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junho 16, 2019
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Luiz Ruffato participa de debate no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro

Autor assistirá ao espetáculo “Naquele Dia Vi Você Sumir”, inspirado eu seu premiado livro “Eles eram muitos cavalos”, nesta quinta-feira, dia 6

Autor premiado, Luiz Ruffato virá ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira, dia 6 de setembro, para participar de debate após a apresentação da peça Naquele Dia Vi Você Sumir, em cartaz no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil/RJ até o dia 14 de outubro. O novo trabalho assinado pelo AREAS Coletivo é inspirado no primeiro romance do escritor Luiz Ruffato, “Eles eram muitos cavalos”, publicado em 2001 e vencedor de vários prêmios como o Troféu APCA da Associação Paulista de Críticos, prêmio Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional e prêmio Herman Hesse, na Alemanha.

Assim como na obra original, a adaptação levada à cena se desenrola durante um dia na vida de alguns personagens inspirados no livro. São pessoas em situações limite de medos e fragilidade, porém, marcadas por um desejo real de vida. A montagem se ampara no processo coletivo e colaborativo do grupo que, seguindo a proposta de integração, convidou os atores Giordano Castro e Pedro Wagner, do Grupo Magiluth, de Pernambuco, para integrarem o elenco ao lado de Camila Márdila e Miwa Yanagizawa.

Ao longo da temporada carioca haverá um intercâmbio com o Grupo Código, de Japeri, com o objetivo de criar intervenções artísticas nas áreas comuns e públicas do CCBB.

“Essa é uma peça coletiva, onde o corpo e a palavra ditam os acontecimentos da cena. Não há elementos excessivos, tampouco recursos materiais, os signos e a própria dramaturgia estão ancorados nas presenças, nos corpos e vozes do elenco”, diz Camila Márdila, integrante do Areas.

AREAS Coletivo
O AREAS Coletivo é formado por Camila Márdila, Liliane Rovaris, Maria Silvia Siqueira Campos e Miwa Yanagizawa. Criado em 2012, o grupo realiza espetáculos teatrais de criações colaborativas e fomenta um estudo continuado da cena em oficinas, residências e intercâmbios com principal interesse nos indivíduos – seus afetos, suas histórias, memórias e modificações – e suas inter-relações na sociedade. Mantém como atividade periódica de formação a oficina “Estudo para o ator: a Escuta”. Com inúmeras edições em diferentes estados do Brasil.

Em Junho de 2018, iniciou os projetos “Cenas Abertas”, um estudo de processos criativos compartilhado com o espectador, e “A Escuta Aberta”, um programa de encontros em que convidados de distintos campos de atuação dividem suas pesquisas e experiências, colaborando para a expansão da escuta no estudo do ator. Seu primeiro ciclo foi integrado por: Leno Veras, curador e comunicólogo, e Karen Akerman, cineasta e montadora.

O coletivo realizou os seguintes trabalhos, dentre outros: “BREU”, com texto de Pedro Brício (2012/13), “Minha vida está em meus versos” , a partir dos poemas de Wislawa Szymborska (2013), “Urgente” , em parceria com a Cia Luna Lunera (2016) e “ Plano sobre Queda”, com texto de Emanuel Aragão (2015-2017). Em  2017 ocupou o Sesc Ipiranga – SP, dentro do projeto Contaminações, com oficinas, residência e performances, a partir do livro “Eles eram muitos cavalos” de Luiz Ruffato.

Mais informações: https://www.areascoletivodearte.com/

O livro
Eles Eram Muitos Cavalos completou 15 anos em 2016. Foi vencedor dos prêmios APCA e Machado de Assis e está publicado em mais de dez países. Estruturado em 69 episódios, retrata um dia da cidade de São Paulo, onde seus habitantes seguem realizando pequenos e grandes feitos cotidianos, protagonistas de uma narrativa subterrânea que representa, ao fim, o próprio tecido das grandes cidades.

Nas palavras de Ruffato: “O que leva alguém a se interessar pelo livro? Talvez o que mais esteja presente é uma questão transcendente… o que importa é tentar compreender o ser humano, buscando a coisa que mais nos interessa: a felicidade. Não importa em que lugar do mundo você esteja, nem sua classe social, o que está presente são as várias possibilidades (ou impossibilidades) de ser feliz”.

O romance é uma obra de experimentação da forma literária que, em seu trânsito de focos narrativos (cartas, anúncios, depoimentos, listas, imagem, diálogos), coloca o leitor em movimento constante.

SINOPSE

É véspera de dia das mães no ano de 2002. Quatro pessoas têm as suas trajetórias alteradas a partir de suas relações com o outro e a cidade. Inspirado no livro “eles eram muitos cavalos”, de Luiz Ruffato.

FICHA TÉCNICA

Criação e Direção: AREAS Coletivo

Dramaturgia: Ismael Caneppele, Liliane Rovaris, Camila Márdila, Miwa Yanagizawa, Giordano Castro e Pedro Wagner

Elenco: Camila Márdila, Giordano Castro Liliane Rovaris, Miwa Yanagizawa e Pedro Wagner.

Assistente de direção: Juliana Lohmann
Som: Azul e Chad Chalhoub
Programação Visual: Bruno Drolshagen
Cenário: Areas Coletivo
Direção de arte: Yumi Sakate e Areas Coletivo
Figurino: Yumi Sakate
Fotografia: Renato Mangolin
Desenho de luz: Beto Bruel
Consultoria técnica: Bruno Girello 

Equipe Quintal Produções
Direção Geral: Verônica Prates
Coordenação Artística: Valencia Losada
Produção Executiva: Thiago Miyamoto
Assistência de Produção: Eduardo Alves e Nely Coelho 

SERVIÇO:

NAQUELE DIA VI VOCÊ SUMIR

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro. Tel.: 3808 2020.
Temporada: 15 de agosto a 14 de outubro de 2018.
Horário: Quarta a domingo às 19h30
Ingressos: R$ 30,00 / R$ 15,00
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos.
Gênero: drama
Capacidade: 70 lugares
A bilheteria funciona de quarta a segunda, das 9h às 21h.

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