“A História das Histórias” estreia no Sesc Tijuca

O infantojuvenil com direção de Flávia Lopes é a atração do SESC Tijuca durante o mês de outubro

A História das Histórias (foto: Rodrigo Menezes)
A História das Histórias (foto: Rodrigo Menezes)

“A História das Histórias” estreia dia 07 de outubro no SESC Tijuca e segue em cartaz até o final do mês, com sessões aos sábados e domingos, sempre às 16h. O infantojuvenil mistura teatro físico, música, poesia e palhaçaria em uma narrativa lúdica sobre a necessidade humana de se comunicar e recriar a vida através de histórias.

Para narrar essa aventura, entram em cena os intrépidos e atrapalhados contadores de histórias, os jovens Marosa e Cazu, assistentes da incrível Doutora Rivânia Magnus Autoreum, uma mistura de anjo, fada, guerreira e professora, que já leu todos os livros (os que foram escritos e os que ainda nem foram escritos) em uma volta ao mundo em 80 páginas.  Os três fazem parte de uma caravana milenar e tradicional de contadores longínquos que já visitaram todos os lugares do mundo, os de verdade verdadeira e os de verdade imaginada, como Xanadu, Pasárgada e o Triângulo das Bermudas. Personagens que todos juram ter saído das páginas de um livro fantástico, cheio de aventuras e histórias universais. São criaturas que rompem o tempo e o espaço, feitos de pura poesia.  O texto é uma criação coletiva entre a diretora do espetáculo Flávia Lopes e os atores Aline Marosa e Caio Passos, que juntos formam o grupo “Os Sanzussô – Povo de Teatro”.

As peripécias têm início quando os dois, como de praxe, abrem as apresentações com muita alegria e música. Mas, nesse dia, o inesperado acontece e a Mestra Rivânia, pela primeira vez, não aparece para contar suas histórias incríveis, e assim seus fiéis aprendizes se veem com uma grande e importante missão nas mãos: encontrar Rivânia e continuar compartilhando o amor pelos livros através de suas histórias. Para isso, recorrem ao Livro Secreto para Situações de Emergência, que, para espanto deles, está com as páginas em branco. A única saída que eles encontram é usar a imaginação, a memória afetiva e a influência de histórias universais para contar, viver e até recriar suas próprias histórias, assumindo, desta forma, o protagonismo de suas vidas.

A partir daí, os contadores interagem com o público através da meta linguagem para dividir suas inseguranças, lembranças, emoções, desejos, dores, alegrias, aventuras e travessuras. A encenação valoriza o jogo cênico, a empatia com a plateia, o diálogo dos olhares – umas das principais técnicas da palhaçaria – e o misè-en-scene que vem do teatro de rua.  A peça conta ainda com recursos cênicos como máscara, bonecos e outras formas animadas, presentes em todos os trabalhos de Flávia, que há 20 anos exerce suas pesquisas na linguagem em Teatro Animação, Palhaçaria, Bufonaria e Comicidade.

“Acredito que o teatro precisa falar sobre aquilo que nos move, intriga e incomoda. No momento, quero falar sobre a imaginação e como é importante criar, contar e ouvir histórias. Através desse trabalho falo, sem falar, em como a imaginação é uma ferramenta de transformação de humanos mais humanizados. Acredito que a falta de empatia tem gerado danos profundos nas grandes e pequenas histórias sociais. E é por isso que acredito que a imaginação é o caminho para transformar realidades, transmutar a dor e e recriar sua própria história”,destaca Flávia, que, em 2016, também assinou a direção dos elogiados “Um Sonho para Meliès” e “A Arca de Nina”, nesse último dividindo a função com a artista Marise Nogueira.

A montagem traz uma curiosidade: o nome “Rivânia” é uma homenagem à pequena Rivânia, que numa recente enchente na cidade de São José da Coroa Grande, em Pernambuco, ao ver sua casa inundada, salvou o que tinha de mais importante: seus livros e cadernos da escola.

“Meu coração ficou apertado pela situação da menina, e ao mesmo tempo se encheu de esperança e desejos de uma vida melhor e mais justa. É impossível não ficar mexida, já que sou professora da rede pública do município e do estado do Rio. Dou aulas para grupos que vivem em situações desfavorecidas. Em cada um dos meus alunos reconheço uma menina Rivânia”, relembra Flávia.

A trilha sonora, inspirada na cultura popular brasileira e suas influências, é executada de forma mecânica e também ao vivo pelos atores que, além dos instrumentos musicais (ukulele, flauta transversa, sopros, pandeiro, chocalho e percussão), usam o próprio corpo para a sonoplastia. A direção musical é assinada por Karina Neves. O figurino e o cenário, de Carlos Alberto Nunes, e o visagismo de Mona Magalhães fazem a comunhão de todas as referências apresentadas na narrativa. Uma mistura estética inspirada na palhaçaria, na commedia dell´arte, nos artistas das feiras medievais, nos bufões, no teatro popular, nos personagens de livros infantis, nos desenhos e nas animações de Tim Burton.

SINOPSE: Os intrépidos e atrapalhados Marosa e Cazu são jovens contadores de histórias, aprendizes da Doutora Rivânia Magnus Autoreum – uma mistura de anjo, fada, guerreira e professora. Em um belo dia, como de praxe, os dois abrem as apresentações com muita alegria e música, mas o inesperado acontece: a Doutora Rivânia, pela primeira vez, não aparece para contar suas histórias incríveis, deixando-os sozinhos. Para dar continuidade à missão de espalhar o amor pelos livros através de suas histórias, a dupla, que ficou apenas com um livro em branco nas mãos, decide usar a imaginação, a memória e histórias universais para recriar a própria história.

SERVIÇO

Temporada: 07 a 29 de outubro de 2017

Local: Sesc Tijuca (Teatro I)

Dia|hora: Sábados e domingos, às 16h

Endereço: Rua Barão de Mesquita, 539 – Tijuca

Valor: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Além dos casos previstos em lei, associados SESC pagam meia. Para crianças e adolescentes com idade até 16 anos a entrada é GRATUITA.

Telefone: 3238-2139

Duração: 60 minutos

Capacidade: 228 lugares

Classificação: livre

FICHA TÉCNICA

Direção: Flávia Lopes

Atuação: Aline Marosa e Caio Passos

Dramaturgia: Aline Marosa, Caio Passos e Flávia Lopes.

Colaboração dramaturgica: Carlos Alberto Nunes e Marcos Guimarães

Direção Musical: Karina Neves

Assistente de direção musical: Jonas Correa

Cenógrafo e Figurinista: Carlos Alberto Nunes

Cenógrafa e figurinista assistente: Arlete Rua

Confecção de figurinos: Carla Costa

Bonecos e adereços: Carlos Alberto Nunes, Arlete Rua e Carla Costa

Máscaras: Flávia Lopes, Marise Nogueira e Igor Bernardo.

Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni

Assistente de iluminação: João Gioia

Visagismo: Mona Magalhães

Gravação, mixagem, violão e percussão: Pedro Carneiro

Bombardino e trombone: Jonas Correa

Letra das músicas: Aline Marosa, Caio Passos e Flávia Lopes

Preparação Vocal: Verônica Machado

Instrutora de Yoga: Nina kriguer

Design gráfico: Leo Dutra (Rangabuana design)

Fotos: Rodrigo Menezes

Direção de produção: Pagu Produções Culturais

Coordenação de produção: Bárbara Galvão, Carolina Bellardi, Fernanda Pascoal

Produção executiva: Juliana Soares