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domingo, julho 12, 2020

Bia Borinn volta às telinhas como a vilã Úrsula da série ‘Experimentos Extraordinários’, que reestreia no dia 30 de junho na TV Cultura

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‘Acredito plenamente na importância do papel que a cultura e educação têm no presente e futuro da humanidade’, conta a atriz que já fez estágio com Alan Ayckbourn, um dos maiores dramaturgos da história do teatro inglês e teve aulas com Harold Guskin, coach de Bon Jovi e Richard Jenkins

Vivendo nos Estados Unidos desde 2014, a brasiliense toca ao lado de seu marido o Podcast ‘História de Boca’, disponível em 39 países, dá aulas de português para crianças em Los Angeles e ainda prepara uma série exclusiva para o IGTV

Bia Borinn volta às telinhas a partir da próxima terça, dia 30 de junho, na reestreia da série Experimentos Extraordinários, que agora será exibida pela TV Cultura. Gravada em 2014 e exibida na época no Cartoon Network e depois no Netflix, o folhetim infanto-juvenil tem como objetivo retratar os bastidores de um programa de TV sobre experimentos científicos caseiros. Interpretando a vilã Úrsula, Bia comemora a volta do seriado, especialmente em um momento delicado que estamos vivendo por conta do coronavírus: “Esta é uma série 100% brasileira voltada para um público que tem pouco conteúdo, e de qualidade: os pré-adolescentes. Nesta pandemia esta faixa etária está ainda mais imersa em telas, então, é importante que as histórias sejam positivas, encorajadoras. ‘Experimentos’ fala de união através das diferenças, de superação, criatividade, curiosidade e inovação. Acredito que quando os jovens são estimulados a usarem toda esta criatividade em algo que faça sentido para eles, coisas incríveis acontecem. Por isso esta série merece ser exibida novamente. Além disto, é em uma TV aberta, o que garante o acesso a todas as classes sociais”.

Para a atriz, Experimentos Extraordinários tem ainda um “sabor especial”, já que marcou sua estreia em uma série de TV. “Viver Úrsula foi um grande desafio, desde o teste. Primeiro, porque sempre fui rotulada de ‘fofa’ e ‘delicada’ e  sempre fui chamada para papéis assim. Segundo, porque ela é uma vilã cômica. Tive que expor coisas sobre mim que escondo de todo mundo, só mostro dentro de casa (risos). Minha mania de controlar, minha falta de paciência. E foi uma delícia! Atuar é se expor. É arriscar. Então foi muito libertador também”, conta a brasiliense de 39 anos que cresceu em São Paulo e desde 2014 mora nos Estados Unidos com sua família. Casada há 11 anos com o também ator Eduardo Munniz e com quem tem dois filhos, Miguel e Matteo (8 anos e 1 ano), os dois mantinham idas constantes a Nova York para assistirem peças da Broadway e se atualizarem sobre o mundo da dramaturgia, até que decidiram permanecer no país por um ano: “Já virou 5 anos e meio! (risos). Em 2017 mudamos para Los Angeles, porque, primeiro: é mais quente, né? E também porque o nosso foco profissional é o audiovisual”, explica.

Vivência internacional:

Formada em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo, Bia tem um vasto currículo que incluem atuações em comerciais, longas, e também como apresentadora. Entre 2008 a 2009 comandou seu primeiro programa ao vivo, o “HitTvê”, na Rede TV!.  Em 2011 aconteceu um grande marco na sua vida, como ela mesma descreve, quando foi para Inglaterra estagiar por dois meses com um dos maiores dramaturgos da história do teatro inglês, Alan Ayckbourn. Teve aulas com Harold Guskin, preparador de nomes como Bom Jovi, Glenn Close e James Gandolfini, já deu aulas de teatro, preparou crianças para comerciais de TV é sócia fundadora do ‘Brazilian Play and Learn’, escola de português e cultura brasileira em Los Angeles e, ao lado do marido, comanda o Podcast ‘História de Boca’, projeto criado em 2019 que traz histórias narradas para o público infantil e que já conquistou crianças de 39 países.

“Eu ainda sou massagista ayurvédica! (risos). Sou uma curiosa e amo comunicação e criatividade. Se junta isso, estou dentro. Acho que o mercado está um caos, ainda mais atualmente, com a pandemia e com o descrédito e demérito dos artistas por parte do governo. Então, quem é mais versátil tem mais chances. Mas sempre tenho que ser cautelosa porque ter mais chances não significa qualidade. Este é o maior desafio. Equilibrar as contas, com trabalhos bacanas”, explica Bia.

O futuro

Tendo como inspiração e referência personalidades brasileiras que ultrapassaram fronteiras como Wagner Moura, Daniele Valente, Selton Mello e Alice Braga, o que Bia almeja para o futuro é se empenhar cada vez mais em sua trajetória como artista e representar seu país mundo afora: “Quero fazer roteiros interessantes, participar de histórias relevantes com pessoas criativas. Poder produzir meu conteúdo. Exercer minha brasilidade lá fora também, expandir o conceito do que é ‘ser brasileiro’, que ainda é muito limitado em Hollywood”, conta a atriz que atualmente também está preparando uma série exclusiva para o IGTV que se passará em Santa Monica, cuja protagonista é uma brasileira.

Mais informações sobre Bia Borinn

www.instagram.com/biaborinn

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