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sexta-feira, julho 3, 2020

Ativista feminista, lésbica, e candomblecista publica carta em defesa de Anitta

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A ativista lésbica, candoblecista, que luta pelos direitos as mulheres, da comunidade LGBT e contra Intolerância religiosa, Carol Caldas, por meio de suas redes sociais, enviou uma carta aberta para cantora Anitta que, nos últimos dias, teve a sua intimidade exposta através de prints e áudios vazados pelo colunista Léo Dias nas redes sociais.

“ Cara Anitta, não te conheço pessoalmente, não somos amigas, mas, temos, muito em comum. Me chamo Carol Caldas, também tenho 27 anos e, venho de uma comunidade no subúrbio do Rio de Janeiro, e a minha fé desde muito cedo é solidificada no candomblé. Como mulher, me senti enojada e angustiada diante de tantos ataques machistas e misóginos que você vem sofrendo. Não está sendo fácil para você, né? Precisamos nos unir cada vez mais, pois, existem muitas outras Anittas, Larissas e Carolines, mulheres como nós, que sofrem abusos físicos, morais e psicológicos, todos os dias. Poucas delas tem voz, coragem, espaço e força para não se curvar a este sistema opressor.

Nós, mulheres, somos julgadas e temos nossas atitudes, gestos, escolhas e decisões minuciosamente analisadas, em cada detalhe, por essa sociedade machista que, apenas, buscam um escorregão, uma falha, um deslize, para dizer que não somos capazes. Que não merecemos ou temos capacidade de ocupar espaços.

São tantos pontos a debater, que nossa luta não pode cessar. Não podemos nos dobrar para as regras sociais que impuseram para nós, do sexo feminino. Nosso corpo, nossas regras. O jogo virou e ele é claro. Não podem nos imputar rótulos por nossas orientações sexuais, nosso prazer, e nosso direito de dizer sim, ou não.

Como você, também sou do candomblé, e como amo e respeito a minha religião, que escolhi amar e promover minha evolução espiritual, além de espalhar o bem. Nós, mulheres de religiões de matriz afro-brasileira somos subjugadas e ridicularizadas como “ macumbeiras” “ bruxas “ entre tantos outros chamamentos pejorativos, como se nós mulheres de fé, regidas pelos guias de luz, fôssemos parte de algum mal, lugar em que a história colocou a figura da mulher “ não cristã “ que, deve seguir os dogmas sociais retrógrados e estereotipados da “ mulher ideal de família”.

Acordar todos os dias e ser mulher no Brasil é renascer a cada amanhecer. Temos que lidar com as nossas dificuldades pessoais, o machismo diário, o assédio, a intolerância religiosa.

Passamos pelo julgamento de nossa capacidade a cada minuto, sensação que um homem jamais saberá o quão horrivel que é.

Como uma mulher periférica, lésbica, candomblecista e, que luta pela dignidade das minorias, destino essa carta para você, não como forma de pesar- porque você é a Anitta e não precisa- mas, como incentivo para que cada uma de nós, da sua forma, e de sua maneira, dentro de cada realidade inserida, continuemos dando visibilidade para essas causas tão importantes nessas nossas lutas recorrentes.

Asé!

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