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junho 17, 2019
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Inédito no Brasil, Uma Intervenção, de Mike Bartlett, estreia no Teatro Ipanema

foto: Victor Hugo Cecatto
foto: Victor Hugo Cecatto

O amor entre dois amigos é testado quando eles descobrem que possuem visões de mundo diferentes.  No confronto, posicionamentos políticos, ideologias e formas de se relacionar com o outro abrem novas chaves de reconstrução dessa amizade.

A capacidade de modificar a vida do outro – para o bem ou para o mal – é um dos fios condutores de “Uma intervenção”. Com texto do autor inglês Mike Bartlett, o espetáculo oferece um olhar aguçado sobre a complexidade das relações interpessoais, um tema intrínseco à humanidade. A estreia é dia 17 de janeiro, no Teatro Ipanema, onde cumpre temporada até 1º de março. Há sessões quintas e sextas, sempre às 20h.

Com direção de Clarissa Freire, a montagem acompanha uma conversa entre dois amigos. Apesar do afeto que os une, eles possuem opiniões sensivelmente distintas, o que fica latente quando começam a discutir sobre uma certa intervenção. A natureza do conflito aqui é propositalmente embaçada, concedendo ao espectador a chance de imaginá-la a partir de sua própria vivência. O fato é que um deles é contra a tal intervenção. O outro é a favor. 

Numa desconstrução progressiva, a conversa parte do que orbita a relação dos amigos para chegar ao mais íntimo deles. Não sem dor, eles descobrem que há muitas maneiras de interferir na vida de alguém. Discordar passa a ser motivo de não aceitação. Qualquer semelhança com o recente momento da política brasileira, quando a polarização tomou de assalto relações de todos os tipos, é encarada pela equipe como uma oportunidade de reflexão.

 “Me interessa muito representar essa não aceitação do outro. Em que momento a diferença se torna motivo para excluir alguém, odiar alguém. Todo mundo quer falar de si, mas ninguém está se ouvindo. Como ator, é importante debater esse assunto, ainda mais no momento em que vivemos no país. Acho importante também pensarmos a diferença como potência, não apenas como rejeição”, ressalta o ator Gabriel Sanches. No palco, ele vive o amigo que é contra a intervenção. Seu interlocutor é interpretado por Pedro Yudi.

Como lidar com as diferenças e seguir juntos? Nesse desdobramento, discute-se o direito à autonomia, a importância da escuta, o impacto de opiniões divergentes na vida do outro e a possibilidade de o diálogo ser matéria-prima de salvação. Para além das rupturas irreconciliáveis, o espetáculo dedica atenção aos pontos de contato. É a partir deles que se pode vislumbrar a reconstrução do que aparentemente foi destruído.

Clarissa Freire

Ganhadora do Prêmio Qualidade Brasil 2015 de melhor direção pelo espetáculo “Pulsões”, Clarissa Freire se formou em Artes Cênicas em São Paulo com o grupo de teatro Domus levando o espetáculo “Feminina Lunar” ao Festival Internacional de Teatro de Havana, Cuba (1987). Na dança tem formação clássica e atuou profissionalmente ainda no ballet moderno e dança flamenca.

Como atriz participou de espetáculos como “A Vida de Galileu Galilei “, direção de Marcus Vinícius de Arruda Camargo, “Pic-Nic no Front “, direção Gilberto Gawronski e “Banheiro Feminino” de Regiana Antonini. No cinema, atuou em filmes como “Feliz Natal”, de Selton Mello, e “A Vida de Chico Xavier” com direção de Daniel Filho. Dirigiu “Pulsões”, projeto que idealizou sobre a obra da Dra Nise da Silveira, “Aqui jaz Henry” de Daniel Maclvor, “O Homem no Espelho”; “As Robertas – loucas pelo Rei”, “Amor em possível”, “Duvidosa” e o coral “Coro de Cor”. No cinema fez Preparação/Direção de Elenco em filmes como: “Rio, eu te amo”, “Maresia”, “Júlio Sumiu”, “Bach in Brazil”, “É Fada!” e “Eu fico Loko”. Na TV prepara atores desde o programa Gente Inocente no ano 2000, onde se especializou também na preparação de crianças e adolescentes para o audiovisual, tendo feito “A terra dos meninos pelados”, “O pequeno alquimista”, “O Guerreiro Didi e a Ninja Lili” entre outros.

