Home Livros Alfredo Galhões, músico e gastrônomo, estreia na ficção com o livro “Entre a agulha e a navalha”

Alfredo Galhões, músico e gastrônomo, estreia na ficção com o livro “Entre a agulha e a navalha”

por Redação
Alfredo Galhões

Alfredo Galhões

“Entre a agulha e a navalha” é o título do primeiro romance de Alfredo Galhões, carioca que atuou durante anos como músico e arranjador de artistas da MPB. E após uma bem sucedida incursão no mundo da gastronomia, quando esteve à frente de cozinhas de vários restaurantes brasileiros até abrir seu próprio restaurante em Portugal, fechado por causa da pandemia, Galhões se lança como escritor neste livro que nos transporta ao Rio de Janeiro da década de 1960. Com prefácio de Nei Lopes e editado pela renomada editora Chiado Books, o livro será lançado na livraria Blooks (em Botafogo), no dia 17 de dezembro, às 19h.

O Livro

O cenário é a Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro, na década de 1960. Neste romance repleto de humor, os tipos que trabalham e comandam as noites de jogatina e luxúria se mostram por inteiro. Num triângulo amoroso bem atípico, a costureira, o porteiro do edifício e o dono das calçadas da Lapa se entrelaçam. A disputa pelos pontos de carteado e prostituição é acirrada e ocorre em meio à turbulência das três paixões que se revelam.

A narrativa flui, em boa parte, através do linguajar dos malandros da época. A Lapa é desnudada. Seus pontos turísticos e ruas principais são vistos por outro prisma. Serão o palco para cenas muito dramáticas: de lutas pelo poder, assédios e conquistas. Os bares e casas noturnas abrem as portas para os que desejam escolher um dos dois caminhos da diversão: um trilha em busca do prazer e vaidade; o outro, tão contrastante, vai ao encontro do desejo de apreciar a beleza histórica e a alegria contagiante da Lapa.

E qual foi a inspiração para ter a Lapa carioca como cenário? Muito do que escreveu, escutou dos antigos, dos mais velhos que fizeram as suas rondas pelas calçadas da Lapa. “Algumas histórias foram mesmo sussurradas pelos soturnos aproveitadores da noite, malandros que para muitos se encontravam em decadência, perdidos e inúteis num hiato temporal. Por esta razão os personagens carregam a malemolência da boemia da década de 1960, as gírias, o modo de encarar a vida e almejam se equilibrar entre a pureza das paixões e o submundo vil que os entorpecem.”  – diz Galhões.

Matérias relacionadas

Deixe um comentário