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junho 25, 2019
Livros

Jorge Maranhão lança livro sobre a influência do barroquismo no Brasil

O Brasil passou por uma grande reviravolta, quando se fala de política, nos últimos anos. O brasileiro deixou de ser um eleitorado que beira a omissão para uma total polarização ideológica. Esse é o tema que o escritor e empreendedor social Jorge Maranhão trata no livro Destorcer o Brasil: De Sua Cultura de Torções, Contorções e Distorções Barroquistas (Ibis Libris).

O autor defende a tese de que o Brasil chegou a um estágio que não anseia apenas por mudanças políticas, mas sim, por alterações em todo o complexo cultural, inclusive no comportamento social da própria cidadania, desde as manifestações de 2013. Jorge acredita que essa nova maneira de pensar e se posicionar vem surpreendendo até mesmo os analistas políticos, defendendo a hipótese de que para compreender o que está por vir a partir de 2019, há a necessidade de se refletir mais profundamente sobre toda a cultura brasileira, debate que deverá ocorrer, para além das redes sociais, nos espaços mais analíticos das mídias tradicionais.

O autor foi convidado para abrir um ciclo de conferências na Academia Brasileira de Letras sobre o tema durante este mês de novembro, pois o que está acontecendo no Brasil não é apenas uma mudança de governo, mas uma mudança de paradigma cultural desde que a cidadania foi às ruas. Acesse em https://youtu.be/UNmG_LsNRN8

Maranhão acredita que a mentalidade barroquista tem transbordado para todo o nosso complexo cultural sem o balizamento que não tivemos da Renascença e do Iluminismo. E defende a ideia de que a recente contorção ideológica que o país tem passado é a demonstração de algo mais profundo: o esgotamento do barroquismo, quando acaba a era da vã retórica a fim de inaugurar a era da razão e do bom senso iluminista.

O barroquismo brasileiro espelha outras características já intrínsecas da população do qual não se dá conta, como a forma de se comunicar. O autor afirma que piadas em torno da falha de comunicação entre brasileiros e portugueses é um exemplo desse barroquismo, pois os lusíadas levam a linguagem ao pé da letra, enquanto os brasileiros permanecem com uma linguagem carregada de figuras retóricas.

Neste processo de mudança de paradigma cultural, os jornalistas são decisivos pois podem “distorcer ou destorcer” o relato dos fatos. Não resta dúvida de que sua cobertura das manifestações da cidadania nos últimos anos, para além do cotidiano de Brasília que nada traz de novo, foi decisiva.

“Para tanto seria bem mais promissor alargarmos os horizontes para vislumbrar esta mudança do paradigma cultural, pois nosso futuro permanece comprometido com a persistente presença de nosso passado barroco”, afirma Jorge Maranhão.

O próprio título do livro é um jogo de palavras tão ao gosto dos barrocos, entre destorcer e distorcer. E a proposta de ação para a mídia brasileira ao final do livro passa a mensagem de que o fim dessa era pode trazer um novo rumo para o Brasil. Desfazer toda a torção, retorção, contorção e distorção entre público e privado pode levar a inauguração da República, ainda que tardia, pelos próprios cidadãos, que o autor chama de “Agentes de cidadania”, jamais pelos políticos profissionais.

Serviço

Destorcer o Brasil: De sua Cultura de Torções, Contorções e Distorções Barroquistas
Autor: Jorge Maranhão
Editora: Ibis Libris
Edição: 1ª
Páginas: 400
Formato: 16 x 23 cm.
ISBN: 978-85-7823-319-8
Preço: R$ 60,00
Lançamento: dia 29/11, 19h30, na Livraria da Travessa – Shopping Leblon (RJ)

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