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novembro 14, 2018
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MAR abre expo assinada por Moacir dos Anjos com show de Jards Macalé

Dora Longo Bahia - Farsa - Delacroix (O MST guiando o povo)
Dora Longo Bahia - Farsa - Delacroix (O MST guiando o povo)

O Museu de Arte do Rio – MAR, sob gestão do Instituto Odeon, abre ao público “Quem não luta tá morto – arte democracia utopia”. Assinada por Moacir dos Anjos – um dos mais importantes curadores do país, com passagens pelas Bienais de São Paulo e Veneza – a exposição faz parte do programa curatorial para os cinco anos da instituição e reunirá mais de 60 obras de diversos suportes. O MAR é um centro atento às questões importantes para a sociedade brasileira, um lugar de reflexão e debate para temas como direito à habitação, violência urbana e contra a mulher, racismo e questões de gênero, entre outros.

“O pensamento utópico é essencialmente político. Ele enuncia e anuncia desigualdades muitas vezes fundantes de um contexto social específico. Confronta um conjunto de dispositivos institucionais e subjetivos mantenedores de uma situação onde o acesso a direitos vale somente para poucos e proclama a ideia de um mundo outro, organizado de forma mais paritária e justa. A condição para o exercício do pensamento utópico é, por consequência, a existência da democracia”, explica Moacir dos Anjos.

Sem ter pretensão de apresentar um panorama conclusivo, a mostra traz exemplos do pensamento utópico que marca a arte brasileira recente. Para apontar uma continuidade dos danos sofridos por parte da população, trabalhos artísticos realizados em momentos passados estarão também presentes na exposição. Ao lado deles, farão parte ainda da mostrapropostas e ações realizadas por grupos comunitários, associações e outras articulações da sociedade civil que visam a construção de estruturas de atuação política e social.

“Quem não luta tá morto – arte democracia utopia” terá sete trabalhos comissionados, como o de Virginia de Medeiros, que dá nome à mostra. Os coletivos Amò e #cóleraalegria, assim como Graziela Kunsch, Raphael Escobar, Traplev e Jota Mombaça completam o time de artistas que criaram trabalhos para a exposição, que traz ainda nomes consagrados como Anna Maria Maiolino, Claudia Andujar, Paulo Bruscky, Cildo Merieles, entre outros.

O debate, porém, não ficará restrito às galerias do museu. Para colocar em prática o projeto de expandir o diálogo, os arquitetos do Estúdio Chão criaram estruturas lúdicas que convidam o público a acessar os pilotis por cima do muro de vidro. No espaço aberto do museu, módulos de madeira se transformarão em arquibancadas para formar a Arena, onde acontecerão encontros, bate-papo com artistas e atividades da Escola do Olhar. Além disso, haverá uma convocatória para que coletivos ocupem o espaço com suas atividades.

Participantes: #cóleraalegria, Ailton Krenak, Aline Albuquerque, Amò (uma articulação coletiva integrada por Ana Lira, Marina Alves, Marta Supernova, Thais Rocha e Thais Rosa), Anna Maria Maiolino, Antonio Obá, Ayrson Heráclito, Bárbara Wagner, Benjamin de Burca, Cao Guimarães, Carlos Zílio, Cildo Meireles, Clara Ianni, Claudia Andujar, ColetivA Ocupação, Dalton Paula, Débora Maria da Silva, Dora Longo Bahia, Eduardo Coutinho, Emmanuel Nassar, Fábio Tremonte, Frente 3 de Fevereiro, Graziela Kunsch, Gustavo Speridião, Hélio Oiticica, Ivan Grilo, Jaime Lauriano, João Castilho, Jonathas de Andrade, José Rufino, Jota Mombaça, Laerte, Marcha das Vadias, Maria da Silva, Maria Thereza Alves, Matheus Rocha Pitta, Museu das Remoções, Paulo Bruscky, Paulo Nazareth, Paul Setúbal, Pedro David, Randolpho Lamonier, Raphael Escobar, Rivane Neuenschwander, Rosana Palazyan, Rosana Paulino, Rio de Encontros, Rosangela Rennó, Slam das Minas, Traplev, Vicent Carelli, Virgínia de Medeiros.

 

O Museu de Arte do Rio – MAR

Uma iniciativa da Prefeitura do Rio em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o MAR tem atividades que envolvem coleta, registro, pesquisa, preservação e devolução à comunidade de bens culturais. Espaço proativo de apoio à educação e à cultura, o museu já nasceu com uma escola – a Escola do Olhar –, cuja proposta museológica é inovadora: propiciar o desenvolvimento de um programa educativo de referência para ações no Brasil e no exterior, conjugando arte e educação com base no programa curatorial que norteia a instituição. O MAR é gerido pelo Instituto Odeon, uma organização social da Cultura, selecionada pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro por edital público. O museu tem o Grupo Globo como mantenedor.

A Escola do Olhar conta com patrocínio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, da Dataprev e One Health via Lei Municipal de Incentivo à Cultura. A Aliansce apoia as visitas educativas – Partiu MAR via Lei Rouanet. A Verde apoia o programa de Formação com Professores da Escola do Olhar via Lei Rouanet. A Vivo patrocina o programa de cultura MAR de Música 2018 através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O MAR conta também com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, e realização do Ministério da Cultura e do Governo Federal do Brasil por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Serviço

Entrada: R$ 20 I R$ 10 (meia-entrada) – para pessoas com até 21 anos, estudantes de escolas particulares, universitários, pessoas com deficiência e servidores públicos da cidade do Rio de Janeiro. O MAR faz parte do Programa Carioca Paga Meia, que oferece meia-entrada aos cariocas e aos moradores da cidade do Rio de Janeiro em todas as instituições culturais vinculadas à Prefeitura. Apresente um documento comprobatório (identidade, comprovante de residência, contas de água, luz, telefone pagas com, no máximo, três meses de emissão) e retire o seu ingresso na bilheteria. Pagamento em dinheiro ou cartão (Visa ou Mastercard).

Bilhete Único: R$ 32 – R$ 16 (meia-entrada) para cariocas e residentes no Rio de Janeiro, mediante apresentação de documentação ou comprovante de residência comprobatórios. Serão considerados documentos comprobatórios aqueles que contenham o local de nascimento, tais como RG, carteira de habilitação, carteira de trabalho, passaporte etc.  Serão considerados comprovantes de residência os títulos de cobrança com no máximo 3 (três) meses de emissão, como serviços de água, luz, telefone fixo ou gás natural, devidamente acompanhado de documento oficial de identificação com foto (RG, carteira de habilitação, carteira de trabalho, passaporte etc.) do usuário.

Política de gratuidade: Não pagam entrada – mediante a apresentação de documentação comprobatória – alunos da rede pública (ensinos fundamental e médio), crianças com até 5 anos ou pessoas a partir de 60, professores da rede pública, funcionários de museus, grupos em situação de vulnerabilidade social em visita educativa, Vizinhos do MAR e guias de turismo. Às terças-feiras a entrada é gratuita para o público geral.

Terça a domingo, das 10h às 17h. Às segundas o museu fecha para o público. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (55 21) 3031-2741 ou acesse o site www.museudeartedorio.org.br.

Endereço: Praça Mauá, 5 – Centro.

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