Luiz Machado leva Nefelibato com sua atuação visceral ao Teatro Glaucio Gil

Monólogo é dirigido por Fernando Philbert com supervisão de Amir Haddad 

foto: Ricardo Brajtermann
foto: Ricardo Brajtermann

Era o ano de 1990, e o país voltava a ter um governo eleito democraticamente. A inflação galopante exigia medidas drásticas. A saída da nova equipe econômica foi confiscar parte da caderneta de poupança da população. Tal medida levou milhares de brasileiros ao desespero e à bancarrota. Muitos enlouqueceram. Esse é o caso de Anderson, que amargou outras perdas em sua vida: seu negócio (uma agência de viagens), um ente querido e um grande amor. Isso tudo leva-o a perambular pelas ruas. Esse andarilho é a figura central de Nefelibato, monólogo de Regiana Antonini que Luiz Machado leva à cena para celebrar seus 20 anos de carreira. A montagem tem direção de Fernando Philbert, supervisão de Amir Haddad e reabriu, em 2016, o porão da Casa de Cultura Laura Alvim. Findas as sessões, era comum o ator receber, demorados abraços do público, emocionado com sua entrega cênica. Esse trabalho, tido por muitos como visceral, poderá ser visto num outro palco : o do Teatro Glaucio Gil, em Copacabana, onde cumpre, a partir de 3 de agosto,  sua terceira e curta temporada na cidade.

O quanto de loucura é necessário para o ser humano não perder a própria vida? Essa pergunta perseguiu o diretor Fernando Philbert ao longo do processo da montagem. “Quis tratar do instinto de sobrevivência que o ser humano tem e que ele esquece que tem”, salienta o diretor antes de chamar a atenção para um certo grau de consciência que o personagem tem de sua condição: “Para anão se matar ou matar alguém ele vai para a rua. Viver na rua é o caminho que ele encontrou para continuar vivo”. Anderson é alguém que vive situações limite.  Um equilibrista no fio tênue entre lucidez e  loucura, vida e poesia.

Luiz Machado:
Luiz Machado formou-se ator pela Universidade do Rio de Janeiro (Uni-Rio) em 1994. No teatro, trabalhou em 32 peças, tendo produzido quatro delas. Nesse meio, trabalhou com grandes nomes como João Bethencourt (de quem foi também assistente em “Como matar um playboy”), Maria Clara Machado, Domingos Oliveira (com quem trabalharia também na TV e no cinema) e João Fonseca, entre outros. Na TV, integra a segunda temporada da série “Magnifica 70” (HBO), com direção de Claudio Torres, e está no ar na série “Família imperial”, co-produção do Canal Futura com a TV Globo e direção de Cao Hamburguer. Só nesta última emissora, atuou em mais de 30 produções, entre novelas (“Flor do Caribe” e “América”), humorísticos (“Zorra total”, “A grande família”, “A diarista”e  “Sob nova direção”, entre outros) e seriados. Atuou também em cinco novelas da Record (“Poder paralelo” e “Chamas da vida”, entre outras)  e em filmes como “Paixão e acaso”, de Domingos Oliveira, “Transeuntes”, de Eric Rocha e “Nosso lar”, de Wagner de Assis, baseado na obra homônima de Chico Xavier.

Ficha técnica:
Texto: Regiana Antonini
Interpretação: Luiz Machado
Supervisão artística: Amir Haddad
Direção: Fernando Philbert
Cenografia e figurino: Teca Fichinski
Iluminação: Vilmar Olos
Direção de movimento: Marina Salomon
Preparação vocal: Edi Montechi
Assistência de direção: Alexandre David
Design gráfico: Claudio Sales
Direção de produção: Joaquim Vidal
Realização: LM Produções Artísticas e Melhor a Doi2

Serviço:
Temporada: de 03 de Agosto (estreia) a 31 de agosto
Local: Teatro Glaucio Gil (Praça Cardeal Arcoverde, S/N Copacabana Tel: 23327904)
Dias e horários: Quinta, às 21h
Ingressos:  R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Venda Online: www.ingressorapido.com.br
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos
Lotação: 103 lugares
* O Teatro Glaucio Gil é um espaço da Secretaria de Estado de Cultura / FUNARJ