26.9 C
Rio de Janeiro
novembro 15, 2018
Teatro & Dança

Luciana Coutinho volta aos palos em“Solidão , Que Nada” no Teatro Candido Mendes

Com texto de Hugo Leandro e produção da própria Luciana, a peça conta a história de Clarisse, uma mulher que vive em um mundo solitário coberta de frustrações. “Solidão, Que Nada!”, estreia 03 de agosto e permanece em cartaz até o dia 09 de setembro, sextas e sábados, às 20h e domingo às 19h, no Teatro Candido Mendes, em Ipanema.

Falar de solidão dentro de um contexto social onde as relações estão se mecanizando devido ao excessivo uso de aparelhos digitais e o advento das redes sociais é quase imprescindível se quisermos entender as novas conjunturas sociais que estão se construindo neste século digital, onde o contato físico que gera intimidade e fortalece as relações vem sendo fortemente impactado.

“Solidão, que nada” conta a história de Clarice (Luciana Coutinho), uma mulher que vive em sua casa no seu mundo solitário e coberta de frustrações. No dia do seu aniversário de 40 anos, ela recebe uma visita inesperada de Magali (Roberta Novaes), que não por acaso, surge para ajudá-la a se encontrar e se libertar. Um encontro marcado por muitos risos, confusões, emoções e descobertas.

O espetáculo trata deste assunto tão atual e premente, e marca a volta aos palcos da atriz Luciana Coutinho, mostrando que seu brilho vai além da comédia ao nos presentear com sua verve dramática e seus talentos musicais.

Dividir o palco com a atriz Roberta Novaes é também um brinde à vida off-line (tempo em que Luciana se dedicou a maternidade). Além de serem colegas de profissão, a razão de levarem este projeto à diante é uma real celebração à amizade.

A ideia de fazer o espetáculo partiu de Roberta Novaes, que em tempos de Candinha e Mulher da Toalha do“Zorra Total” mostrou-se fã e interessada nas personagens que Luciana representava na TV. A partir desse momento, ela realizou o grande sonho: estudar teatro e se tornar atriz. Por ironia do destino, fez um Workshop ministrado e dirigido por Luciana e uma grande amizade acabou surgindo. Foi então que Roberta convidou Luciana para o papel de Clarice, na peça “Solidão, que nada”, de Hugo Leandro.

CARREIRA DE LUCIANA COUTINHO
Desde cedo Luciana Coutinho demostrou que sua vida seria voltada para as artes. Iniciou sua carreira na década de 80 participando de diversos cursos de atuação no Tablado, Casa de Artes Laranjeira (CAL), e de lá para cá não parou mais. Fez vinte e três comerciais, desfiles, treze peças teatrais, vários espetáculos de dança, quatro novelas, uma minissérie e programas humorísticos.

No Teatro, trabalhou com Carlos Wilson (Damião) em “Os três mosqueteiros” (1988) e em “A Revolução Francesa” (1989), com Domingos Oliveira em “Testemunhas da Criação” e com Ary Fontoura em “Corra que Papai vem ai” (de 1993 a 2000, sete anos em cartaz). Nos anos de 2000 e 2001 atuou na comédia “Um Pijama para Seis” e em 2002 foi dirigida no teatro por Marília Pera na peça “A Filha da…”

Em 2006 e 2007 fez sucesso com a comédia “Marido de Mulher Feia tem Raiva de Feriado” do consagrado autor, diretor e ator Ary Fontoura no papel da divertida “Paraguaçu Irajá”. Em 2008 e 2009, com direção de Cininha de Paula, viveu a Catarina no “O Nosso amor a gente inventa”.

Sempre dedicada às crianças, esteve em cartaz no Teatro Leblon e no Teatro Vannucci interpretando uma menina de 07 anos no musical de sapateado infantil “Com Brinquedo só se Brinca” (2004) e nessa mesma época atuou na peça adulta “Roleta-Viver, Amar ou Morrer” (2004), direção de Gaspar Filho.

