feminino que combina sonoridades e traz, em seu discurso, questões sociais e de empoderamento feminino se apresenta pela primeira vez na cidade.

CENTRO DA MÚSICA CARIOCA ARTUR DA TÁVOLA (Rua Conde de Bonfim, 824, na Tijuca). Shows às 20h:

  • Dias 5 e 6 de julho – Ayrton Montarroyos (Recife, PE) – Além de compositor, Ayrton se destaca como um dos mais interessantes intérpretes da nova geração. Lançou seu primeiro disco em 2017, mesmo ano em que teve uma passagem bastante elogiada pelo programa The Voice.
  • Dias 12 e 13 de julho – Luê (Belém, PA)– Lançou no final de 2017 o seu segundo disco, “Ponto de Mira”, com sonoridade mais eletrônica e produção de Zé Nigro, braço direito de Curumin.
  • Dias 19 e 20 de julho – Romulo Fróes (São Paulo, SP) – Integrante do quarteto Passo Torto, é considerado um dos principais compositores paulistanos e prepara novo álbum de inéditas. Lançou um disco em homenagem ao sambista Nelson Cavaquinho, uma compilação de músicas suas gravadas por mulheres e um disco com o cantor mineiro César Lacerda.
  • Dias 26 e 27 de julho – Pietá (Rio de Janeiro, RJ) – Formado por Frederico Demarca, Rafael Lorga e pela cantora potiguar Juliana Linhares, o trio mistura vários elementos da música popular brasileira e lança o seu segundo CD, “Leve o que quiser”, com participações de Chico César, Claudio Nucci e Carlos Malta.

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