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junho 17, 2019
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Turismo & Lazer

Guia de viagem – Patagônia Argentina – El Calafate, El Chaltén e Ushuaia

O primeiro passo ao planejar sua viagem é procurar a passagem aérea. Verificar os melhores voos e conexões é o pontapé inicial para começar a estruturar a logística. Se você já começou a pesquisar, deve ter percebido que não há voos diretos do Brasil para El Calafate e Ushuaia. Todos passam pela capital argentina. Há voos diários e frequentes partindo de Buenos Aires para as cidades patagônicas, bem como voos entre estas duas também. Ambas gozam de aeroportos novíssimos, pequenos e charmosos – o de Ushuaia é todo de madeira, remetendo à arquitetura local.

O recomendado é passar pelo menos um dia em Buenos Aires. Pode acontecer do tempo de espera para pegar a conexão ser grande. Além disso, encarar outro voo de cerca de 3 horas pode ser cansativo. Mas o principal motivo de todos é para trocar dinheiro a um câmbio bom na Rua Florida, em Buenos Aires.

Leve dinheiro! Compre uma doleira e perca o medo. É importante levar dinheiro em espécie, pois alguns lugares não aceitam cartão, e você pode ter dificuldades para sacar nos bancos locais. Sem falar que a cotação do real em Calafate e Ushuaia é menor que na capital. Vá até a rua Florida no centro de Buenos Aires e procure nas galerias (fuja dos aliciadores de rua), sempre tem casas de câmbio escondidas nesses centros comerciais. Como não são legais, eles se passam como casas de troca de moedas antigas e venda de bilhetes lotéricos. O câmbio pode variar muito, dê uma breve pesquisada antes de trocar. Os valores do que eles chamam de “cambio blue” podem chegar a ser 50% superiores ao câmbio oficial. De forma alguma troque seu dinheiro no Brasil ou no aeroporto! Isso fará uma diferença significativa no seu poder de compra durante a viagem.  

E por fim, prepare-se para o frio, pois até mesmo no verão as temperaturas podem ser bem baixas. A dica é ir conferindo as previsões de tempo na internet para o período em que fará a viagem, para saber que tipo e qual a quantidade de agasalhos irá levar. O kit básico de luvas, cachecol, gorro e meia térmica são indispensáveis.

EL CALAFATE

Pouco se fala sobre essa pequena cidade de 22 mil habitantes. Terra onde a família Kirchner possui residência e uma grande cadeia de hotéis. Vive basicamente de turismo.  Você não vai se arrepender, ela é tão empolgante (ou mais) que o Fim do Mundo!

São 3 horas, aproximadamente, de viagem tranquila até o sul do país, e quando o avião vai se aproximando do momento do pouso, a aflição: você se pergunta aonde ele vai pousar. O aeroporto fica literalmente, no meio do nada. Há um pouco de turbulência na hora da descida, por causa dos fortes ventos, assim como acontece em Ushuaia. Mas calma! Faz parte e não é nada de mais. Os primeiros momentos em solo são impactantes. A paisagem desértica, nenhuma árvore para fazer sombra. No horizonte verá montanhas e o vale patagônico com seus pequenos e rasteiros arbustos, e os calafates (planta que dá o fruto do calafate, que por sua vez dá o nome à cidade).

Para chegar à cidade do aeroporto temos duas opções: taxi ou serviços de shuttle. O taxi é o mais caro, pois o aeroporto fica há 20km do centro. Custa em média 320 pesos, só a ida. No shuttle, a Ves Patagonia é a empresa que possui o melhor custo benefício para o traslado. A ida e a volta custam 200 pesos por pessoa. Eles deixam no hotel e, na data da volta, buscam e levam para o aeroporto, em um horário combinado.

O clima local é bastante seco, e tem a possibilidade de você ficar doente com facilidade. Então, não deixe de levar remédios para sinusite, sprays de garganta e expectorantes. Sua boca pode rachar de leve e o nariz sangrar um pouco, mas nada que fará a viagem parar.

