MIMO anuncia programação inédita e gratuita para o Rio de Janeiro

A 13ª edição do evento reunirá 20 concertos de artistas consagrados mundialmente, como Jacky Terrasson & Stéphane Belmondo, Pat Thomas & Kwashibu Area Band, Totó la Momposina, Antonio Nóbrega e Ney Matogrosso. No Rio, os tradicionais concertos ao ar livre serão na Praça Paris. Igrejas como Candelária e Outeiro da Glória também serão cenários para apresentações. E a grande novidade das duas cidades é o palco Se Ligaê, patrocinado pelo Bradesco, que terá programação dedicada a encontros e espetáculos exclusivos: João Bosco & Hamilton de Holanda, Jards Macalé & Otto, Guinga, Leila Pinheiro & Monica Salmaso, Simone Mazzer & Alice Caymmi, entre outros.

Depois do enorme sucesso de público e crítica em Tiradentes, Ouro Preto e Paraty, o MIMO Festival 2016 segue com programação extensa, plural e totalmente gratuita para o Rio de Janeiro. Entre os dias 11 e 13 de novembro, a cidade vai receber o evento com suas inúmeras atrações de música, cinema, educação e poesia, ocupando, com excelência, espaços do patrimônio histórico como igrejas, museus e parques.

Consolidado como um festival multicultural e já tendo sido assistido por mais de um milhão de espectadores, o MIMO mais uma vez se destaca por levar ao público uma experiência musical única, abrangente e inovadora, que une gerações e respeita as diferentes culturas. Serão artistas vindos de várias partes do mundo, documentários e curtas sobre música – todos inéditos em circuito comercial –, aulas na Etapa Educativa com os nomes que se apresentam no festival e palestras no Fórum de Ideias, que visa promover o debate, a reflexão e a troca de conhecimentos.

Ao todo, o MIMO 2016 no Rio promoverá 20 concertos, sempre emoldurados por cenários que são verdadeiros cartões-postais, riquíssimos de história e de grande interesse cultural e arquitetônico. Uma grata novidade é que o MIMO ocupará, pela primeira vez a charmosa Praça Paris, na Glória, com seus jardins inspirados nos clássicos franceses da Belle Époque. Ali serão montados dois palcos, sendo, além do principal, o novo “Se Ligaê”, que é patrocinado pelo Bradesco e proporcionará raros encontros musicais, como Jards Macalé e Otto, Simone Mazzer e Alice Caymmi, João Bosco e Hamilton de Holanda e Chico César com Miguel Araújo, um dos artistas mais cotados no panorama atual da música portuguesa.

O MIMO Rio fará a estreia de dois grandes artistas internacionais no Brasil. Diretamente da África Ocidental, Pat Thomas será acompanhado pela Kwashibu Area Band. Ele é o maior representante do highlife, gênero musical popular que nasceu nos anos de 1920 no Gana e influenciou diretamente o surgimento do afrobeat. Por sua vez, a diva colombiana Totó la Momposina convidará o público a dançar e conhecer os ritmos e sonoridades da ancestral música da costa do Caribe. Aos 76 anos e 50 de carreira, Totó é uma das artistas mais respeitadas da América do Sul e conhecida como rainha da cúmbia.

Entre outras atrações, estão os aclamados pianistas portugueses Mário Laginha e Pedro Burmester e a banda paulistana Bixiga 70, que toca pela primeira vez no festival, após duas turnês europeias bem-sucedidas, que lhe renderam apresentações em importantes festivais como o Glastonbury, no Reino Unido, e Jazz à Vienne, na França. O Bixiga apresentará o disco “The Copan Connection: Victor Rice meets Bixiga 70”.

Ney Matogrosso escolheu o MIMO para a primeira apresentação ao ar livre e em grande estilo de seu show “Atento aos Sinais”. O espetáculo, que vem percorrendo o Brasil e o exterior, acaba de passar por diversas cidades portuguesas, com enorme sucesso, lotando grande espaços como o Coliseu do Porto. O repertório do concerto reúne temas de Caetano Veloso, Itamar Assumpção e Paulinho da Viola, e dos emergentes Criolo, Vítor Pirralho e Dani Black. “Atento aos Sinais é um show que me aproxima dos meus tempos de Secos & Molhados, mas é, sobretudo, um show pop. Sou um artista que gosta de arriscar”, comenta Ney.

Antonio Nóbrega e o duo francês Jacky Terrasson & Stéphane Belmondo também fazem parte do elenco de artistas consagrados que o MIMO Festival escalou para a edição 2016. No campo das novidades, o festival traz o grupo eletrônico gaúcho Ccoma, o cantor pernambucano João Fênix, o pianista Pablo Lapidusas e os sopros camerísticos do Trio Capitu.

Idealizado em 2004 pela produtora Lu Araújo, que assina a curadoria artística e direção geral, em 2013 o MIMO passou a ter como sócio o empresário Luiz Calainho. A partir de 2015, mais uma empresa se associou ao festival, a Musickeria, de Calainho, Flávio Pinheiro e Afonso Carvalho. A edição 2016 do MIMO Festival conta com o patrocínio do Ministério da Cultura, Prefeitura do Rio de Janeiro, Bradesco, Cielo e BNDES, e apoio da Estácio e JSL.

PROGRAMAÇÃO – RIO DE JANEIRO
Esta será a segunda vez que a cidade do Rio de Janeiro receberá o MIMO, que terá como palco principal, e pela primeira vez, a charmosíssima Praça Paris, na Glória, bem na confluência do Centro com o início da zona sul carioca. Construída em 1926 como parte do projeto do urbanista francês Alfred Agache, a praça representa até hoje um pedacinho da Europa no eixo central do Rio, com seus elegantes bulevares geométricos, esculturas que representam as quatro estações do ano, e todo o mobiliário urbano do início do século XX ainda preservado. O chafariz de 1.600 metros quadrados, e seus quatro golfinhos, como todo o restante da praça, foi inspirado no Jardim de Versailles, na França. Além disso, a praça tem uma vista excepcionalmente agraciada e romântica para a igreja do Outeiro da Glória. “O MIMO é um festival intrinsecamente associado ao patrimônio, à cultura, a bens culturais e à educação. A partir de Olinda traçou o seu caminho por importantes cidades históricas brasileiras: Recife, João Pessoa, Ouro Preto, Paraty e Tiradentes. O Rio de Janeiro, faz parte de todos os capítulos da História do Brasil. É Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Considerando os valores do MIMO, achamos natural realizá-lo aqui desde 2015″, afirma Lu Araújo, diretora-geral do MIMO.