Gabriel Sanches

Ator formado pela CAL, bacharel em letras-literatura pela UFRJ com Intercâmbio Acadêmico na King’s College London University. É bailarino, com passagens por escolas como Eugênia Feodorova, Liceu de Dança, Bertha Rosanova e Dallal Aschar. Estudou teoria musical na Escola Villa-Lobos, violão popular com Renato Alvim e canto popular pelo Método Angela Hertz. Cursou alguns períodos de Direção Cinematográfica na Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Fez Oficina de atores da Rede Globo de 2008/2009 e oficinas com nomes importantes das artes e do teatro, dentre estes: o Summer Intensive Program, no Workcenter of Jerzy Grotowsky and Thomas Richards; A Arte secreta do ator, com Eugênio Barba e Julia Varley; A presença do ator, oficina com Carlos Simioni. No teatro, participou de montagens como “As Alegres Comadres”, de William Shakespeare, com direção de Stella Miranda; o “Castelo”, adaptação da obra de Franz Kafka, dirigida por Silvia Pasello. Em 2014, atuou no projeto “Porto de Memórias”, com direção de Regina Miranda. Recentemente, obteve enorme destaque com a Drag Rubia/Flavio, da novela “Pega Pega”, exibida pela Rede Globo.

Pedro Yudi

Ator formado na Universidade da Cidade. Pertenceu ao Coletivo Peneira por seis anos, tendo realizado o espetáculo “Urucuia Grande Sertão”, que no mesmo período circulou

pelas regiões Sudeste, Sul e Centro-oeste – o projeto foi ganhador do edital da BR Distribuidora no ano de 2016. Ator no curta-metragem “O Nome do Dia” de Marcello Quintella (2014). É ator/músico no espetáculo “.1” (Cia. Teatro Autônomo). Integra o coletivo de arte “Plano Coletivo”, que produziu a peça “Planta Baixa” e produz um longa- metragem já filmado e com previsão de lançamento para 2019. Participou do espetáculo infantil “Os Tomattos” no Teatro Laura Alvim. É colaborador do “Coletivo Áreas de Arte”. É assistente na oficina “A Escuta”, ministrada por Miwa Yanagizawa. Fez

assistência de direção/colaboração artística de Miwa Yanagizawa nos espetáculos “Vulgar” (2015), “Como os Peixes Chegaram Ali” (2016), “Plano Sobre Queda” (2016) e “Estudo Sobre a Maldade” (2017).

Ludimila D’Angelis

Ludimila D’Angelis é atriz, bailarina popular, performer pesquisadora e educadora. É formada em Teatro Bacharelado pela Cândido Mendes e em Teatro Licenciatura pela Estácio de Sá. Participou como atriz em diversos espetáculos, como “Urucuia Grande Sertão”, dirigido por Marcia do Valle, “Histórias Que O Eco Canta”, de Ilo Krugli , dentre outros. Fez cursos livres com o LUME Teatro, John Mowat, Alejandro Tomaz e outros artistas. Como bailarina participou do Grupo Banzé integrando vários festivais de dança nacionais e internacionais como o “Festival Ciudad de Burgos”(ESPANHA) e “La Esteva”. Atualmente, pesquisa as tradições mineiras e outras manifestações brasileiras como potência criativa para o ator.

Ficha técnica

Texto: Mike Bartlett
Tradução original: Amanda Vogel
Tradução adaptada: Ana Beatriz Figueras
Direção e Concepção: Clarissa Freire
Assistência de Direção: Flavia Rinaldi
Direção Musical: Marco França
Trilha Sonora: Clarissa Freire e Marco França
Cenário: Teca Fichinski
Figurino: Teca Fichinski e Claudio Carpenter
Visagismo: Diego Nardes
Iluminação: Paulo Cesar Medeiros
Designer Gráfico: Victor Hugo Cecatto
Elenco: Gabriel Sanches, Pedro Yudi e Ludimila D’Angelis
Direção de Produção: Maria Alice Silvério
Produção Executiva: Joana D’Aguiar
Administração: Alan Isidio De Abreu
Realização: Alan Isidio De Abreu Prod. Culturais
Mídias Sociais: Fernanda Con’Andra

Serviço

“Uma Intervenção”:
Estreia dia 17 de janeiro.
Temporada:  De 17 de janeiro a 1 de março.
Horário: Quintas e sextas, às 20h.
Local: Teatro Ipanema: Rua Prudente de Morais, 824 – Ipanema – (21) 2267-3750.
Ingresso: R$ 50.
Bilheteria: Quintas e sextas, a partir das 19h
Vendas também através do site riocultura.superingresso.com.br
Capacidade: 222 lugares
Duração: 60 minutos.
Classificação etária: Não recomendado para menores de 12 anos.

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