Passeios:

GLACIAR PERITO MORENO

A principal atração turística da região é o Parque Nacional Los Glaciares, onde fica a geleira Perito Moreno. O impacto visual é deslumbrante. É de uma imensidão que só presenciando para entender. Você vai precisar contratar uma empresa de turismo para leva-lo da cidade até lá (fica há cerca de 1 hora de distância), ou alugar um carro. Existem inúmeras modalidades de passeios para o local, desde a simples visitação nos mirantes, até a realização de mini-trekking no gelo, passeios de barco, dentre outros. Na Avenida del libertador (principal rua da cidade) existem inúmeras agências de turismo, mas a principal para este passeio é a Hielo Y Aventura, que é a única com autorização para explorar o trekking (caso queiram optar por esta modalidade). A estrutura da agência é excelente. Os ônibus e barcos são novos, buscam pontualmente no hotel, e possuem guias bem treinados. Os passeios podem variar entre 700 pesos e 1500 pesos (para o mini trekking), mais o ingresso do parque que custa 200 pesos para visitantes do Mercosul (leve seu passaporte). Você pode fazer a reserva pela internet, pagando no cartão. Pode também ir diretamente lá na agência quando chegar, sempre tem vaga disponível. Não se esqueça de passar no mercado e comprar comida para levar, é um passeio que dura o dia todo, e apenas a parada dos mirantes possui lugar para comer. Alguns hotéis oferecem serviço de montagem de lanches em bolsas térmicas, mas certamente sairá muito mais caro.

GLACIARIUM + GLACIOBAR

O Glaciarium é um belo e bem estruturado museu, que conta a história dos glaciares. Ele fica a quinze minutos de distância do centro. No meio do nada, tem um belo visual para o Lago Argentino. Existe um serviço de transporte gratuito para lá, em ônibus e vans regulares, saindo de meia em meia hora, do centro, no mesmo local que serve como ponto de parada dos Shuttle dos hotéis. A entrada custa o equivalente a 60 reais. No museu, também fica o tão procurado Glaciobar, um bar todo feito de gelo. Desde as paredes, bancos e até mesmo o copo. O bar fica no subsolo do museu e tem entrada cobrada à parte. O pagamento pode ser feito em real, e sai em torno de 50 a 60 reais. Você tem apenas 25 minutos para permanecer no local, mas as bebidas são liberadas. Você é obrigado a vestir uma capa e luva térmicas, para aguentar o frio de -10°C que faz lá dentro.

LAGUNA NIMEZ

Talvez o único ponto turístico que seja possível visitar a pé do centro, a Laguna Nimez é recomendada para o final do dia, quando o pôr-do-sol e os flamingos fazem a paisagem ficar mais bonita. Não vá achando que verá muitos deles. São poucos e ficam beeem longe da pista de caminhada. É cobrada uma entrada barata, e o horário de funcionamento vai até às 19 horas.

OUTROS PASSEIOS

Existem diversos passeios para fora da cidade, oferecidos pelas agências de turismo. Aí é para o que melhor agradar cada um, dependendo da quantidade de dias disponíveis. São eles: passeio pelas estancias com cavalgadas e “safaris” patagônicos; passeios de barco pelos lagos; visita a cidades vizinhas, como El Chaltén; passeio para o Parque Torres Del Paine (Chile); passeio pelo bosque petrificado; dentre outros. Estes vão exigir mais tempo e, principalmente dinheiro, pois são distantes e também os mais cansativos e caros. Já para quem pretende gastar um tempo extra conhecendo a cidade, tem muita lojinha legal de artesanato, chocolate, roupa e bebidas no centro, além do Cassino (pequeno, mas vale uma visita).

Alimentação:

Na Avenida Del Libertador existem diversos restaurantes. É o principal centro comercial e gastronômico da cidade. A maioria serve pizza e massas, além de cordeiro. O “La Tolderia” tem um ótimo custo/benefício. Se quiser cerveja, o Libro Bar pode ser uma opção, mas apenas para beber, pois as comidas são caras e de pouca qualidade. As empanadas do Lechuza são maravilhosas, mas as pizzas não! Se optar pelo cordeiro, não hesite em pagar um pouco mais para comer no Casimiro Biguá, pois vale muito a pena! Os cordeiros são assados inteiros em fogo de chão, nas vitrines do restaurante. Existe ainda, para aqueles que estiverem com o orçamento apertado, um supermercado no início da Avenida, chamado “La Anonima”. Este possui ótimos preços, como por exemplo, garrafas de 2L de água a 12 pesos.

Transporte:

Existe um ponto de taxi no centro da cidade, funcionando a noite toda, e os preços são justos. A maioria dos hotéis distantes contam com serviço de Shuttle para o centro. Se for escolher um que fique longe da Avenida del libertador, procure saber se eles oferecem isso.

EL CHALTÉN

Talvez seja um dos passeios mais procurados em El Calafate, depois do Perito Moreno. A distância entre uma cidade e outra é de 3 horas, em média. Algumas pessoas optam por passar uma ou mais noites lá, mas o bate-volta é o mais tradicional. Chaltén é a cidade mais recente da Argentina, de 1985. É um vilarejo mínimo, que fica dentro do parque nacional, com população estimada na casa dos mil e poucos habitantes. É conhecida como a capital nacional do trekking no país, devido ás inúmeras trilhas de todo tipo de dificuldade e duração que possui. Apesar de pequena, possui mercados, restaurantes, hotéis e lojas de artesanato. Lá também fica o imponente monte Fitz Roy, que pode ser visto de quase todos os lugares da cidade.