Além do palco principal, a Praça Paris contará com um segundo palco, o “Se Ligaê”, em que músicos de várias gerações se encontrarão para promover raras misturas de sons. Neste palco, patrocinado pelo Bradesco, Guinga fará um show com as participações especiais de Mônica Salmaso e Leila Pinheiro, e reviverá os 20 anos do sucesso “Catavento e Girassol”. O palco “Se Ligaê” também abrigará o reencontro dos integrantes da Banda Zil, formada nos anos de 1980 por Zé Renato, Claudio Nucci, Ricardo Silveira, Marcos Ariel, Zé Nogueira, Jurim Moreira e João Batista. E promoverá o encontro da revelação Simone Mazzer com Alice Caymmi, além da união inusitada de nomes como Jards Macalé e Otto, e João Bosco com Hamilton de Holanda.

Igrejas históricas da cidade, como a Candelária e o Outeiro da Glória, patrimônios culturais que são cartões-postais da cidade, São Francisco da Penitência e Irmandade de Santa Cruz dos Militares também serão palcos para concertos.

O multiartista Antônio Nóbrega apresentará o espetáculo “Um recital para Ariano”, em homenagem ao dramaturgo, poeta, romancista, ensaísta e um dos grandes pensadores brasileiros, Ariano Suassuna, no Espaço BNDES – Auditório Arino Ramos Ferreira.

Figuras centrais da brilhante geração do jazz francês, o pianista Jacky Terrasson e trompetista Stéphane Belmondo virão com exclusividade ao MIMO Rio de Janeiro para mostrar o recém-lançado álbum “Mother”, recebido pela crítica como um dos mais belos trabalhos de jazz do outono europeu. No repertório, composições originais, standards de Charlie Haden e Dave Brubeck, clássicos da canção francesa e versões para músicas de Stevie Wonder.

O encerramento será protagonizado por Ney Matogrosso, que apresentará o elogiado concerto comemorativo dos seus 40 anos de carreira, “Atento aos Sinais”. Há dois anos, Ney participou do Festival MIMO de Cinema, lançando em Paraty o documentário sobre sua trajetória, “Olhos nus”, de Joel Pizzini.

ETAPA EDUCATIVA – INSCRIÇÕES ABERTAS DE 18 DE OUTUBRO A 06 DE NOVEMBRO
Com a proposta de estimular a criação musical, a disseminação do conhecimento e a aproximação com repertórios de tradições musicais de origens distintas, o MIMO promove encontros dos consagrados artistas que participam do festival com jovens profissionais e estudantes de música. As inscrições para a Etapa Educativa são gratuitas, através do site (http://mimofestival.com), de 18 de outubro a 06 de novembro de 2016. É uma oportunidade única de vivenciar diferentes aspectos da atividade musical, métodos de estudo, processos de criação, história da música, características e manutenção de instrumentos, práticas interpretativas e condução de suas carreiras, além da importante troca de experiências.

No Rio de Janeiro, estão confirmadas aulas com Bixiga 70, Mario Laginha e Pedro Burmester (Portugal), Antonio Nobrega, Pat Thomas, Jacky Terrasson, Stéphane Belmondo, entre outros, além de workshop sobre a cúmbia com músicos da Totó la Momposina, da Colômbia.

Esta ação do festival é composta por aulas, workshops, oficinas e master classes. O MIMO para Iniciantes é voltado para as crianças matriculadas na rede pública de ensino, enquanto as demais atividades se destinam aos alunos selecionados por edital. Os artistas convidados para cada edição conduzem as aulas, que estimulam o apuro técnico, a expressão artística, o enriquecimento de repertório e apresentam os novos métodos de educação. A coordenação pedagógica é da violinista Ana de Oliveira.

FESTIVAL MIMO DE CINEMA
Como parte importante da programação, o Festival MIMO de Cinema exibirá 26 filmes inéditos em circuito comercial, todos tendo em comum a música como tema principal em seus roteiros e personagens. A curadoria é da cineasta Rejane Zilles, que contempla curtas e longas, que vão do rock ao forró, nos gêneros ficção e documentário.

No Rio de Janeiro, todas as sessões serão realizadas no Cine Odeon, com entrada gratuita. Entre os longas selecionados, estão os documentários “Chico Science, caranguejo elétrico”, de José Eduardo Miglioli, que refaz a trajetória do principal expoente do movimento manguebeat e “Cacaso na corda bamba”, dos diretores José Joaquim Salles e Ph Souza Documentário, sobre o artista multifacetado precursor do movimento de poesia marginal.  Já entre os curtas, estão “Orquestra Invisível Let´s Dance”, de Alice Riff, sobre o primeiro DJ do Brasil, e “Vinillis frutiferis”, de Victor Hugo Passabon Amorim, sobre uma árvore cujos frutos são discos de vinil que precisam de beija-flores para serem tocados.

FÓRUM DE IDEIAS
“Lugares de Memória” marca uma série de palestras e encontros do Fórum de Ideias onde serão discutidas questões relacionadas à memória e identidade de um povo, com a curadoria do premiado escritor e músico cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa. “A memória dos lugares é uma experiência particular. São lembranças, recordações e vivências. Os ´Lugares de Memória` são experiências coletivas, contam histórias não vivenciadas, mas carregadas. São afetos, são referências e são raízes”, comenta Mário Lúcio, que receberá Miguel Cardina e Totó la Momposina, no Museu da República.

CHUVA DE POESIA
No último dia do MIMO Festival, o público poderá participar da Chuva de Poesia, quando papéis coloridos serão lançados da torre do Outeiro da Glória, com uma seleção de poemas dos mais destacados nomes da literatura mundial.

Este ano, a Chuva de Poesia terá uma seleção de obras de expressivos poetas surrealistas portugueses, como Teixeira de Pascoaes, Mário de Sá-Carneiro, Mário Cesariny e António Maria Lisboa.

Sobre o MIMO Festival:
Realizado anualmente desde 2004, o MIMO sempre esteve intrinsecamente associado ao patrimônio, à cultura e à educação. Todas as suas atividades são oferecidas gratuitamente e acontecem em cidades com forte valor histórico e reconhecidas mundialmente pela preservação de seus patrimônios culturais. Sua extensa programação, dedicada à música instrumental, erudita e popular, reúne concertos de nomes consagrados e novas tendências do Brasil e exterior.

O festival ocupa, com excelência, espaços representativos dos locais onde se realiza, como igrejas, museus e parques. As atividades promovem a reflexão sobre a diversidade da produção artística local e dos diferentes panoramas mundiais, atendendo a vários públicos durante a sua realização.

