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junho 26, 2019
Teatro & Dança

Festival Verão com Arte celebra os 60 anos do Teatro Gláucio Gill, em Copacabana, de 5 de janeiro a 1º de fevereiro

Zilda Arns, a dona dos lírios

Os espetáculos ‘Brimas’, ‘Zilda Arns – A dona dos lírios’,  ‘Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes’, ‘Os javalis’ e ‘Alice e Gustavo’ fazem curta temporada no espaço no início do ano. Haverá um passaporte promocional  para o espectador que assistir às cinco produções

O ano novo vai começar quente no palco do Teatro Glaucio Gill, em Copacabana. Na celebração dos 60 anos do espaço, cinco espetáculos vão se alternar na programação: quatro elogiadas produções, sucessos de público e crítica, e uma estreia. O Festival Verão com Arte vai ter início com a consagrada comédia ‘Brimas’ (sáb. e dom., às 18h), dirigida por Luiz Antonio Rocha, que há três anos leva aos teatros a relação de amizade e cumplicidade de Ester e Marion, personagens inspiradas nas avós das atrizes e autoras Beth Zalcman e Simone Kalil. Nos mesmos dias, na sessão das 21h, o público vai conhecer a improvável história de amor de ‘Alice e Gustavo’, texto de Carol Loback e Rodrigo Monteiro, com direção de Jorge Farjalla, que acompanha o encontro e o afeto crescente entre uma dona de casa evangélica e o dono de uma banca de revistas solitário e gay.

A programação continua às terças e quartas, às 18h, momento de se emocionar com o espetáculo ‘Zilda Arns, a dona dos lírios’, que leva à cena a história de luta e perseverança da médica sanitarista, responsável por reduzir em 60% a taxa de mortalidade infantil no país. A peça repete a parceria do diretor Luiz Antonio Rocha com a atriz Simone Kalil, iniciada em ‘Brimas’. Quinta e sexta-feira vão ser dias de dobradinha novamente. Às 18h, a atriz Clara Santhana vai apresentar o sucesso ‘Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes’, no qual relembra, de maneira poética, momentos da vida da cantora e músicas famosas de seu repertório como ‘Morena de Angola’ e ‘Na linha do mar’. Livremente inspirado no clássico, “O Rinoceronte”, de Eugène Ionesco, ‘Os javalis’ faz sua estreia no dia 10, às 21h. Com texto de Gil Vicente Tavares e direção de Emiliano d’Avila, a montagem conta a história de um homem solitário, que tem sua casa invadida por um pretenso vendedor desesperado, anunciando o fim da humanidade, devastada por javalis.

 

“É uma alegria comemorar os 60 anos do Teatro Gláucio Gil com peças de alta qualidade e reconhecido sucesso, preenchendo horários para todos os públicos. O verão carioca combina com Copacabana e Copacabana é praia e também é teatro”, celebra a diretora do teatro, Bia Oliveira.

O projeto vai oferecer um passaporte promocional para quem quiser assistir às cinco peças. O valor será de R$ 75, não cumulativo com meia-entrada e outras promoções. Saiba mais sobre cada um dos espetáculos:

Brimas

Há três anos em cartaz, indicado ao Prêmio Shell de melhor texto e visto por quase 50 mil espectadores, o espetáculo ‘Brimas’ tem um segredo para o sucesso: é a alta dose de afeto, que está presente na história criada pelas atrizes Beth Zalcman e Simone Kalil, e na relação com o público, de troca, cumplicidade e até confissões. Com direção de Luiz Antônio Rocha, a peça é baseada nas histórias das avós das atrizes, que saíram jovens de seus países de origem, Egito e Líbano respectivamente, e foram acolhidas no Brasil no início do século passado. As personagens, uma judia e a outra católica maronita, estabelecem uma relação de amizade, convivendo com tolerância e respeito, valorizando a riqueza da diversidade cultural e religiosa de cada uma. Sáb. e dom., às 18h. Duração: 1h10 minutos. Classificação indicativa: 10 anos.

