Matheus VK lança EP “Purpurina”, com a proposta de carnavalizar a vida, com show a fantasia no Saara

O cantor e compositor Matheus VK lança o EP “Purpurina”, no próximo dia 21 de janeiro, com show pré-carnavalesco a fantasia no comércio do Saara, na esquina das ruas República do Líbano e Alfândega, às 10h da manhã. O EP, com sete músicas, mostra um novo momento da carreira de Matheus, com uma sonoridade contemporânea e eletrônica que flerta com a pista de dança, sem abandonar a pluralidade de estilos que sempre marcou o seu trabalho. “A Purpurina é libertadora. O carnaval é como deveria ser a vida, com pessoas verdadeiras, sendo elas mesmas, trabalhando pelo próprio prazer”, explica o artista, que propõe uma carnavalização do cotidiano. Por isso mesmo, a ideia de lançar “Purpurina” no Saara, aonde os cariocas se preparam para os dias de folia

O EP traz as canções inéditas “Retocada”, que é um bolero com um eu-lírico trans, “Desbunde”, um frevo eletrônico, “Purpurina”, uma homenagem ao disco “Realce”, de Gilberto Gil, e “Amor de Carnaval” um funk carioca estilo anos 90. Juntam-se a essas novas canções a Trilogia do Triângulo do Quadril, lançada no final do ano passado, que fala mais sobre a consciência corporal neste processo de carnavalização, com as músicas “La Malemolência”, “Pélvis” e “Movimento rebolático”.

Com exceção de “Amor de Carnaval”, que é uma parceria de Pedro Mann e Lucas Santanna, todas as canções do EP foram compostas por Matheus VK, algumas delas em parcerias, e produzidas por nomes fortes do setor hoje, no Rio, como Diogo Strausz, Pedro Bernardes (Wladimir Gasper), Carlos Trilha, Rafael Mike e Pedro Breder.

A ideia de carnavalizar a vida vem expressa na faixa-título, “Purpurina”, que fala sobre esse símbolo de liberdade. “A caretice é pura falta de coragem / Eu quero ver ousar na maquiagem / Purpurinar o dia / Pra viver a fantasia do mundo real”, diz trecho da letra, mencionando o próprio hábito de Matheus VK de estar sempre maquiado e da bateria que evoca a alegria além do carnaval.

‘Desbunde” surgiu de um papo no Facebook sobre as responsabilidades invocadas pelo open bar do Buraco da Lacraia com o músico mineiro João Bernardo, que ganhou a co-autoria da faixa. “É no desbunde que a gente não se confunde, desorganizando para organizar. Como diz trecho da letra, ‘Mesmo que afunde e tudo mude, o mundo vai melhorar’”, conta Matheus.

“Retocada” foi composta em parceria com a paraense Juliana Sinimbú e teve a participação, na gravação, da cantora Simone Mazzer. “Brinco com o eu-lírico feminino, coloquei-me como uma drag ou uma transexual chorando por um homem. É um bolero com violinos arranjados e executados pela Família Lima. Chamei a Simone para aumentar ainda mais a carga dramática.”

“Amor de Carnaval” é a primeira música que Matheus grava sem que seja uma composição própria. A música é da dupla Pedro Mann e Lucas Santanna e conta uma história de amor que se passa em um bloco de carnaval. “Mesmo em um ambiente lascivo, há espaço para o amor e o romantismo”, brinca Matheus. Nesta faixa, ele aproveitou para explorar seu encantamento com o funk carioca dos anos 90 que embalava os bailes da Orquestra Imperial, nos intervalos comandados por DJ Marlboro, quando ele estava chegando ao Rio, vindo de Minas Gerais. “Isso foi fundamental no meu processo de carioquização”, revela.

Além das canções inéditas, estão no EP as lançadas, ano passado, dentro da Trilogia do Triângulo do Quadril.  “La malemolência”, que teve clipe aeróbico, ganhou uma nova versão, produzida por Carlos Trilha, na qual foram usados apenas instrumentos e aparelhos de estúdio feitos até 1989. “Pélvis”, com clipe que exalta o amor em todas as suas formas, foi produzida por Rafael Mike, do Dream Team do Passinho, e Pedro Breder, responsável por hits de Anitta e Ludmilla. “Movimento rebolático” teve como parceiro Pedro Bernardes, aka Wladimir Gasper.

“Pélvis”, “Movimento rebolático” e “La malemolência” trabalham algumas questões fundamentais para a música de Matheus VK. O triângulo no centro do quadril que dá nome à trilogia é aonde está concentrada toda a energia do sexo. Estimular o público a mexer a pélvis, dançando, nos shows, é tão terapêutico, para o artista, quanto às sessões do tempos de consultório.

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