Em 2016, o MIMO concretizou o seu processo de expansão internacional, chegando à Europa. Portugal foi o país escolhido pelas afinidades com o Brasil e o perfil do festival. Amarante, uma bela cidade da Região Norte do país, com construções que respiram história e berço de ilustres nomes da cultura portuguesa, recebeu a primeira edição do festival em terra estrangeira, reunindo 24 mil espectadores e apresentando atrações de luxo como Pat Metheny e Ron Carter, Tom Zé e Vieux Farka Touré. A imprensa internacional cobriu amplamente este lindíssimo evento brasileiro.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA RIO DE JANEIRO 2016

CONCERTOS

MÁRIO LAGINHA & PEDRO BURMESTER (Portugal)

11 NOV (SEX)

Rio de Janeiro 18H30

Igreja da Candelária

Os aclamados instrumentistas portugueses unem seus talentos para um concerto de dois pianos. Embora ambos tenham formação clássica, suas carreiras trilharam rumos diferentes. Ao passo que Burmester enveredou pelo repertório clássico, Laginha ganhou reconhecimento como instrumentista e compositor de jazz, abrindo-se à experimentação da música de diferentes sotaques e à consagrada parceria com a cantora Maria João. Porém, desde os anos 1980, promovem concorridos encontros, onde somam inclinações e experiências. Foi assim que, em 1994, saíram em turnê com “Duetos”. O reencontro viria em 2007, quando empreenderam o excepcional projeto “3Pianos”, ao lado de outro grande artista de Portugal, Bernardo Sassetti. No MIMO Rio de Janeiro, a dupla se reúne para interpretar obras clássicas e de autores como João Paulo Esteves da Silva, Pixinguinha e Aaron Copland.

ANTONIO NÓBREGA

11 NOV (SEX)
Rio de Janeiro 19H
Espaço BNDES – Auditório Arino Ramos Ferreira

Jovem violinista convidado a integrar o Quinteto Armorial por Ariano Suassuna, em 1970, o aclamado artista pernambucano apresentará “Um recital para Ariano”. A homenagem ao imortal romancista, dramaturgo, poeta e professor brasileiro (falecido em 2014), tem um certo tom sentimental, devido à enriquecedora convivência dele com o mestre por tantos anos. Formado por poemas, martelos agalopados, excelências e toques instrumentais marcados pelo espírito do sertão, traz um cancioneiro feito de poemas e romances de Ariano, musicados por Nóbrega, e temas inspirados em suas conversas e nos escritos do autor. Esta viagem musical passará pelos romances ”A Nau Catarineta” e “A filha do imperador do Brasil”, as canções “O rei e o palhaço” e “Canudos” e peças instrumentais, como “Ponteio acutilado”.

SIMONE MAZZER convida ALICE CAYMMI

11 NOV (SEX)
Rio de Janeiro 19H

Palco Se Ligaê (Lago)

A força interpretativa e o timbre marcante aliados à voz clara e potente da artista vêm da experiência nos palcos de teatro em Londrina. Some-se a isso o bom gosto na seleção do repertório, que mistura baladas, blues, tango e soul music, entre outros gêneros. Não podia dar errado: Simone Mazzer é uma das mais interessantes cantoras que surgiu no Brasil nos últimos tempos. Com o primeiro e aclamado álbum solo, “Férias em videotape”, ela concorreu em duas categorias do Prêmio da Música Brasileira, em 2016 – na de “melhor cantora”, ao lado de Elza Soares e Gal Costa, e “revelação”, pelo qual se saiu vencedora. No concerto do MIMO, mostrará os sucessos “Tango do mal” e “Mente mente”, obras de Itamar Assumpção, Angela Ro Ro, Ronaldo Bastos e Celso Fonseca e Björk, e um apanhado de músicas que bem descreve a sua identidade artística. No MIMO Rio, Simone terá como convidada a cantora e compositora Alice Caymmi.

MÁRIO LÚCIO (Cabo Verde)

11 NOV (SEX)

Rio de Janeiro 20H
Palco Praça Paris

Igreja do Rosário

O ex-ministro da Cultura de Cabo Verde promoveu uma verdadeira revolução no meio cultural de seu país nos cinco anos em que esteve à frente do ministério, até março de 2016. Refinado escritor, recebeu o Prémio Miguel de Torga, em 2015, com “Biografia do Língua”, e se tornou o artista mais jovem a ser condecorado com a Ordem do Vulcão pela Presidência da República, em 2006, ao lado de Cesária Évora. Compositor e estudioso da música cabo-verdiana tradicional, foi fundador e líder do grupo Simentera. Gravou com Paulinho da Viola, Manu Dibango, Maria João e Mário Laginha, Gilberto Gil, Pablo Milanés, Milton Nascimento, Harry Belafonte e Teresa Salgueiro, entre outros. Está de volta aos palcos com o projeto “Peregrinasons”, em que viaja sozinho com sua guitarra e reúne músicos locais por onde passa.

GUINGA, LEILA PINHEIRO & MÔNICA SALMASO

11 NOV (SEX)
Rio de Janeiro 21H

Palco Se Ligaê (Lago)
O conceituado violonista e compositor carioca faz uma grande celebração no MIMO com este concerto inédito. Comemora 50 anos de carreira, 20 do estrondoso sucesso de “Catavento e girassol” (dele e Aldir Blanc, que está festejando 70 anos), por sua intérprete, Leila Pinheiro, mostra a canção vencedora do Prêmio da Música Brasileira de  2015, “Sedutora” (Paulo César Pinheiro), na voz de Mônica Salmaso, entre outras pérolas de seu repertório. Indicado ao Grammy Latino de 2012 por “Rasgando seda”, ao lado do Quinteto Villa-Lobos, recebeu, em 2016, o Prêmio da Música Brasileira de melhor arranjador pelo CD “Porto da Madama”. Incentivado desde muito jovem por mestres como Hélio Delmiro, despontou no Festival da Canção de 1967, com “Sou só solidão”. Foi gravado por alguns dos maiores nomes da MPB – Elis Regina (Bolero de Satã”) e Clara Nunes (“O punhal”), pelo parceiro Chico Buarque (“Você, você”) – e da música internacional, como Michel Legrand (“Passos e assovios”).

TOTÓ LA MOMPOSINA (Colômbia)
11 NOV (SEX)
Rio de Janeiro 22H30

Palco Praça Paris
A “rainha da cúmbia”, uma das principais vozes da América Latina nas últimas cinco décadas, celebra no palco do MIMO a riqueza da costa caribenha da Colômbia. Com a voz potente, uma energia impressionante e figurinos coloridíssimos, a cantora também é referência para as novas gerações (gravou com o jovem e premiadíssimo trio de rap Calle 13, ao lado de Maria Rita e Susana Baca). Fazendo a multidão vibrar por onde passa, através da fusão dos

ritmos indígenas com a música afro-latina, Totó é vencedora do Grammy Latino, pelo conjunto da obra (2013), e do Womex em 2006, por sua trajetória. O salto para a fama veio em 1982, durante a cerimônia de entrega do Nobel de Literatura a Gabriel García Márquez. Em 2003, Totó gravou nos estúdios de Peter Gabriel o álbum “La candela viva”, que foi indicado ao Grammy, e acaba de lançar “Tambolero”.