Ficha técnica:

Texto e atuação: Beth Zalcman e Simone Kalil Direção: Luiz Antônio Rocha Assistente de direção: Valéria Alencar Cenário e adereços: Toninho Lôbo Figurino: Claudia Goldbach Iluminação cênica:Aurélio De Simoni Preparação de elenco: Beth Zalcman Direção de produção: Sandro Rabello

Realização: Mabruk Produções, Espaço Cênico, Mímica em Trânsito e Diga Sim! Produções

 Alice e Gustavo
Comédia romântica escrita por Carol Loback e Rodrigo Monteiro, com direção de Jorge Farjalla, ‘Alice e Gustavo’ conta a história de  um amor improvável. Insistimos em contar narrativas com uma lógica avessa à vida. Como se os fatos           acontecessem de uma forma linear e conduzissem a um desfecho que atenda às nossas expectativas. Porém não é assim que           acontece na vida. Com delicadeza e humor, o público vai reconhecer o nascimento do amor em situação inusitada, abrindo uma reflexão sobre as possíveis causas desse sentimento. A solidão, neste mundo grande  e cheio de redes sociais virtuais, faz com que os dois personagens se encontrem e se apaixonem um pelo outro. Sáb. e dom., às 21h. Duração: 1h10 minutos. Classificação indicativa: 10 anos.                       

Ficha técnica:

Texto: Carol Loback e Rodrigo Monteiro Direção: Jorge Farjalla Assistente de direção: Raphaela Tafuri Elenco: Carol Loback e Marcos Nauer Direção de arte e figurino: Jorge Farjalla Cenário: José DiasIluminação: Felício            Mafra (Russinho) Trilha sonora: João Paulo Mendonça e Eduardo Seabra Cenotécnico: Claudio            Roberto (Claudinho) Operador de som e contrarregra: Anthony FonsecaDireção de Produção: Alina            Lyra Assistente de produção: Daniel Paz Idealização: Carol Loback Realização: Alkaparra Produções Artísticas e Brain        +

 

Zilda Arns – A dona dos lírios
Com direção de Luiz Antonio Rocha e intepretação de Simone Kalil, o monólogo leva à cena os momentos mais importantes da fundadora da Pastoral da Criança, três vezes indicada ao Prêmio Nobel de Paz, e responsável por importante redução da mortalidade infantil no Brasil. Zilda Arns visitou todas as cidades brasileiras – chegou com a missão de salvar vidas de norte a sul do país, de lixões a aldeias indígenas, das periferias dos grandes centros aos interiores sertanejos, nenhum lugar lhe escapava. Um trabalho desbravador, que muitas vezes lembra a expedição dos irmãos Villas-Bôas. O espetáculo volta ao cartaz depois de duas temporadas de sucesso de público e crítica. 3ª e 4ª, às 18h. Duração: 1h.  Classificação indicativa: Livre 

Ficha técnica:

Texto: Luiz Antonio Rocha e Simone Kalil Direção: Luiz Antonio Rocha Elenco: Simone Kalil Direção musical, composição sonora e execução: Beá Iluminação: Ricardo Lyra Jr.  Cenário: Luiz Antonio Rocha e Eduardo Albini Figurino: Caká Oliveira Assistente de direção: Valéria Alencar  Preparação vocal: Jane Celeste Preparação corporal: Roberto Rodrigues Direção de Produção: Maira Magalhães Fotos:Dalton Valério Arte Gráfica: Duda Simões (Tangerina) Realização: Mabruk Produção Cultural e Artística

 

Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes
Há cinco anos circulando pelo Brasil, com mais de 200 mil espectadores na estrada, “Deixa Clarear, musical sobre Clara Nunes” mistura música e poesia na construção de um olhar sobre a cantora Clara Nunes e sua carreira que busca incentivar a juventude a valorizar o cancioneiro brasileiro e suas raízes genuínas. No repertório estão clássicos de grandes compositores como “O canto das três raças” (Paulo Cesar Pinheiro/ Mauro Duarte), “Na linha do mar” (Paulinho da Viola), “Morena de Angola” (Chico Buarque), “Um ser de luz” (João Nogueira/Paulo Cesar Pinheiro e Mauro Duarte), “O mar serenou” (Candeia), entre outras. 5ª e 6ª, às 18h. Duração: 1h15. Classificação indicativa: livre

 

Ficha técnica:

