FLUP, UMA FESTA LITERÁRIA PERMANENTE

FLUPP Pensa 2016 no Teatro Mario Lago em VK .04_06_2016

 

A FLUP Pensa, processo de formação da FLUP que já revelou autores como Ana Paula Lisboa, Jessé Andarilho e Raquel de Oliveira, começará no próximo dia 12 de maio, no auditório do Museu de Arte do Rio, o MAR. A primeira atividade do ano será o Seminário Seis Temas à Procura de Justiça – a Poesia Também Pode Inspirar a Luta Contra o Trabalho Infantil e a Escravidão Contemporânea. Na noite de abertura do seminário, haverá uma mesa com Marcelino Freire e Marta Porto.

Uma parceria da FLUP com o Ministério Público do Trabalho, o seminário terá como objetivo inspirar os poetas que participarão do sexto processo de formação da FLUP, que já publicou 14 livros e revelou 156 autores da periferia carioca. O processo de formação resultará na publicação de uma coletânea de poemas, a ser lançada na FLUP, que este ano será no Vidigal, de 7 a 12 de novembro.

Dividido em dois dias, o seminário terá seis grupos de trabalho (GTs), que serão orientados por Athayde Motta, Flavia Oliveira, Julio Tavares, Julita Lemgruber, Lia Schucman e Marcus Vinicius Faustini. Os GTs discutirão temas espinhosos como o machismo, o racismo, a guerra às drogas e a guetificação da cidade. “Um exemplo de que a poesia pode inspirar a luta contra o trabalho infantil está na letra de Relampiano, parceria de Paulinho Moska e Lenine, e de Malabaristas do Sinal Vermelho, de Francisco Bosco e João Bosco”, diz Julio Ludemir, um dos criadores da FLUP.

Nos cinco sábados subsequentes, haverá palestras com poetas com uma obra marcada pelo engajamento, como Marcelo Yuka, Angélica Freitas, Sérgio Vaz, Ricardo Aleixo e Elisa Lucinda. A FLUP de 2017, que homenageará o centenário da Revolução Russa, terá um forte teor político. “A ideia de juventude voltou a se associar ao desejo de grandes mudanças, como aconteceu em maio de 2018, que no próximo ano completará 50 anos”, lembra Ecio Salles, também idealizador da FLUP.

O seminário e as palestras também inspirarão os poetas que vão participar do II Slam Colegial, que envolverá escolas públicas de ensino médio de seis regiões da metrópole carioca. O vencedor do II Slam Colegial, que acontecerá em julho, representará o Rio de Janeiro no FLUP Slam BNDES, competição de Poetry Slam que em novembro reunirá poetas de todo o país no Vidigal.

A FLUP é apresentada pelo Ministério da Cultura e BNDES, apoio do Ministério Público do Trabalho e Parceria Rio Filmes. Realização ACEC – Associação Cultural de Estudos Contemporâneos, Ministério da Cultura, Governo Federal, Ordem e Progresso.

Sobre a FLUP

Idealizada por Ecio Salles e Julio Ludemir, a FLUP foi criada em 2012 com o objetivo de ser um espaço de formação de novos leitores e autores nas periferias das grandes cidades brasileiras. Em 2017, chega a sua 6ª edição propondo um diálogo com a ideia de revoluções – uma explícita homenagem ao centenário da Revolução Russa e ao cinquentenário de Maio de 1968. Mais um processo do que um evento, a Festa Literária das Periferias inicia suas atividades em maio, com uma sequência de encontros, visando à produção de uma coletânea de poemas e uma de narrativas curtas. A culminância deles será em novembro, em um evento de seis dias no Vidigal. Em 2012, a Flup ganhou o Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo e, em 2016, o Excellence Awards da London Book Fair e Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro.


Serviço

O ‘Seminário Seis Temas à Procura de Justiça – a Poesia Também Pode Inspirar a Luta Contra o Trabalho Infantil e a Escravidão Contemporânea’ acontecerá nos dias 12 e 13 de maio, no Museu de Arte do Rio, MAR, sujeito à lotação. Inscrições no link: goo.gl/94He2s .

Informações e inscrições para a Flup Pensa na página: facebook.com/FlupRJ.


12 de maio
18h30 – Abertura solene
• Conversa com Marcelino Freire e Marta Porto
• Slam demonstrativo


13 de maio
13h30 – Apresentação – FLUP e Ministério Público do Trabalho
14h30 – Coffee break
15h – Grupos de Trabalho sobre os seis temas:
1. Direito a Circulação (Julio de Tavares)
2. Racismo (Athayde Motta)
3. Machismo (Flavia Oliveira)
4. Brasil, o país dos privilégios (Lia Vainer Schucman)
5. Geração de renda (Marcus Vinicius Faustini)
6. Criminalização da pobreza (Julita Lemgruber)
17h – Coffee break
17h30 – Desdobramentos
19h – Encerramento