TRIO CAPITU
12 NOV (SÁB)
Rio de Janeiro 11H

Igreja da Irmandade da Santa Cruz dos Militares
Com nome inspirado na mais famosa personagem de Machado de Assis e formação original, o grupo reúne jovens musicistas, com experiências em grandes orquestras: Débora Nascimento (fagote), Janaína Perotto (oboé) e Sofia Ceccato (flauta). Bem recebido pela crítica e o público dos centros culturais e festivais espalhados pelo Brasil, desde que surgiu em 2012, o virtuoso e criativo Trio Capitu foi finalista do Prêmio da Música Brasileira de 2016, na categoria “Revelação”, pelo álbum de estreia, “Novos ventos”. No ano passado, participou da abertura das comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro. Revigorando a música de câmara e reavivando a combinação singular de seus instrumentos, apresentará o rico repertório para esta formação e obras de novos compositores brasileiros, com arranjos especiais.

DOCONTRA – ARTISTA PRÊMIO MIMO INSTRUMENTAL

12 NOV (SÁB)
Rio de Janeiro 16H

Igreja de São Francisco da Penitência
Quinteto formado por contrabaixistas da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, o grupo procura explorar todas as possibilidades de repertórios possíveis para esta formação camerística. Dessa forma, Marcos Lemes, Nilson Bellotto, Pablo Guíñez, Rossini Parucci e Walace Mariano buscam proporcionar ao público uma nova maneira de se ouvir a música brasileira. O DoContra apresentará arranjos inéditos para obras de Villa-Lobos, Clube da Esquina e João Bosco, entre outros mestres. 

BANDA ZIL

12 NOV (SÁB)
Rio de Janeiro 17H

Palco Se Ligaê (Lago)
Formada por dois integrantes do Boca Livre, Zé Renato e Claudio Nucci, e alguns dos melhores instrumentistas brasileiros surgidos nos anos 1980 – Ricardo Silveira (guitarra), Marcos Ariel (piano, teclados), Zé Nogueira (saxofone), Jurim Moreira (bateria) e João Batista (baixo) – a Zil atuou com muito sucesso, lotando as principais casas noturnas do circuito, como o Jazzmania. Em 1987, a banda gravou um álbum de músicas autorais e parcerias com a nata dos compositores do país, do nível de Moacir Santos, Milton Nascimento e Aldir Blanc. Três anos depois, o disco foi lançado nos EUA, Europa e Japão, com mais uma faixa “Song for a rainforest”, que se destacou nas paradas americanas, como noticiou a “Billboard”. Os músicos seguiram suas carreiras solos e, recentemente, voltaram a tocar juntos para gravar um DVD. O resultado deste reencontro será mostrado em concerto no MIMO.

PABLO LAPIDUSAS INTERNATIONAL TRIO (Argentina/ Cuba/ Portugal)
12 NOV (SÁB)
Rio de Janeiro 19H

Palco Praça Paris
O exímio pianista reflete na música a sua experiência de vida, é um cidadão do mundo. Nascido em Buenos Aires e criado em Minas Gerais, Pablo Lapidusas se formou na Unicamp (SP) e, no tempo em que morou no Rio de Janeiro, tocou e gravou com artistas de diferentes estilos, como Edu Lobo, Hermeto Pascoal, Sandra de Sá, Carlos Malta, Cesar Camargo Mariano e Marcelo D2, tendo excursionado com o rapper por 20 países e participado do Festival de Montreux e do Rock in Rio. Mudou-se para Lisboa, ingressando na Escola Superior de Música para fazer mestrado em performance jazzística. Sua carreira solo, marcada pelo lançamento dos álbuns “Ouriço” (2008) e “Estrangeiro” (2013), foi saudada com entusiasmo pela crítica. Em 2015, criou seu trio para o projeto “P.L.I.N.T: Live in Johannesburg”, que vem se apresentando em turnê internacional.

JARDS MACALÉ convida OTTO
12 NOV (SÁB)
Rio de Janeiro 19H

Palco Se Ligaê (Lago)
Antenado e irreverente, o cantor, compositor, arranjador e exímio violonista, carioca atravessa um momento de grande visibilidade e reconhecimento em 50 anos de carreira, na companhia de uma nova geração de músicos e com shows lotados pelo público mais jovem. Gravado por Maria Bethânia e Gal Costa, entre outras vozes coroadas da MPB, produtor do famoso disco do exílio de Caetano Veloso, “Transa”, Jards Macalé também é ator e tem produções cinematográficas recentes sobre a sua trajetória. Em sua obra, figuram sucessos em parceria com Waly Salomão (“Vapor barato” e “Negra melodia”), Duda Machado (“Hotel das Estrelas” e Mal secreto”) e Capinam (“Farinha do desprezo”), que ele apresentará em concerto no MIMO, ao lado de seu trio, e com a participação especial do cantor, compositor e percussionista pernambucano Otto.

BIXIGA 70
12 NOV (SÁB)
Rio de Janeiro 20H

Palco Praça Paris
O coletivo instrumental, formado por integrantes de grupos de destaque na cena paulistana, já é um sucesso no Brasil e no exterior, apesar de ter surgido há apenas cinco anos. O som da big band dançante, formada por dez músicos e que conquistou em 2014 o Prêmio da Música Brasileira, na categoria “Revelação”, mescla com maestria jazz, funk e música afro-brasileira, a partir de uma gama de influências que passa por dub e reggae, cúmbia e carimbó, ethio-jazz e samba-jazz. As apresentações ao vivo do grupo, que está lançando o terceiro álbum de carreira, são repletas de energia e renderam convites para shows nas principais cidades brasileiras e turnês internacionais. O nome do grupo se refere ao endereço do Estúdio Traquitana, onde o grupo surgiu e que está localizado no bairro boêmio de São Paulo.

JOÃO BOSCO & HAMILTON DE HOLANDA

12 NOV (SÁB)
Rio de Janeiro 21H

Palco Se Ligaê (Lago)
Dois gigantes da música brasileira têm encontro marcado no palco do MIMO Festival para um concerto inédito. O consagrado cantor e compositor de sucessos, João Bosco, e o exímio e premiado bandolinista, Hamilton de Holanda – ambos com consistente carreira internacional – se unem para apresentar o projeto “Eu vou pro samba”. Eles dividem o palco durante toda a apresentação, ao lado de músicos convidados, para mostrar ao público, de forma revista e

atualizada, algumas das mais representativas obras de todos os tempos deste que é o mais popular gênero da nossa música. A dupla está selecionando composições de Ary Barroso, Dorival Caymmi, Tom Jobim, Chico Buarque, entre outros autores, que irão apresentar ao lado de sambas de sua autoria, com novos arranjos.

