Irina no Mezanino do Sesc Copacabana

Irina - Raquel Iantas (foto: Guga Melgar)
Irina - Raquel Iantas (foto: Guga Melgar)

Irina, solo apresentado por Raquel Iantas, que estreia dia 06 de outubro, às 21h, no Mezanino do Sesc Copacabana, nasceu de um texto escrito pela própria atriz, a partir de memórias de sua infância, adolescência e juventude no Paraná das décadas de 60 a 80 do século passado. A ideia do texto foi expressar os afetos e o estado de espírito da infância e não simplesmente fazer um relato de memórias pessoais.  Nove histórias da menina solitária e imaginativa de uma família operária, a convivência com a grave doença da mãe, um mundo para poucos sonhos, retratado em histórias que misturam realidade e ficção. A paixão pela arte, os afetos, inseguranças, medos as imagens criadas para construir ambientes. Irina é o retrato de uma vida que fez, de sua vocação, a mudança e a procura de sua própria história. 

Em abril deste ano, Raquel fechou as nove narrativas que compões o espetáculo, nove episódios independentes que misturam realidade e ficção, onde buscou expressar mais os afetos e o estado de espírito da infância e adolescência do que o relato de memórias pessoais. E Irina nasceu. “Irina, Irene, tem origem no nome grego eiréne, que quer dizer paz, “a que traz a paz”, ou “pacificadora”. Em tempos conturbados como o que vivemos, me agrada muito a intuição ter me levado a esse nome”, explica a autora e atriz.

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Texto finalizado, três nomes surgiram naturalmente, por razões artísticas e afetivas, para ajudar a conceber o espetáculo, Aderbal Freire Filho, Eleonora Fabião e Marcio Abreu. O primeiro foi Aderbal, que propôs desenhos de cenas, nas dimensões épica e dramática, em que trabalhou a relação teatro e vida e fez conexões com outras obras da dramaturgia. “Tem uma Raquel que escreve, outra que dirige e tem a mais visível de todas, a atriz. Antes delas, tem uma que recorda e que transforma, a Raquel que modela a matéria de que é feita a vida, isto é, a memória”, afirma Freire Filho. 

Marcio veio em seguida, trouxe provocações, apontou a simbiose escritora/atriz, fez ver dois movimentos em Irina: a menina que cresce, toma coragem de pegar um avião e partir; e um segundo movimento, da atriz que cresce e toma coragem de um outro voo, em direção à sua própria história, tornada ficção e depois teatro. Segundo Abreu, vemos a narrativa de um corpo atravessado pelas imagens da casa da infância, da mãe fundamental e determinante, do pai, do farelo de pão, dos vizinhos, da cidade, dos amigos, da arte, da vida que vibra além.

Já Eleonora propôs quatro experiências distintas e poderosas, a partir dos quatro elementos, terra, ar, água e fogo. A ideia era “experienciar” a narrativa para dar corpo/carne a Irina. A partir disso, conclui: é vital compartilharmos a narrativa da experiência e a experiência da narrativa e, assim, seguirmos renovando nossos modos de ação, de relação, de teatro e de vida. E era uma vez uma vida que abriu caminho por meio do teatro.

E ainda contou com a ajuda de Bruno Lara Resende, presente desde o processo de escrita, que acompanhou de longe as residências e fez críticas pontuais e certeiras, que resume: a marca de Irina é a autenticidade. Narrativas com qualidade literária, sem sentimentalismo nem auto indulgência. É o retrato de uma vida livre dos clichês.

Depois dessa rica avalanche de propostas, experiências e percepções, coube a Mariah Valeiras e a própria Raquel, antropofagicamente, dar a forma final.

FICHA TÉCNICA
Texto e atuação – Raquel Iantas
Direção – Mariah Valeiras e Raquel Iantas
Colaboração artística – Aderbal Freire Filho
Bruno Lara Resende
Eleonora Fabião
Marcio Abreu
Direção de movimento – Marcia Rubin
Iluminação – Rodrigo Portella
Direção de arte e figurino – Domingos Alcântara
Trilha sonora – Tato Taborda
Projeto Gráfico – Bruno Bastos e Caetana Lara Resende
Fotografias – Guga Melgar
Equipe de Produção – Alex Nunes, Ana Casalli e Nathalia Pinho
Produção Executiva – Maria Albergaria
Direção de Produção – Sérgio Saboya e Silvio Batistela
Produção – Brotto Produções e Galharufa Produções Culturais

SERVIÇO

Sinopse: nove histórias, narradas com autenticidade: da menina solitária e imaginativa de uma família operária, à adolescente curiosa e insegura, que se torna a artista corajosa e livre.

Estreia para convidados: 05 de outubro (quinta), às 21h

Temporada: de 06 a 29 de outubro de 2017

Local: Mezanino do Sesc Copacabana (Rua Domingos, Ferreira, 160 – Copacabana)

Horário: de quarta a sábado, às 21h, e domingo, às 20h

Ingressos: R$7,50 (associado do Sesc), R$15,00 (meia), R$30,00 (inteira)

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Informações: (21) 2547-0156

Bilheteria – Horário de funcionamento:
Segundas – de 9h às 16h;
Terça a Sexta – de 9h às 21h;
Sábados – de 13h às 21h;
Domingos – de 13h às 20h.
Capacidade: 70 lugares
Duração: 70 minutos
Classificação: 12 anos
Gênero: memória romanceada

 
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