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dezembro 13, 2018
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“Nefelibato” encerra temporada na Cidade das Artes, na Barra

Nefelibato - Foto: Thyago Andrade
Nefelibato - Foto: Thyago Andrade

Sucesso de público e crítica, o sensível espetáculo NEFELIBATO, escrito por Regiana Antonini e encenado por Luiz Machado encerra sua temporada na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, neste domingo, dia 26 de agosto. Com direção de Fernando Philbert e supervisão de Amir Haddad, a peça foi montada em 2016 para comemorar os 20 anos de carreira do ator.

– Eu estava buscando um texto novo, daí a Regianna me deu esse presente. Foi um grande encontro de profissionais e é uma alegria retornar ao Rio de Janeiro depois deu um ano – conta Luiz Machado.

Era o ano de 1990, e o país voltava a ter um governo eleito democraticamente. A inflação galopante exigia medidas drásticas. A saída da nova equipe econômica foi confiscar parte da caderneta de poupança da população. Tal medida levou milhares de brasileiros ao desespero e à bancarrota. Muitos enlouqueceram. Esse é o caso de Anderson, que amargou outras perdas em sua vida: seu negócio (uma agência de viagens), um ente querido e um grande amor. Isso tudo leva-o a perambular pelas ruas. Esse andarilho é a figura central de Nefelibato.

O quanto de loucura é necessário para o ser humano não perder a própria vida? Essa pergunta perseguiu o diretor Fernando Philbert ao longo do processo da montagem.

– Quis tratar do instinto de sobrevivência que o ser humano tem e que ele esquece que tem”, salienta o diretor antes de chamar a atenção para um certo grau de consciência que o personagem tem de sua condição: “Para anão se matar ou matar alguém ele vai para a rua. Viver na rua é o caminho que ele encontrou para continuar vivo – diz o diretor.

Anderson é alguém que vive situações limite.  Um equilibrista no fio tênue entre lucidez e  loucura, vida e poesia.

Luiz Machado
Luiz Machado formou-se ator pela Universidade do Rio de Janeiro (Uni-Rio) em 1994. No teatro, trabalhou em 36 peças, tendo produzido quatro delas. Nesse meio, trabalhou com grandes nomes como João Bethencourt (de quem foi também assistente em “Como matar um playboy”), Maria Clara Machado, Domingos Oliveira (com quem trabalharia também na TV e no cinema) e João Fonseca, entre outros. Na TV, faz parte do elenco principal do seriado Z4 que estreará em julho no SBT e na Disney Channel integra a segunda temporada da série “Magnifica 70” (HBO), com direção de Claudio Torres, e está no ar na série “Família imperial”, co-produção do Canal Futura com a TV Globo e direção de Cao Hamburguer. Só nesta última emissora, atuou em mais de 30 produções, entre novelas (“Flor do Caribe” e “América”), humorísticos (“Zorra total”, “A grande família”, “A diarista”e  “Sob nova direção”, entre outros) e seriados. Atuou também em cinco novelas da Record (“Poder paralelo” e “Chamas da vida”, entre outras)  e em filmes como “Paixão e acaso”, de Domingos Oliveira, “Transeuntes”, de Eric Rocha e “Nosso lar”, de Wagner de Assis, baseado na obra homônima de Chico Xavier.

Ficha técnica:
Texto: Regiana Antonini
Interpretação: Luiz Machado
Supervisão artística: Amir Haddad
Direção: Fernando Philbert
Cenografia e figurino: Teca Fichinski
Iluminação: Vilmar Olos
Direção de movimento: Marina Salomon
Preparação vocal: Edi Montechi
Assistência de direção: Alexandre David
Design gráfico: Claudio Sales
Direção de produção: Joaquim Vidal
Realização: LM Produções Artísticas e Melhor a Doi2

SERVIÇO:

NEFELIBATO

Local: Cidade das Artes – Sala Eletroacústica – Avenida das Américas, 5300 – Barra da Tijuca. Tel: 3325 0102
Estreia: 4 de agosto de 2018
Temporada: Sábado às 20 e Domingo às 19h.
Ingressos: R$ 40,00 / R$ 20,00
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos. (indicado para crianças a partir de 2 anos)
Gênero: Drama.
Capacidade: 120 lugares.

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