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dezembro 17, 2018
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Maitê Proença em “A Mulher de Bath”

foto: Daniel Chiacos e Matheus José Maria
foto: Daniel Chiacos e Matheus José Maria

“Se não houvesse em toda a Terra imensa, autoridade além da experiência, a mim isso seria suficiente, pra fazer um relato contundente, das mazelas da vida de casado.” Assim se apresenta ao público A Mulher de Bath, mulher dos ainda medievais anos 1380, que  já enterrou cinco maridos e, fogosa e cheia de vida, está em busca do sexto.

Depois de duas temporadas seguidas em São Paulo, no Sesc Bom Retiro e no Teatro FAAP, Maitê Proença traz ao Rio a peça escolhida para comemorar seus 40 anos de carreira e 60 anos de vida, e também os 80 anos do diretor Amir Haddad.

A MULHER DE BATH é uma mulher libertária, à frente de seu tempo, e não teme dizer o que pensa. Ela é uma das figuras basilares da literatura ocidental, precursora de Shakespeare e do indivíduo moderno.

O texto é do escritor e filósofo inglês Geoffrey Chaucer (1343-1400), reconhecido como o pai da literatura inglesa, e faz parte de sua obra inacabada “Os Contos da Cantuária”,publicada pela primeira vez em 1475 e tida como uma das mais importantes da literatura inglesa e um clássico da literatura mundial. A tradução, de José Francisco Botelho, foi indicada ao Prêmio Jabuti e já é considerada uma referência contemporânea na tradução de Chaucer.

A ATUALIDADE DO TEXTO
“É um texto de interesse universal. Uma mulher falando dos jogos e artimanhas do amor, das guerras infernais no casamento, do sexo e suas armadilhas, das diferenças entre homens e mulheres, da necessidade da soberania feminina, de seu pleito por liberdade. São as mesmas questões de hoje. Ele foi surpreendente em sua época, e continua a surpreender agora”, conta Maitê Proença, atriz e idealizadora do projeto.

“Chaucer teve a audácia e a graça de colocar essa história, que nós transformamos em teatro, na boca de uma mulher, uma viúva libertária. Uma mulher que ama a vida, a alegria, o riso, o sexo, os homens, a diversão. A mulher de Bath é profundamente religiosa e tudo o que faz justifica pela Bíblia. Nela, o sagrado e o profano convivem perfeitamente. Isso resulta divertido e cômico.”, continua Maitê.

SINOPSE
Numa taberna qualquer, à beira de uma estrada, em plena Inglaterra medieval, uma mulher experiente, bem humorada e de franqueza desconcertante conta a história de sua vida: seus cinco maridos e a vida sexual, suas paixões, seus rancores e vinganças, seu profundo conhecimento dos homens e da alma humana. Sem poupar a ninguém, nem a si própria, fala das coisas como são, de forma irreverente e direta.

A MONTAGEM – O TEXTO EM VERSOS
Inédito nos palcos brasileiros, o texto conta com tradução de José Francisco Botelho, que buscou inspiração na poesia popular brasileira – do repente nordestino à trova gaúcha – para reviver a exaltação e a grandeza da Idade Média, em versos inspirados no cancioneiro popular e na poesia oral do interior do Brasil.

A montagem tem como marca a contemporaneidade do pensamento teatral de Amir Haddad, aproximando o público dos atores de forma direta e sem mistérios. Tudo está à mostra: a preparação da cena, o jogo de luz, a operação do som. A proposta é perseguir a simplicidade e dialogar com todo tipo de público.

A trilha da peça é operada em cena pelo ator e músico Alessandro Persan, que interage com a atriz e também participa, junto com ela, da movimentação dos objetos e das mudanças de ambientação. Os elementos da cena são rearrumados pelos atores para criar ambientes típicos da época: tabernas, alcovas, igrejas.

A PARCERIA DE MAITÊ PROENCA E AMIR HADDAD
Maitê Proença e o diretor Amir Haddad tiveram seu primeiro encontro profissional em 2012, na peça As Meninas – Prêmios APTR Melhor Autor (Maitê e Luiz Carlos Góes), Melhor Atriz (Patrícia Pinho) e Melhor Figurino (Beth Filipecki) – seguido de À Beira Do Abismo Me Cresceram Asas, em 2014 – Prêmio APTR Melhor Atriz para Clarisse Derziê.

SERVIÇO:
Temporada: de 20 a 29 de julho de 2018
Horários: sexta e sábado às 20 horas; domingo, às 19h
Ingresso: Plateia inferior e balcão: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
Valor promocional para a sessão de estreia (20 de julho): R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)
Duração: 70min
Capacidade: 642 lugares
Classificação indicativa: 16 anos
Local: Imperator
Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier
Tel: (21) 2597-3897
http://www.imperator.art.br/

FICHA TÉCNICA
Texto: Geoffrey Chaucer
Tradução: José Francisco Botelho
Adaptação: Maitê Proença
Direção: Amir Haddad
Com: Maitê Proença
Participação do ator e músico: Alessandro Persan
Cenário: Luiz Henrique Sá
Figurino: Angèle Froes
Adereços: Marcilio Barroco
Iluminação: Vilmar Olos
Preparadora Corporal: Marina Salomon
Assistente de direção: Alessandro Persan
Trilha Sonora: Alessandro Persan
Camareira: Naná Nascimento
Fotos divulgação: Daniel Chiacos e Matheus José Maria
Fotos de cena: Sabrina Moura e Matheus José Maria
Mídias Sociais: Rafael Teixeira
Projeto Gráfico: Fabio Arruda e Rodrigo Bleque (Cubículo)
Idealização: Maitê Proença
Produção : Jaqueline Roversi (Amor&Arte Produções)
Direção de Produção: Maitê Proença
Realização: M. Proença Produções Artísticas Ltda.

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