A Guerra de Herbert Leman

Como muitas pessoas faziam na época, Herbert Leman acompanhou sua família em busca de uma melhor estrutura financeira nos Estados Unidos da América. O que ele não sabia era que o destino lhe preparava um horripilante caminho para que trilhasse. Nos primeiros anos, tudo caminhara bem, conseguira se formar numa das melhores universidades do mundo e seus pais estavam com bons empregos, mas passaram a ficara ilegais no país. Caso fossem fiscalizados voltariam imediatamente para o Brasil. No entanto estavam gostando tanto daquele país que Herbert sentiu que deveria fazer alguma coisa. Quando as torres do Word Trade Center desabaram, surgiu a oportunidade de ajudar sua família. Um amigo antigo de seu pai chamado Joel, conseguira um jeito de ele ser convocado para a guerra no Oriente Médio. No entanto Herbert não imaginava que estava iniciando sua caminhada naquele obscuro caminho que o destino lhe preparara.

A guerra fora tenebrosa e traumática, mas o verdadeiro trauma começara no dia em que seu grande amigo morrera em seus braços, após ter sido salvo por ele de uma emboscada. Naquele mesmo instante ele havia protegido a desiludida Ayah dos impiedosos terroristas. Estava ferido e recebera ordens de retornar aos EUA.

Foi então que o destino colocara a mortífera cereja sobre o bolo nefasto. Encontrara toda sua família enterrada num cemitério. Inclusive sua amada Lara, a mulher que o fez entender o que era o amor. A partir daquele instante, a verdadeira guerra começara. Concluiu que viver não fazia mais sentido, começara a travar uma intensa luta psicológica.

Flertando com o suicídio todos os dias, ainda tinha o peso de se sentir culpado por não ter retornado ao Brasil quando deveria. Sentia que era o assassino de toda sua família. Descobriu que um bilionário francês, o qual conhecera pouco antes de partir para a guerra, lhe deixara uma incalculável fortuna. Mas isso não fizera com que seus dias voltassem a ficar coloridos novamente. Restara apenas Joel o amigo da família. Com esse amigo, ficara também a missão de mantê-lo vivo. Sentia-se completamente morto, mas continuava vivo. O que fazia com que fosse a pior morte. No entanto havia frestas de esperanças naquele obscuro lugar onde sua vida ficou. Ayah surgiria para fazê-lo entender o porquê de ainda permanecerem vivos quando criam que não havia mais razão para isso.

O autor
Nando Moul, nascido em 1985, na cidade de Curitiba, pela qual é apaixonado. Formado em letras, escreve desde os dez anos de idade, apaixonado por literatura, especialmente por romances e suspenses policiais. Ama criar personagens, dar vida a eles, se emocionar com eles. Trabalhou muito tempo como técnico de informática e vendedor de hot-dog, profissões das quais se orgulha muito e hoje se dedica mais aos trabalhos literários. Considera-se um contador de histórias, para ele o melhor refúgio para a mente, neste mundo tão obscuro e traiçoeiro. Acredita que a sua missão é levar entretenimento e emoção às pessoas através da literatura, crê que se isso acontecer seu objetivo estará cumprido. Escreve roteiros, compõem músicas, mas sua maior paixão é contar histórias. Faz projetos literários nas escolas como voluntário, reforçando a importância da literatura para as crianças, embora seus livros sejam voltados para pessoas acima de dezesseis anos.