PAT THOMAS & KWASHIBU AREA BAND (Gana)
12 NOV (SÁB)
Rio de Janeiro 22H30

Palco Praça Paris
Com 50 anos de carreira, Pat Thomas é uma lenda viva da música africana. A principal, mais poderosa e atuante voz do highlife de Gana – gênero surgido no início do século XX, que se tornou muito popular no mundo e influenciou diretamente o afrobeat. O highlife quase desapareceu no final da década de 1970, até ser levado por seus grandes nomes para o exterior, onde evoluiu, ganhou novas cores e outros ritmos. Depois de exilar-se na Europa e Canadá e incursionar por outras sonoridades, Pat Thomas reassume o gênero de maneira ainda mais expressiva e reúne em estúdio um timaço para gravar o novo álbum. O bandão que acompanha a sua aclamada voz é formado por guitarras, teclados, trompete, saxofone, bateria, percussão e baixo. Em turnê pelos principais festivais do mundo, o artista virá se apresentar pela primeira vez no Brasil, como atração do MIMO, para mostrar o incensado trabalho com a Kwashibu Area Band.

ODETTE ERNEST DIAS & LOURENÇO VASCONCELOS
13 NOV (DOM)
Rio de Janeiro 11H

Igreja da Irmandade da Santa Cruz dos Militares
Flautista parisiense premiada que se mudou para o Rio de Janeiro, nos anos 1950, a convite do maestro Eleazar de Carvalho para integrar a Orquestra Sinfônica Brasileira, a musicista, professora e concertista participou de importantes momentos da história da música brasileira, inclusive da Bossa Nova. Ao ser transferida para Brasília, para trabalhar como professora do Departamento de Música da UNB, acabou por ser um dos fundadores do Clube do Choro, ao lado de Waldir Azevedo e Bide da Flauta, entre outros ilustres chorões. Sempre em atividade, Odette preparou um concerto especial para o MIMO, “Do barroco ao Brasil”, onde apresentará ao lado do neto, o vibrafonista Lourenço Vasconcellos, sonatas de Bach e Telemann e uma preciosa sequência de valsas brasileiras, composições de mestres da música popular como Pixinguinha e Radamés Gnatalli.

FORTUNA

13 NOV (DOM)
Rio de Janeiro 16H

Igreja do Outeiro da Glória
Reconhecida na cena musical brasileira por pesquisar e retomar sonoridades, melodias e tradições musicais judaicas, a cantora, compositora e atriz Fortuna assina cinco das 13 músicas do concerto “Novos mares”, trabalho que apresentará no MIMO Rio de Janeiro. O repertório traça o percurso dos judeus orientais que saíram do Oriente Médio, através de temas em árabe, hebraico e francês – passando pela Espanha e Portugal, até chegarem ao Brasil. A música é vista por Fortuna como fio condutor essencial ao para alcançar um diálogo intercultural entre nações e religiões diferentes. 

CCOMA

13 NOV (DOM)
Rio de Janeiro 17H

Palco Se Ligaê (Lago)
O duo de jazz étnico e eletrônico de Caxias do Sul, formado há 11 anos pelo baterista e produtor Luciano Balen e o trompetista Roberto Scopel, volta ao MIMO Festival para apresentar o quarto álbum de carreira, “Subtropical temperado”, recém-lançado pelo selo Natura Musical. Atração do MIMO Olinda em 2012 e vencedora do Prêmio da Música Brasileira de 2013, na categoria “melhor álbum eletrônico”, por “Peregrino”, a dupla turbina a sua sonoridade ao adicionar a voz de Etiene Nadine e o baixo de Rafael de Boni no CD que revisita os timbres do final dos anos 1970 e início dos 1980. “Aprendendo a jogar”, música de Guilherme Arantes e sucesso de Elis Regina, ganha nova roupagem no disco que traz o bugio dos Irmãos Bertussi, “O casamento de Doralícia”, cúmbia, bolero, funk carioca e afrobeat.

JACKY TERRASSON & STÉPHANE BELMONDO (França)
13 NOV (DOM)
Rio de Janeiro 18H

Palco Praça Paris
Amigos e parceiros há 30 anos e nomes fortes da cena jazzística francesa, o pianista Jacky Terrason e o trompetista Stéphane Belmondo se reencontraram depois de algum tempo distantes para a formação de um duo imbatível. Esta reaproximação foi a semente do inspirado álbum “Mother”, recém-lançado em Paris e recebido com grande entusiasmo pela crítica. Em um clima mais intimista, a dupla interpreta composições próprias, standards do jazz

americano, como “You don’t know what love is” (Don Raye e Gene de Paul), “In your own sweet way” (Dave Brubeck) “ e “First song” (Charlie Haden), clássicos do cancioneiro francês, a exemplo de “Que rest-t-il de nos amours?” (megasucesso de Charles Trenet) e “Les valseuses” (Stéphane Grapelli), e a versão para um hit de Stevie Wonder (“You are the sunshine of my life”). Terrason e Belmondo farão concerto exclusivo no Palco MIMO no Rio de

Janeiro, no dia 13 de novembro.

CHICO CESAR & MIGUEL ARAUJO (Brasil/Portugal)
13 NOV (DOM)
Rio de Janeiro 19H

Palco Se Ligaê (Lago)
Autor de músicas que se tornaram verdadeiros clássicos da MPB, Chico César saiu emplacando uma composição atrás da outra, desde que lançou os primeiros álbuns na década de 1990. Hits como “Mama África”, “À primeira vista”, “Mulher eu sei” eram tocados sem parar nas emissoras de rádio. “Estado de poesia”, que Maria Bethânia gravou em “Carta de amor”, dá título ao novo CD de inéditas do artista paraibano. O cantor e compositor fará um concerto exclusivo no MIMO, dividindo o palco com o novo fenômeno da música portuguesa, Miguel Araújo. O integrante da banda Os Azeitonas estourou com o primeiro single solo, “Os maridos das outras” (2012), indicada à canção do ano nos principais prêmios, como o da  Sociedade Portuguesa de Autores, Globos de Ouro e gala da RTP, enquanto era apontado como “melhor intérprete individual” e “personalidade masculina do ano na categoria de música”. Aclamado pela crítica e com concertos lotados nos espaços nobres da música, consagrou-se definitivamente com “Crónicas da cidade grande”.

NEY MATOGROSSO
13 NOV (DOM)
Rio de Janeiro 20H30

Palco Praça Paris
Ney Matogrosso fará o encerramento do MIMO Festival no Rio de Janeiro, no domingo, 13 de novembro, com o concerto comemorativo dos seus 40 anos de carreira, “Atento aos sinais”, projeto lançado em 2013. Traz no repertório, músicas de grandes nomes da MPB, como Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Itamar Assumpção, Martinho da Vila, Arnaldo Antunes e Lenine. Um dos maiores intérpretes da nossa música, que vendeu mais de um milhão de cópias com o álbum de estreia dos Secos & Molhados, o cantor recebeu o Grammy Latino pelo conjunto da obra, em 2014, e foi duas vezes vencedor no Prêmio da Música Brasileira em 2015, como “melhor cantor” e “melhor álbum” na categoria pop/rock/reggae/hip-hop/funk. Há dois anos, Ney participou do Festival MIMO de Cinema, lançando em Paraty o documentário sobre sua trajetória, “Olhos nus”, de Joel Pizzini.