Passeios:

Diferentemente de El Calafate, o foco aqui não são os passeios, mas sim as trilhas. O contato íntimo com a natureza e os visuais de cima das montanhas recompensam o esforço. Entretanto, é possível ver algumas agências oferecendo passeios, focados em esportes radicais, pelas ruas da cidade. Quando você chegar em El Chaltén, será recebido na cabine de atenção ao turista e todas as informações sobre as trilhas serão repassadas, e fica a critério do visitante escolher a que melhor se adapta às suas condições físicas.

Alimentação:

Para quem vai fazer o bate-volta, o mais indicado é levar comida de El Calafate, pois é muito mais em conta. Mas se não conseguir, é possível comprar em alguns Kioskos ou mercados. O legal é parar em alguma parte da trilha escolhida, e sentar fazendo um picnic, apreciando o visual. Se desejar fazer uma refeição, a cidade possui alguns poucos restaurantes. Existe uma lanchonete 24 horas ao lado do terminal de ônibus.

Transporte:

O terminal de ônibus fica na entrada da cidade, próximo à guarita de atenção ao turista, do parque nacional. Você tem que passar por lá antes de fazer qualquer trilha ou cruzar a ponte que marca a entrada da cidade. O transporte público praticamente inexiste no local. A cidadela, de apenas algumas quadras de extensão, dispensa a necessidade. Apesar disso, você até encontra um taxi ou outro perdido pelas ruas. Se você foi para a capital nacional do trekking, melhor não se preocupar com isso, né?

USHUAIA

Quando o avião começa a se aproximar do aeroporto, o comandante avisa: “aproveitem essa linda paisagem, isso é a Argentina, amigos!”. E logo em seguida pede desculpas se houver turbulência durante a descida. É incrível mesmo. Todas aquelas infindáveis montanhas cobertas de neve, é diferente de tudo que você possa ter visto antes! O aeroporto é um charme, todo feito de madeira. Diferentemente de El Calafate, fica bem próximo à cidade. O taxi custa apenas 90 pesos até o centro. A dica é não pegar o “Remis”, espécie de taxi faturado, mais caro. Saia do aeroporto e pegue um taxi comum. Não se preocupe com a segurança, o próprio taxista adverte “aqui não é Buenos Aires”, fique tranquilo. A primeira foto que você pode tirar na cidade, é ao lado do porto, na tão famosa placa do Fim do Mundo.

Passeios:

PINGUINERA

Para muitos, pode ser visto como o principal atrativo turístico da região. A experiência é, de fato, inesquecível. Caminhar numa ilha, em meio aos pinguins, vendo os animais seguirem sua rotina de acasalamento, briga, e montagem dos ninhos é indescritível. Você ficará muito próximo deles, mas não poderá tocar nem levar nada, por se tratar de um santuário natural. Várias regras devem ser respeitadas quando desembarcar na ilha, tais como: não falar alto, não correr, não pular, não gritar, e andar somente aonde a guia disser que pode. O passeio é feito somente por uma agência: a Pira Tur. O preço: 1680 pesos. 1500 do passeio mais 180 para entrada na estancia Haberton (local que serve de ponto de partida para a Isla Martillo). Você pode até comprar o passeio em outras agências, o preço é tabelado. Mas de qualquer forma, eles apenas farão a venda e repassarão os clientes para a Pira Tur. Há ainda outros tipos de passeio, de barco, sem o desembarque na ilha. Cuidado para não se confundir ao fechar com outras agências. A guia Laura, conhecida como “Crazy Horse”, é hilária e muito inteligente.

O passeio começa com uma visita a um museu de fósseis marinhos na estancia Haberton, e depois segue para a Isla Martillo, a famosa ilha dos pinguins. Há ainda uma parada na estrada para tirar foto com a Árvore Bandeira, a árvore que cresceu curvada pela ação dos fortes ventos.

Vale lembrar que esse passeio só pode ser feito no verão, a partir de outubro.

NAVEGAÇÃO NO CANAL DE BEAGLE

Você pode comprar o passeio diretamente nos guichês das agências no porto. Custa 700 pesos e inclui 2 horas de navegação em um catamarã com ótima estrutura e conforto, contando até com um bar. Existem três horários de saídas, 09:30; 14:00; 16:30. O primeiro e último horário incluem uma breve caminhada em uma das ilhas. Nesse passeio você irá conhecer a ilha dos Cormoranes, a ilha dos Leões Marinhos e o Farol do Fim do Mundo. Aqui você conseguirá tirar ótimas fotos. A guia vai explicando no microfone sobre a divisão das ilhas entre a Argentina e o Chile no Canal, bem como contando uma breve história da cidade. Você ganha ainda um certificado de que navegou no canal, e um vale para trocar por um mapa na lojinha da Galeria Temática, uma espécie de museu, na Avenida San Martin.

