31.6 C
Rio de Janeiro
dezembro 16, 2018
Música

Mônica Salmaso em tributo a Wilson Batista

foto: Dani Gurgel | Da Pa Virada
foto: Dani Gurgel | Da Pa Virada

Os 50 anos de morte do cantor e compositor Wilson Batista vão ser lembrados pela cantora Mônica Salmaso num show inédito no Rio, no dia 25 de agosto, sábado, às 19h30 no Teatro Rival Petrobras. Wilson compôs vários sucessos para os carnavais das décadas de 1940 e 1950. Apesar de ter vendido muitos sambas para sobreviver, tem mais 500 obras catalogadas em seu nome. O repertório do show baseia-se na pesquisa feita por Cristina Buarque de Holanda e conta com músicas que marcaram a carreira de Wilson Batista, como “Mundo de zinco”, “Ganha-se pouco, mas é divertido”, “Acertei no milhar”, “Boca de siri” e “Lá vem a Mangueira”.

Mônica Salmaso é considerada uma das maiores cantoras do Brasil, paulistana, ela já homenageou grandes compositores nacionais em discos e/ou shows como Chico Buarque, Baden Powell (1937 – 2000) com Vinicius de Moraes (1913 – 1980), Guinga com Paulo César Pinheiro. Neste ano de 2018, a intérprete celebra o samba de Wilson Baptista (3 de julho de 1913 – 7 de julho de 1968), compositor fluminense que saiu de cena há 50 anos.

No show Tributo a Wilson Batista, Mônica Salmaso sobe ao palco acompanhada do violinista Paulo Aragão e dos músicos Luca Raele (clarinete) e Teco Cardoso (saxofone e flauta). É com o trio que Salmaso estreia o tributo ao compositor na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em apresentação agendada para 25 de agosto no Teatro Rival Petrobras.

Salmaso – cujo último álbum foi o sublime Caipira (2017), lançado no ano passado – começou a alinhar as músicas do roteiro do tributo primeiramente com base na audição do disco Ganha-se pouco, mas é divertido (2000), no qual a cantora carioca Cristina Buarque interpreta o repertório de Wilson Batista.

Outra fonte de pesquisa de Salmaso para a criação do show foi a leitura da alentada biografia Wilson Batista – O samba foi sua glória! (2014), escrita por Rodrigo Alzuguir e publicada há quatro anos. A partir dessas duas fontes, a cantora chegou às 26 músicas que formam o roteiro.

Wilson Batista em cartaz de divulgação do show ‘O samba carioca de Wilson Batista’ (Foto: Reprodução) Wilson Batista em cartaz de divulgação do show ‘O samba carioca de Wilson Batista’ (Foto: Reprodução)

Wilson Batista em cartaz de divulgação do show ‘O samba carioca de Wilson Batista’ (Foto: Reprodução)

Eis o texto escrito por Mônica Salmaso para explicar a gênese do Tributo a Wilson Batista, compositor de obras-primas como Acertei no milhar (Wilson Batista e Geraldo Pereira, 1940), Emília (Wilson Batista e Haroldo Lobo, 1941), Louco (Ela é seu mundo) (Wilson Batista e Henrique de Almeida, 1947), Chico Brito (Wilson Batista e Afonso Teixeira, 1950), Nega Luzia (Wilson Batista e Jorge de Castro, 1956) e Meu mundo é hoje (Eu sou assim) (Wilson Batista e José Batista, 1965):

“Meu primeiro contato substancioso com a obra do Wilson Batista aconteceu quando ouvi o maravilhoso CD Ganha-se pouco, mas é divertido, da Cristina Buarque. Uma seleção preciosa de uma obra bastante grande acontece neste disco, deliciosamente cuidado com arranjos e músicos incríveis. Um CD necessário de se ter! Entendi que se tratava de um compositor que representa uma geração incrível de criadores quando a profissionalização de artistas da música estava ainda embrionária. Tempo importante da história da música popular brasileira e, neste caso, da música carioca.

Quando o Sesc me convidou para fazer parte do lindo projeto Samba Imenso, eu levantei algumas possibilidades de compositores e de intérpretes que gostaria de homenagear. Convidei o violonista, arranjador e pesquisador Paulo Aragão e dividi com ele minhas possibilidades de escolhas. Decidimos pelo Wilson Batista pela diversa produção dele e seus parceiros (reais e ‘incorporados’) e desenhamos uma primeira escolha de repertório.

Fomos pinçando entre assuntos, parcerias e estilos para chegar no que, para nós, poderia ser um bom gráfico. E mergulhamos na biografia Wilson Batista – O samba foi sua glória!, escrita pelo Rodrigo Alzuguir; um trabalho minucioso de 600 páginas altamente detalhado e bem escrito.

A partir da leitura do livro, de idéias que foram surgindo e da própria participação do Rodrigo nos enviando músicas inéditas e escondidas, o repertório se expandiu e histórias boas e apaixonantes foram-se agregando. Então decidimos fazer uma espécie de ‘visita guiada’ à obra deste compositor. Elencamos 26 músicas e várias histórias e agora a gente é que se vire pra fazer tudo isso caber em uma única noite!” Mônica Salmaso

Serviço: Teatro Rival Petrobras – Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Centro/Cinelândia – Rio de Janeiro. Informações: (21) 2240-9796. Capacidade: 400 pessoas. Data: 25 de agosto  (Sábado). Horário: 19h30. Abertura da casa: 18h. Censura: 14 anos. www.rivalpetrobras.com.br. Metrô/VLT: Estação Cinelândia. Ingressos: Setor A: R$ 100 (inteira), R$ 50(meia-entrada) | Setor B: R$ 60 (Inteira), R$ 45 (meia-entrada)e R$ 60 (Promoção para os 100 Primeiros Pagantes).

Venda antecipada pela Eventim – http://bit.ly/Ingressos2z0P23j . Bilheteria do Teatro Rival – Terça a Sexta das 13h às 21h | Sábados e Feriados das 16h às 22h

*Meia-entrada: Estudante, Idosos, Professores da Rede Pública, Funcionários

Posts relacionados

Banda Gente traz sonoridade afrorock para o clipe colaborativo “Infância”

Redação

João Bosco e Hamilton de Holanda no Teatro da Caixa Nelson Rodrigues

Redação

Nome forte do indie folk americano, Joshua Radin faz show no Teatro Ipanema

Redação

Deixe um comentário