ETAPA EDUCATIVA

MIMO PARA INICIANTES

Ministrante: Mr.BRUNO

07 a 10 NOV

Lona Cultura Terra – Guadalupe
Dia 07/11 – 10h e 14h

Arena Carioca Carlos Roberto de Oliveira – Dicró – Penha
Dia 08/11 – 13h e 16h

Arena Jovelina Pérola Negra – Pavuna
Dia 09/11 – 10h e 14h

Arena Carioca Abelardo Barbosa – Chacrinha – Pedra de Guaratiba
Dia 10/11 – 11h e 15h

11 NOV (SEX)
Rio de Janeiro 9H30 ÀS 11H E 13H30 ÀS 15H
Local: Museu da República – Auditório

Dedicada a crianças entre 5 e 10 anos de idade, matriculadas na rede pública de ensino, esta iniciativa aproxima os alunos do mundo da música, através de espetáculos lúdicos, ministrados pelo violinista e bonequeiro Mr. Bruno. Com o intuito de proporcionar às crianças e aos jovens o primeiro contato com a música de concerto, este espetáculo apresenta Vivaldi, czardas de Monti e valsas tocadas por um inventor violinista, que constrói uma máquina incomum que permite movimentar bonecos e tocar violino simultaneamente. Ela também é um dispositivo onde vários elementos (cordas, balões, alavancas, bolas que rolam numa rampa, cadeiras, etc.) são armados no espaço cênico. Mr. Bruno, que é bonequeiro e violinista, formado em Física pela PUC-RJ, sempre associou esta matéria aos movimentos pendulares das marionetes. Ganhou o Entertainment Prize, no Festival de Shizuoka, Japão, onde morou durante 16 anos.

WORKSHOPS
Com a proposta de estimular a criação musical, a disseminação do conhecimento e a aproximação com repertórios de tradições musicais de origens distintas, o MIMO promove encontros dos consagrados artistas que participam do festival com jovens profissionais e estudantes de música. Oportunidade única de vivenciar diferentes aspectos da atividade musical, métodos de estudo, processos de criação, história da música, características e manutenção de instrumentos, práticas interpretativas e condução de suas carreiras, além da importante troca de experiências.

Workshop: INCUBADORA DE MÚSICA

Ministrante: LUCIANO BALEN

11 NOV (SEX)

Rio de Janeiro 14H ÀS 16H

Local: Museu da República – Cineclube

Projeto permanente na Serra Gaúcha, com quatro anos de existência e mais de 70 encontros realizados, tem o objetivo de apresentar a músicos e produtores as ferramentas de marketing voltadas para o “Negócio da Música”. A principal ideia é apresentar os desafios contemporâneos da gestão de carreira, apresentar o case da cidade de Caxias do Sul, que vem despontando como um polo de música no Extremo Sul do Brasil, e incentivar os apaixonados pela música bem elaborada “a irem para o front”.

Workshop: MÚSICA AFRO-BRASILEIRA, JAZZ E GROOVE PARA NAIPE DE METAIS

Ministrantes: INTEGRANTES DO GRUPO BIXIGA 70
Maurício Fleury – Guitarra e Teclado
Marcelo Dworecki – Baixo
Oscar Ferreira – Saxofone Barítono
Daniel Nogueira – Saxofone Tenor
Gustavo Cék – Percussão

12 NOV (SÁB)

Rio de Janeiro 10H ÀS 12H

Local: Escola de Música Pró Arte

Local: Conservatório Pernambucano de Música

A banda instrumental de música afro-brasileira, criada em 2010 e com 5 cinco discos gravados, tem como forte marca em seu trabalho o ideal da criação coletiva. Os integrantes do grupo de São Paulo desenvolverão exercícios de composição instantânea coletiva, criando pequenas peças musicais a partir de ideias, motivos, ritmos e acordes propostos pelos participantes, incentivando a formação de grupos de música instrumental. Destinado a músicos de sopros, percussão, cordas dedilhadas e friccionadas, mas aberto ao público em geral. Os selecionados devem trazer seu instrumento para a atividade.

Workshop: A CANÇÃO BRASILEIRA E A POESIA POPULAR
Ministrante: ANTONIO NÓBREGA
12 NOV (SÁB)
Rio de Janeiro 10H ÀS 12H
Local: Museu da República – Auditório

Workshop: A MÚSICA DE CHET BAKER
Ministrante: STEPHANE BELMONDO (França)
12 NOV (SÁB)
Rio de Janeiro 14H ÀS 16H
Local: Museu da República – Cineclube

Aos 19 de idade, Stéphane Belmondo teve o privilégio de conhecer Chet Baker em Paris, na década de 1980, e se tornar seu “afilhado” musical, desenvolvendo uma grande amizade por este ícone do jazz. Trinta anos mais tarde, Belmondo, um dos maiores músicos franceses de jazz da atualidade, está lançando o álbum “Love for Chet” (2015), um tributo ao ídolo do jazz e à relação de profunda amizade e influência artística entre eles. No MIMO, Belmondo utilizará duas de suas canções incluídas no elogiado trabalho para levar os participantes a mergulhar na obra do trompetista e cantor americano, narrando as histórias preciosas deste encontro único. Dirigido a instrumentistas de sopros melódicos (madeiras e metais), guitarristas e contrabaixistas, aos quais solicitamos que levem seus instrumentos para a atividade. Os selecionados receberão previamente as partituras por e-mail.

Workshop: A CÚMBIA E O RITMO DOS TAMBORES
Ministrante: INTEGRANTES DA BANDA TOTÓ LA MOMPOSINA (Colômbia)
13 NOV (DOM)
Rio de Janeiro 10H ÀS 12H
Local: Museu da República – Cineclube

A legítima representante da música e do canto tradicional da costa caribenha da Colômbia, ministra ao lado de seus percussionistas o Workshop de Percussão Colombiana onde serão apresentados ritmos como Cumbia, Gaita, Garabato e Mapalé. Direcionado a percussionistas e estudantes de percussão, além do público em geral. Os selecionados deverão levar seus instrumentos de percussão, os espectadores sem instrumentos poderão somente assistir ao workshop. 

