Instituto Cultural Cidade Viva é parceiro do SESI Cidadania em oficina de Empreendedorismo Cultural

Os encontros com jovens produtores culturais de comunidades pacificadas do Rio de Janeiro acontecem na sede do ICCV

O braço cultural do Programa SESI Cidadania, do Sistema Firjan, ampliou sua atuação para contemplar, também, o empreendedorismo e a empregabilidade nas ações que promove. A intenção é aumentar as chances de sucesso dos participantes das atividades no mercado de trabalho. Neste processo de evolução, outra parte importante é o estabelecimento de parcerias com algumas instituições. “O desafio é encontrar um parceiro que agregue às oficinas sua expertise no setor da cultura, mas também conhecimento na área social”, conta Luciene Rocha, analista cultural do SESI Rio. O parceiro escolhido para a ‘Oficina Cultura SESI Cidadania – Empreendedorismo Cultural’ foi o Instituto Cultural Cidade Viva (ICCV).

O ICCV é uma entidade sem fins lucrativos com atuação em todos os segmentos artísticos e nas áreas que fazem interface com a cultura, como turismo, gastronomia, terceiro setor, artesanato, educação, arquitetura e urbanismo, ciência, tecnologia, esporte, lazer e meio ambiente. Entre os projetos socioculturais no currículo, destacam-se o Prêmio Rio Sociocultural, Incubadora Furnas Sociocultural, Prêmio Cultura Nota 10, Light nas Escolas, entre outras iniciativas.

Os encontros da oficina Empreendedorismo Cultural, que acontecem até julho de 2017, são conduzidos pela diretora de projetos do ICCV, Francis Miszputen, na sede do Instituto, no Centro do Rio de Janeiro. Os 30 participantes são moradores das comunidades do Alemão, Chapéu Mangueira/Babilônia, Coroa/Fallet/Fogueteiro, Escondidinho/Prazeres, Mangueira, Manguinhos, Providência, Rocinha, Santa Marta e Vidigal/Cerro Corá. Todos os jovens estão envolvidos com iniciativas culturais e sociais em áreas como dança, música, eventos, audiovisual, esportes, teatro, museus comunitários, grafite, identidade cultural e patrimônio imaterial.

“A ideia não é capacitar ninguém, apenas instrumentalizamos esses empreendedores incríveis para potencializar um trabalho cada vez mais profissionalizado na produção cultural, que eles já realizam”, diz Francis. “Trazer os produtores para um convívio nas nossas instalações, tirá-los da sala de aula tradicional e de dentro da própria comunidade, tem sido uma experiência riquíssima e altamente renovadora para todos os envolvidos​​.”