Idealização e atuação: Clara Santhana Texto: Marcia Zanelatto Direção: Isaac Bernat Direção Musical: Alfredo Del Penho       Músicos: João Paulo Bittencourt (violão). Gustavo Pereira (Cavaco/ percussão), Pedro Paes (clarinete/ sax) e Michel Nascimento (percussão). Alternantes: João Gabriel Gomes (sopros) e Alex Coutinho (percussão) Direção de Movimento: Marcelle Sampaio Assistência de Direção: Daniel Belmonte Iluminação: Aurélio de Simoni Figurino: Desirée Bastos Cenário: Doris Rollemberg Foto divulgação banner: Marcelo Rodolfo Operação de Luz: Brisa Lima Contrarregra:Cristiane Morilo Programação visual: Gabriela Zuquim / Leandro Carvalho  Direção de Produção: Sandro Rabello Realização: Diga Sim! Produções

 

Os javalis
Um homem solitário tem sua casa invadida por um pretenso vendedor que, desesperado, anuncia o fim da humanidade, devastada por javalis que tomaram conta de tudo. Inicialmente desacreditado, o dono da casa começa a ser levado pelo discurso do vendedor e por eventos estranhos que acontecem em sua casa. Uma atmosfera, entre a tensão e o humor, é criada, detonando diversas questões que levarão os dois a caminhos surpreendentes. Livremente inspirado no clássico, “O Rinoceronte”, de Eugène Ionesco, “Os Javalis” – escrito pelo renomado dramaturgo baiano, Gil Vicente Tavares – segue a tradição da estética do Absurdo na dramaturgia contemporânea. 5ª e 6ª, às 21h. Duração: 1h. Classificação indicativa: 12 anos.

Ficha técnica:

Texto: Gil Vicente Tavares Direção: Emiliano d’Avila Elenco: Lucas Lacerda e Junior Vieira Direção de Produção: Lucas Lacerda Desenho de Luz: Fábio Espírito Santo e João Gioia Cenário e figurino: Nello Marrese Trilha sonora original: Ricco Viana Assistência de direção: Natália Rosa Realização: O Padrinho Produções Artísticas Produção Executiva: Julia Kruger Assessoria de imprensa: Catharina Rocha Programação visual: André Senna Fotografia: Marcio Freitas

 

Teatro Gláucio Gill
O Teatro Glaucio Gill, localizado na Praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana, foi criado a partir da adaptação do auditório do Centro de Recreação e Cultura da Escola Municipal Dom Aquino Correa, anexa ao teatro. Foi inaugurado em 1958, sob o nome de Teatro da Praça, e renomeado, em 1965, de Teatro Glaucio Gill, em homenagem ao ator e dramaturgo que faleceu aos 33 anos. 

Com 60 anos de existência, o espaço já foi palco de inúmeros atores e diretores importantes da cultura brasileira. De Rogério Fróes a Aderbal Freire-Filho, os artistas que estiveram frente à direção do teatro o transformaram numa referência para jovens atores e companhias iniciantes em busca de experimentação. Companhias como Torres e Brito Produções, Tereza Raquel e Eva Todor puderam encenar no palco do teatro espetáculos inesquecíveis como Navalha na carne, com Tônia Carrero, Emiliano Queiroz e Nelson Xavier; O exercício, com Glauce Rocha e Rubens de Falco;; Réveillon com Fernanda Montenegro e Sérgio Brito; Senhora da Boca do Lixo, com Eva Todor, Carlos Eduardo Dolabela, Elza Gomes e Ivone Hoffman; Hedda Gabler, com Dina Sfat e Cláudio Marzo; Mão na luva, com Marco Nanini e Juliana Carneiro da Cunha, entre outros. O espaço pertence à Funarj / Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro, vinculada à Secretaria do Estado de Cultura.

Serviço:

Festival Verão com Arte

Temporada: 5 de janeiro a 1º de fevereiro
Teatro Glaucio Gill: Praça Arcoverde, s/nº, Copacabana (ao lado da Estação Arcoverde)
Telefone: 2332-7904
Dias e horários:
Brimas: sáb., e dom., às 18h.
Alice e Augusto: sáb., e dom., às 21h.
Zilda Arns – A dona dos lírios: 3ª e 4ª, às 18h.
Deixa Clarear: 5ª e 6ª, às 18h.
Os javalis: 5º e 6º, às 21h.
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Passaporte: R$ 75 para as cinco peças (não cumulativo com outros descontos ou promoções).
Lotação: 130 pessoas

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