Workshop: INTRODUÇÃO AO KONNAKOL
Ministrante: PABLO LAPIDUSAS (Argentina/Portugal)
13 NOV (DOM)
Rio de Janeiro 10H ÀS 12H
Local: Museu da República – Auditório

Konnakol é a arte da percussão vocal da música do Sul da Índia, o estudo da linguagem do ritmo através de sílabas. O compositor e pianista introduzirá o público nesta arte, demonstrando a sua aplicação em improvisação e composição e sua utilização como ferramenta pedagógica. A atividade será dividida em duas partes: na primeira, fundamentos da técnica e alguns exercícios de níveis distintos e progressivos e, na segunda, a aplicação desse conceito na improvisação e composição, utilizando suas obras como objeto de análise. Dirigido a músicos, estudantes de música, mas aberto ao público em geral. Os selecionados devem trazer material para anotação, caderno e lápis.

Workshop: O CANTO NA MÚSICA DA ÁFRICA OCIDENTAL
Ministrante: PAT THOMAS (Gana)
13 NOV (DOM)
Rio de Janeiro 14H ÀS 16H
Local: Museu da República – Cineclube

Path Thomas, que é uma das principais referências na música africana contemporânea, falará sobre canto, as características e elementos musicais do highlife e de outros gêneros que influenciaram o afrobeat e a música da África Ocidental até os dias de hoje. Direcionado a cantores, estudantes de canto, etnomusicólogos e público em geral.

MÁSTER CLASSE
Ministradas por renomados artistas participantes do MIMO, visam o aperfeiçoamento técnico-interpretativo para jovens profissionais e estudantes de música que já possuem o domínio de seus instrumentos. São abertas a candidatos com no mínimo cinco anos de estudo musical, comprovado em seus respectivos instrumentos. Os participantes são selecionados na categoria ouvintes ou executantes.

Master Classe: PIANO JAZZ
Ministrante: JACKY TERRASSON (França)
11 NOV (SEX)
Rio de Janeiro 16H ÀS 18H
Local: Escola de Música Pró Arte

Considerado pelo site francês de música Télérama.fr como o “Pianista da felicidade”, o enérgico e virtuoso instrumentista franco-americano Jacky Terrasson oferece aula dirigida a pianistas de jazz, onde abordará práticas interpretativas, questões estilísticas e a fluência na improvisação, além de compartilhar sua inenarrável experiência com os participantes. Serão selecionados dois executantes de nível técnico avançado, que poderão apresentar composições próprias. Aos candidatos a executantes, solicita-se o envio de material audiovisual e/ou links de internet.

Master Classe: QUATRO MÃOS, DOIS OLHARES
Ministrante: MÁRIO LAGINHA E PEDRO BURMESTER (Portugal)
12 NOV (SÁB)
Rio de Janeiro 10H ÀS 12H
Local: Escola de Música Pró Arte

Dois dos mais importantes pianistas portugueses da atualidade ministram máster classe de piano juntos, num formato raro, sem fronteiras, onde o aluno será privilegiado com pontos de vista contrastantes, abrangentes, contraditórios, onde o tradicional e criativo se complementam na análise da linguagem e no aperfeiçoamento do repertório apresentado, que é de livre escolha dos candidatos e deverá ser informado no ato da inscrição. Serão selecionados três  pianistas executantes e 40 ouvintes. Atenção ao regulamento.

FESTIVAL MIMO DE CINEMA

11 NOV (SEX)

Rio de Janeiro 18H
Local: Cine Odeon

ESSA BARRA QUE É GOSTAR DE VOCÊ
Diretor: Madiano Marcheti
Documentário | 18min | 2016 | Rio de Janeiro | Livre
Num bar de karaokê, embalado pela música brega e o barulho da cidade em obras, o encontro de Lucas e Davi, na verdade, se revela o início de um fim.

VIVI
Diretores: Catarina Doolan e Julio Castro
Ficção | 15min | 2016 | Natal | Livre

Em meio a tentativas frustradas de tirar a própria vida, Vivi encontra um motivo para continuar vivendo.

PERDIDO EM JÚPITER
Diretor: Deo
Documentário I 74 minutos I 2016 I Salvador I Livre

Filme sobre resíduos digitais da obra do músico gaúcho Flavio Basso – Júpiter Maçã. Enquanto se transmutava em diversas facetas estéticas e musicais, as câmeras o acompanhavam insistentemente. Essas imagens, sons e cores da sua carreira foram despejados aleatoriamente na internet. O documentário foi construído por capturas de tela, em um computador particular, durante pesquisas online.

11 NOV (SEX)

Rio de Janeiro 20H30
Local: Cine Odeon

FAZ QUE VAI
Diretora: Bárbara Wagner
Documentário | 12min | 2015 | Recife | Livre

Tomando o nome de um passo de frevo, que simula um momento de instabilidade, o curta retrata quatro bailarinos em seus modos de articular uma forma de tradição popular em questões socioeconômicas e de gênero. Como uma série de anotações sobre a relação entre corpo, câmera e movimento no registro de uma dança típica do Nordeste do Brasil, o filme comenta o sentido do carnavalesco presente em diversas estratégias de preservação do frevo como imagem, patrimônio e produto. 

ANTENA META FÍSICA
Diretores: Idosoidos (Vidasouvidas) e Beth Brandão
Documentário | 10 min | 2015 | Buenos Aires | Livre

O corpo é emissor e receptor de ondas estimulantes com perspectivas. Em entrevista com o grupo paulista de percussão corporal Barbatuques, a estética do filme é marcada por uma ideia de lowfi e hiperlink.

TIME WILL BURN – O ROCK UNDERGROUND BRASILEIRO DO COMEÇO DOS ANOS 90
Diretores: Marko Panayotis e Otavio Sousa
Documentário I 79 minutos I 2016 I São Paulo I Livre

A história quase perdida do rock alternativo brasileiro do começo dos anos 1990, com bandas que cantavam em inglês e, mesmo assim, chamaram a atenção da mídia, do público e até de ícones do grunge norte-americano. Uma cena que fez barulho num curto período de quatro anos, entre o boom do rock dos anos 1980 e o da segunda metade dos anos 1990.

12 NOV (SÁB)

Rio de Janeiro 16H
Local: Cine Odeon

ORQUESTRA INVISÍVEL LET’S DANCE
Diretora: Alice Riff
Documentário | 20min |2016 | São Paulo | Livre
A história de Seu Osvaldo, o primeiro DJ do Brasil.

SICÍLIA JASS
Diretor: Michele Cinque
Documentário | 74min |2015|Itália|Livre

A trajetória de vida e o polêmico papel do italiano Nick La Rocca na história do jazz. Com a sua Original Dixieland Jazz Band, ele gravou, em 1917, o primeiro álbum de jazz de que se tem registro, “Livery stable blues”. O disco vendeu mais de 1 milhão de cópias e suas canções, de “Tiger rag” a “Clarinet marmalade”, influenciaram os maiores jazzistas – entre eles, Louis Armstrong. 

12 NOV (SÁB)

Rio de Janeiro 18H
Local: Cine Odeon

GRAMATYKA
Diretora: Paloma Rocha
Ficção | 15min | 2015 | Brasília | Livre

O filme narra a trajetória mítica de uma mulher presa às sombras de uma caverna que, à luz do sol, se liberta na dimensão onírica e se reencontra na ancestralidade feminina. 

