Medianeras – Desenhos de Marina Agostini

Foto Medianeras
Foto Medianeras

A exposição Medianeras – Desenhos de Marina Agostini vai acontecer entre os dias 06 e 28 de agosto no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas em Santa Tereza. Esta é a primeira exposição individual da artista plástica que teve como inspiração no filme, de mesmo nome, do argentino do cineasta Gustavo Taretto.

A mostra
As obras refletem a solidão urbana em desenhos de plantas baixas claustrofóbicas com o intuito de gerar uma atmosfera solitária em ambientes fechados. Os desenhos derivam do filme argentino Medianeras, que retrata a solidão nas grandes metrópoles derivada da arquitetura urbana dos prédios construídos nas cidades grandes.

“O que me inspirou para fazer esta exposição foi ter tido um enorme desconforto com a arquitetura contemporânea, principalmente a arquitetura dos grandes centros urbanos que são construídas de uma forma claustrofóbica, aumentando a solidão das grandes metrópoles”, conta a artista plástica.

A série é composta de 18 desenhos feitos à caneta pilot preta, expostos em suportes de materiais diversos e tamanhos variados (A1, A2, A3 e A4). Os desenhos serão fixados por fios de náilon de modo a não interferirem com as ruínas e dialogarem com o espaço e seus visitantes. Também comporá a exposição um pequeno texto resumido do filme argentino Medianeras.

A exposição tem como curador Mauro Trindade: “Em espanhol, medianeras são as paredes cegas que dividem uma construção da outra. Marina Agostini multiplicou a ideia nessa exposição de desenhos com plantas baixas de uma arquitetura improvável que rejeita a segregação de classes, gêneros e desejos e subverte a lógica do isolamento com sua arquitetura hipotética dos impossíveis”, comenta o curador

A ideia é levar o público a refletir a respeito do modo de vida contemporânea, que nos leva a dificuldades de relacionamentos, por vivermos em espaços que são concebidos para privilegiar o isolamento em contraponto com as antigas construções de vãos amplos e janelas abertas para o mundo.

“Acredito na solidão urbana e no isolamento digital, mas não acho que essa seja a sociedade do século 21. Acho que a solidão existe dentro de cada um independente da urbanização ou da internet. Existem pessoas que vivem nas grandes cidades e que tem vidas em rede sociais e que não são solitárias”, conclui Marina.

Marina Agostini – Artista Plástica
Mora e trabalha no Rio de Janeiro
PUC-RIO (2017) Pós-graduação em Arte e Filosofia
Parque Lage (2015) – Estudou com Charles Watson, Rafael Alonso, Fred Carvalho, Luis Ernesto e Guilherme Bueno
Estuda História da Arte com Marcos Pires Ferreira
Participou da coletiva da Geração Alpha na Galeria Toulouse – Rio de Janeiro – RJ (novembro 2016)
Participou com a obra Tempestade do XI Salão de Artes Victor Meirelles – Florianópolis – Santa Catarina (março/abril 2017)
Participou com a obra Angu do II Circuito Artes Búzios (abril 2017)
Participou da exposição abraço coletivo na festa de comemoração de um ano do Espaço Saracura (junho 2017)

Mauro Trindade – Curador
Mauro Trindade é professor adjunto de História e Teoria da Arte no Instituto de Artes da UERJ. Foi professor na Escola de Belas Artes da UFRJ, Estácio de Sá, Veiga de Almeida e nas pós-graduações da Uniflu e Angel Vianna. Como curador, realizou exposições em diversos espaços públicos e galerias, como Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Caixa Cultural, Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, Parque das Ruínas, Centro Cultural Justiça Federal e Palacete das Artes/Museu Rodin, na Bahia, além das galerias Movimento e Anita Malfatti. Foi colunista e crítico de música de concerto no Jornal do Brasil, chefe de redação da revista Manchete, chefe da sucursal da Revista Bravo! e colunista da revista História Viva, além de colaborar com as revistas especializadas Concinnitas (IART/UERJ), Arte & Ensaios (EBA/UFRJ), Convocarte (Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa) e Santa Art Magazine. Trabalhou ainda como repórter cultural nos jornais O Globo e Tribuna da Imprensa. Publicou os livros Wolney Teixeira: O sal da terra e Bidu Sayão: Uma biografia.

 

Serviço

Medianeras – Desenhos de Marina Agostini

As obras de Marina Agostini refletem a solidão urbana em desenhos de plantas baixas claustrofóbicas com o intuito de gerar uma atmosfera solitária em ambientes fechados. Os desenhos derivam do filme argentino Medianeras, que retrata a solidão nas grandes metrópoles derivada da arquitetura urbana dos prédios construídos nas cidades grandes.

Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas (R. Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa, Rio de Janeiro – RJ, 2215-0621)

Data: Abertura dia 05/08/17, visitação 06 a 28 de agosto de 2017

Horário: terça a domingo – 8h às 18h