PARQUE NACIONAL TIERRA DEL FUEGO

No Parque Nacional você irá apreciar paisagens lindas e poderá andar no Trem do Fim do Mundo, que é o mesmo que transportava os prisioneiros de Ushuaia, no início da construção da cidade. Você aprenderá muito sobre a história e cultura locais. Você poderá visitar o Lago Roca e a Bahia Lapataia, que marca o fim da Rota 3, a última estrada do extremo sul do planeta. Esse passeio custa em torno de 500 pesos, e inclui os traslados de ida e volta, com guia explicando tudo. O passeio de trem custa outros 500 pesos. E a entrada para o parque custa 100 pesos.

MUSEUS

Tire um dia para conhecer os museus da cidade e as lojas de artesanato. O principal é o Museu do Presídio, que fica ao final da Avenida San Martin, dentro do complexo da marinha. Ushuaia começou como uma colônia penal, e aqui reside o principal prédio histórico da cidade. Vemos a história de todos os presos que vieram “morar” e trabalhar na construção da cidade. Há uma ala que não foi reformada e permanece exatamente como era quando funcionava como prisão. O museu é grande, tire pelo menos duas horas para conhecê-lo. Outros museus como o Museu do Fim do Mundo e a Galeria Temática ficam próximos.

OUTROS

Há muitas opções de passeios na cidade, que vão desde caminhadas noturnas, visita às castoreiras, até outros mais radicais. Depende muito da época do ano em que estará visitando o local. Os passeios mudam conforme as estações do ano. No inverno há possibilidade de esquiar e andar de trenó com Huskys Siberianos. Já no verão, o foco são as expedições de 4×4 na região dos lagos.

Não se esqueça de passar na casa de informação ao turista, na Avenida San Martin para pegar o carimbo do Fim do Mundo no seu passaporte! É uma casa azul bem sinalizada com o símbolo de informação.

Há muitas lojinhas de artesanato e presentes na Avenida San Martin. O Duty Free Shop Atlantico Sur, na mesma rua, possui ótimos preços e produtos regionais para levar.

Alimentação:

A rede “La Anonima” possui dois hipermercados na cidade. Vendem de tudo, desde comida até roupa e eletrodomésticos. Se quiser trazer algumas cervejas locais como a “Beagle” ou garrafas de vinho, aqui é o lugar certo para comprar. Uma garrafa de Beagle de 1L sai a 40 pesos, e os vinhos variam de 80 até 400 pesos.

Os pratos típicos de Ushuaia são a Centolla (Caranguejo Rei), Merluza Negra, Truta e Cordeiro patagônico. Na maioria dos restaurantes você irá encontrar essas opções de prato. Além disso, muitos restaurantes servem massas. A Centolla é muito cara, peça uma minuta ou entrada apenas para provar, verá que o sabor não é nada de mais.

Na Avenida San Martin, principal centro comercial da cidade, há alguns restaurantes de qualidade e não tão caros, como o Kuar Resto Bar, Tante Sara café, Villagio, e outros de qualidade mediana. Pra quem gosta de bar e cerveja, vale conferir o Irish Pub, na rua 9 de Julio, esquina com a San Martin. Há também uma filial do Casimiro Biguá, na avenida Maipu (quase em frente ao porto), com o mesmo padrão de qualidade que o de El Calafate.

Uma dica é não gastar dinheiro comprando chocolate quente. Você ganhará várias cortesias ao longo da sua estadia. Quando você compra o passeio da pinguinera no Pira Tur, ganha um vale para um copo da bebida na loja Del Turista. E quando compra a navegação para o canal de Beagle, ganha um vale para um copo na loja de chocolates Laguna Negra. Quando você comprar o passeio do Trem do Fim do Mundo, ganhará um cupom de desconto de 10% no almoço do Andino Gourmet, na San Martin.

Se estiver na cidade no dia 12 de outubro, presenciará o desfile de aniversário da cidade, na Avenida Maipu, e poderá comprar choripan ou hamburguesas dos moradores locais a 40 pesos. Verá muitas famílias e poderá se sentir como um local.

Transporte:

A cidade possui uma boa frota de taxis. O preço é justo, e como as distâncias geralmente são curtas, compensa. A recomendação é para não poupar as caminhadas, pois assim conhecemos lugares inesperados.

Todas as fotos: Victor Kling

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