SERRA DO CAXAMBU
Diretor: Márcio Brito Neto
Documentário I 16 min I 2015 I Rio de Janeiro I Livre

Poética narrativa sobre os componentes sociais, a tradição e a perpetuação da cultura negra através do caxambu (jongo), dança genuinamente brasileira de matriz africana. O curta se desenvolve através do olhar de descendentes diretos de negros escravizados, moradores do remanescente quilombo São José da Serra, o mais antigo do Estado do Rio.

CACASO NA CORDA BAMBA
Diretores: José Joaquim Salles e Ph Souza
Documentário I 88 minutos I 2016 I Rio de Janeiro I Livre

Filho de uma família rural, Antonio Carlos de Brito encontrou na poesia um sentido para a vida, transformando-se em Cacaso. Autor de sucessos gravados por grandes nomes da MPB, o artista multifacetado mudou a poesia brasileira, tendo sido um dos precursores do movimento de poesia marginal. Irônico e perspicaz, reuniu um grande número de artistas e intelectuais em projetos e parcerias, deixando um indiscutível legado literário e musical.

12 NOV (SÁB)

Rio de Janeiro 20H30
Local: Cine Odeon

FUGA
Diretor: Eduardo Roscoe
Documentário I 3 min I 2016 I Brasília I Livre

Um grande tocador de acordeão tenta fazer a sua melhor apresentação, mas é surpreendido por desafios que enfrentará durante toda a execução de sua música.

FILME EM FÚRIA
Diretora: Nana Maiolini
Documentário | 25min |2016 | São Paulo | Livre

Um encontro entre música, quadrinhos e cinema no contexto de produção artística independente na São Paulo das décadas de 1970 e 1980. Das performances musicais à produção da revista “Balão”, o filme trata da experimentação no trabalho de artistas como Arrigo Barnabé e Luiz Gê e do modo como a cidade, o humor e o terror estavam presentes em suas composições.

CHICO SCIENCE, CARANGUEJO ELÉTRICO
Diretor: José Eduardo Miglioli
Documentário I 86 minutos I 2016 I Recife I Livre

O filme refaz a trajetória do cantor e compositor Chico Science, expoente do movimento manguebeat e um dos mais importantes músicos do panorama brasileiro. Mostra a formação do grupo Chico Science & Nação Zumbi, as apresentações em turnê pelo Brasil, a criação do movimento e o legado que deixou, após a sua morte precoce no ano de 1997. 

13 NOV (DOM)

Rio de Janeiro 16H

Local: Cine Odeon

A BATALHA DE SÃO BRÁZ
Diretor: Fernando Segtowick
Documentário | 26 min | 2016 | Belém | Livre

Mercado de São Bráz, Belém, Pará, Norte do Brasil. Durante o dia, o espaço é uma feira num prédio histórico abandonado, construído numa época de grande riqueza na cidade. Mas, nos sábados à noite, o lugar se transforma em uma das manifestações do hip hop, a batalha de MC’s. Jovens da periferia da cidade se reúnem para saber quem é o melhor MC da noite.

PEDRO OSMAR, PRÁ LIBERDADE QUE SE CONQUISTA
Diretores: Eduardo Consonni e Rodrigo T. Marques
Documentário I 76 minutos I 2016 I São Paulo I Livre

Um ensaio sobre a vida e obra do multiartista autodidata paraibano Pedro Osmar. Um manifesto poético-políticomusical sobre um dos mais brilhantes artistas brasileiros na luta pela liberdade que se conquista.

 

13 NOV (DOM)

Rio de Janeiro 18H

Local: Cine Odeon

O TROVADOR O CABRA OS MUNDOS

Diretora: Marcia Paraíso e Carla Joner

Documentário | 26min | 2015 | Rio de Janeiro | Livre

O repentista, músico, compositor, escritor e pesquisador da cultura popular brasileira, o baiano Bule Bule mergulha em suas origens e formação.

VINILLIS FRUTIFERIS
Diretor: Victorhugo Passabon Amorim
Ficção | 15 min | 2015 | Vargem Alta (ES) | Livre

Um jornalista vai ao interior do Espírito Santo conhecer a “Vinillis frutiferis”: uma árvore cujos frutos são discos de vinil e que precisa que os beija-flores, com seus bicos, toquem a música. Num jogo entre realidade e ficção, descobrimos histórias dos moradores que preservam essa espécie.

 

AS INCRÍVEIS ARTIMANHAS DA NUVEM CIGANA
Diretores: Claudio Lobato e Paola Vieira
Documentário I 82 minutos I 2016 I Rio de Janeiro I Livre

O tema do filme é a atuação do coletivo artístico Nuvem Cigana durante os anos 1970 no Rio de Janeiro. Através de colagens, material de arquivos e depoimentos, retrata uma geração que amadureceu sob a sombra da ditadura militar, buscando todas as formas de liberdade para desembocar na era do fim das utopias e da opressão da mídia e do mercado.

 

CHUVA DE POESIA

13 NOV (DOM)

Rio de Janeiro 17H30

Igreja do Outeiro da Glória
Criada pelo poeta, tipógrafo e artista plástico Guilherme Mansur, a Chuva de Poesia acontece há mais de 20 anos em Minas Gerais. A mágica desta iniciativa é fazer chover poesia no céu das cidades. Do alto de locais selecionados, milhares de folhas soltas coloridas, com tipografias especiais, são lançadas ao vento para o público que, invariavelmente, lota os locais para receber as pancadas esparsas dos poemas. As cidades do Rio de Janeiro e Olinda serão presenteadas com obras dos poetas portugueses Teixeira de Pascoaes, Mário de Sá-Carneiro, Mário Cesariny e António Maria Lisboa.

FÓRUM DE IDEIAS
O Fórum de Ideias promove o debate, a reflexão e a troca de conhecimento entre as inúmeras possibilidades de se fazer e pensar a arte através das diferentes expressões culturais. Atividade paralela da programação do MIMO Festival, o Fórum de Ideias 2016 recebe atenção especial e, em todas as edições do MIMO Festival. A curadoria é do premiado escritor e músico cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa. 

TEMA: LUGARES DE MEMÓRIA
Lembranças, recordações e vivências 

Por MÁRIO LÚCIO SOUSA (Cabo Verde)

11 NOV (SEX)
Rio de Janeiro 15H30
Local: Museu da República – Auditório

Por MIGUEL CARDINA (Portugal)
12 NOV (SÁB)
Rio de Janeiro 15H30
Local: Museu da República – Auditório

Por TOTÓ LA MOMPOSINA (Colômbia)
13 NOV (DOM)
Rio de Janeiro 15H30
Local: Museu da República – Auditório

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