Fez sua estreia na TV na Rede Globo no programa “Viva o Gordo” (1996), “Os Trapalhões” (1992 e 1993), mais tarde teve participações em novelas, minisséries e programas humorísticos da emissora como a novela “Quatro por Quatro” (1994), minissérie “Decadência” (1995) e a novela “O Fim do Mundo” (1996). Tornou-se conhecida do grande público em 1999 ao figurar no humorístico “Zorra Total”, a convite do diretor Mauricio Sherman. Lá Luciana destacou-se com divertidas personagens como “Candinha”(De 1999 a 2007), mulher do Nerso da Capitinga, a sensual personagem “D. Sinara, a mulher enrolada” (2004 e 2005), a “Julieta” (2006) do quadro “Esquentando a relação”. Luciana ainda emprestou sua voz para a engraçada cobrinha do quadro “Adão e Eva” (2006).

Luciana coordena desde abril de 2003, variadas oficinas no Espaço Cultural Luciana Coutinho. Além de coordenar seu espaço, dirige diversas peças e desfiles, desenvolvendo também um projeto com crianças e adolescentes carentes: “SONHO CULTURAL ASSOCIAÇÃO CIVIL”. Seu objetivo é prepará-los para o mercado de trabalho, oferecendo ensino e oportunidade.

Em abril de 2007, Luciana foi condecorada “Comendadora”, recebendo assim na Câmara Municipal do Rio de Janeiro a “Medalha Pedro Ernesto” pelo seu Projeto Social. Já em 2012, recebeu também a “Medalha Chiquinha Gonzaga”.

Atualmente faz aulas Yoga, de Ballet Clássico e alongamento com o mestre Jean Marie e dirige diversos espetáculos do Sonho Cultural entre eles “O Amor tem dessas coisas” no Teatro de Bolso Sonho Cultural (Criação de Ricca Barros e Luciana). Em abril de 2014 fez a direção da leitura dramatizada de “O Bem Amado”, de Dias Gomes, no Ciclo de Leituras do SATED-RJ. De março a maio deste mesmo ano viveu Cícera, mãe do Ben, ator principal da novela Malhação.

No período de 2015 a 2018, dirigiu e produziu vários espetáculos da CIA Sonho Cultural no Teatro de Bolso Sonho Cultural, como “Marinheiro Só Ares”, de Ricca Barros, “Apenas mais uma de Sertão”, “Muita sogra pra pouco genro”, “Um caso funebre”, entre outros. Em janeiro de 2016, fez a Oficina de Corpo com Duda Maia.

Em 2018 após curtir a maternidade, a atriz volta aos palcos na companhia da atriz Roberta Novaes no espetáculo “Solidão, que nada”.

FICHA TÉCNICA
Elenco: Luciana Coutinho & Roberta Novaes
Encenação e direção musical: Adren Alves & Ricca Barros
Texto: Hugo Leandro
Preparação corporal & Stand In: Caroline Monlleo
Iluminação: Rodrigo Maciel
Programação Visual Telma Penteado
Figurino e cenário: Heloisa Stockler
Produção: Sonho Cultural

SERVIÇO
Local:Teatro CÂNDIDO MENDES
Data: 3 DE AGOSTO A 9 DE SETEMBRO
Horário: SEXTA E SABADO ÀS 20H e DOMINGO AS 19H
DOMINGO ÀS 19H

Ingresso:
inteira:R$ 50,00
Meia:R$ 25,00

Tempo de Duração: 60.MIN
Classificação: 12 ANOS

Posts relacionados

‘Mercedez com Z’ em única apresentação no Teatro Riachuelo

Redação

“Rio de Histórias” reestreia no Teatro Municipal Café Pequeno, no Leblon

Redação

‘Senhora dos Afogados’, de Nelson Rodrigues, estreia no Teatro XP Investimentos

Redação

1 comentário

Teatro Guararapes ganha apresentação da peça "Tudo Bacana!" - Sopa Cultural agosto 9, 2018 at 00:45

[…] Leia >>> Luciana Coutinho volta aos palos em“Solidão , Que Nada” no Teatro Candido Mendes […]

Resposta

Deixe um comentário