Manouche abre as cortinas com show de Bebel Gilberto

Localizado no subsolo da Casa Camolese, novo espaço será palco intimista para as artes no Rio de Janeiro

Manouche – cigano, boêmio, nômade; estilo de jazz cigano. Termo em francês que remete a liberdade, pluralidade e quebra de padrões. Assim foi concebido o “clube intimista de artes” Manouche, que será inaugurado dia 05 de abril, quinta-feira, no subsolo da Casa Camolese. 

 

Bebel Gilberto será a atração de estreia. Em visita ao país em meio às gravações de seu novo disco em Nova Iorque, onde mora há anos, a cantora se apresenta de 05 a 07 de abril (serviço completo abaixo). No repertório, além de seus sucessos, versões de “Harvest Moon”, de Neil Young, e “Creep”, do Radiohead.

 

O pernambucano Otto, em versão power trio inédita no Rio (dias 13 e 14), a festa La Pompe (dia 21), inspirada no jazz cigano, dos mesmos produtores da Jazz Ahead, e um cabaré burlesco criado especialmente para o clube pelas cantoras Silvia Machete e Simone Mazzer (dias 27 e 28) são outras atrações de abril. O jazzista americano Stanley Jordan se apresenta em 09 de junho.

 

Com capacidade para 95 pessoas sentadas ou 150 em pé, o ambiente traz uma atmosfera de intimidade, em que o público fica bem próximo ao palco. O décor segue o clima, com mesinhas de bistrô, cortina de veludo e um bar de onde sai a alta coquetelaria pela qual a Casa Camolese é conhecida.

 

O espaço foi criado para abrigar, além de shows, projetos experimentais e outras formas de expressão artística, sejam projetos “lado B” de artistas consagrados ou novos nomes que começam a se destacar na cena cultural.  Enquanto os projetos do restaurante e da cervejaria Camolese, assinados por Bel Lobo, têm como mote a amplitude e transparência do galpão de vidro com vista para a pista do Jockey, o Manouche foi propositalmente montado no subsolo –  e literalmente cavado na terra durante a obra.

 

“A ideia é que se desça as escadas e deixe do lado de fora um tanto do pragmatismo.  Teremos um palco multifacetado, com shows, teatro, performances, poesia, exibição de filmes e, eventualmente, algumas das melhores festas da cidade, porque como dizia Pina Bausch, dancemos, caso contrário estamos perdidos”, diz Cello Camolese, sócio do local junto com o artista Vik Muniz.

 

O clube é a verve artística que completa o “mix de deleites” da Casa Camolese, onde Cello, que é músico, reúne num só lugar suas paixões e a história de sua trajetória profissional – restaurante, cervejaria artesanal, alta coquetelaria e, agora, espaço para as artes. Ele foi dono dos bares Jungle, Brancaleone e do Grazie a Dio, em São Paulo, do 00 e 69, no Rio, além de ser um dos fundadores da cervejaria Devassa e do restaurante Zazá Bistrô.  

 

“O espaço pequeno, íntimo, permite um elogio à palavra”, completa a produtora cultural Alessandra Debs, que assina a programação junto com Cello e curadores convidados. “Quando penso no nosso ‘clubinho’, como gostamos de chamá-lo nos bastidores, me lembro da Patti Smith recitando seus poemas em Nova Iorque, nos anos 70, acompanhada apenas de sua guitarra, e no que quanto esta simplicidade é tão visceral quanto arrebatadora. Nos próximos meses teremos a palavra como objeto de desejo explícito nas nossas noites, como o espetáculo do elogiado grupo paulista Trovadores do Miocárdio, com textos e canções, de Leonard Cohen à Maysa, que tem amor como tema; projetos especiais como o ‘Outras maneiras de se usar a boca’, cujo mote é a arte erótica em poemas, músicas e imagens; e ainda o Música PraFalar Brasileira, de Bruno Levinson e Rodrigo Penna, em que grandes personalidades da música brasileira contam sua história em entrevistas”.

 

Outras atrações que estão por vir são o espetáculo de Pedro Luís e Bianca Ramoneda sobre Manoel de Barros já apresentado no projeto Inusitado, de André Midani, e shows também criados para o espaço, como Toni Platão fazendo uma viagem pelo blues brasileiro e o artista visual e músico Cabelo cantando Nelson Gonçalves.

 

Enquanto mantém do lado de dentro o clima de exclusividade, o clube fará streaming dos espetáculos em suas mídias sociais, com imagens captadas por câmeras em HD e edição na hora, que virarão programas de seu canal no youtube.

 

Manouche – Rua Jardim Botânico, 983, subsolo – Jardim Botânico – Rio de Janeiro.

 

Show de Bebel Gilberto

Data: de 05 a 07 de abri, quinta a sábado

Horário: 21h (abertura da casa às 20h)

Preço: R$ 200 (integral), R$ 120,00 (com um quilo de alimento não perecível), (R$ 100 meia entrada)

Classificação: 18 anos

Venda de ingresso: Casa Camolese, Rua Jardim Botânico, 983 – Jardim Botânico. Todos os dias, das 12h às 23h. Telefone: 99239-4969.

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