Festival “Choro da Gamboa” chega a sua terceira edição unindo tradição e a vanguarda do Choro no MAR

Evento com entrada franca acontece dias 21 e22 de julho, na Praça Mauá, com curadoria do instrumentista Yamandu Costa

Pelo terceiro ano consecutivo, o Museu de Arte do Rio (MAR) recebe o festival “Choro da Gamboa”, reunindo no mesmo palco a tradição e a vanguarda do choro brasileiro. O evento, que conta mais uma vez com a curadoria do violonista Yamandu Costa, acontece dias 21 e 22 de julho, de graça, com apresentação do músico Pedro Miranda.  Nessas duas noites, o público terá a chance de conferir toda a versatilidade do gênero musical através de nomes brasileiros conhecidos na cena nacional e internacional.  

Nesta edição, Yamandu propõe um contraponto entre músicos que bebem na fonte do choro com artistas mais conhecidos da música mundial, mas que sempre flertaram com o estilo musical nascido no Rio de Janeiro. “Meu objetivo é sempre mostrar um pouco da tradição e do que está acontecendo de novo na cena do choro. Esse ano, temos artistas que mergulham na raiz e outros com formações diversas, que trazem uma influencia da música universal para o choro”, explica Yamandu.

É o caso de artistas como Arismar do Espírito Santo, Alexandre Ribeiro e Fábio Peron, que se apresentarão em trio na segunda noite do festival. Os três são de São Paulo, com diversas formações musicais, mas, segundo Yamandu, são a fotografia do que o choro tem com a vanguarda. “Esses três artistas representam o que há de mais moderno hoje no choro”, ressalta. Ao lado deles, Yamandu também destaca Leo Gandelman, artista que abrange todas as linguagens da MPB. Músico de conexão internacional, sempre se aproximou do choro, trazendo outra intenção para o gênero.

Na outra ponta, temos a dupla de violonistas, os irmãos Aquiles e Everson Moraes, do Projeto Irineu de Almeida e o Oficleide, que leva o nome de um dos maiores compositores da história do choro, conhecido por ter iniciado Pixinguinha ao estilo musical e, principalmente, por ser um dos mais célebres oficleidistas brasileiros, instrumento outrora popularíssimo, que desapareceu do universo do choro com a morte de Irineu, em 1914.  Também inspirado pelos clássicos, o grupo Izaías e Seus Chorões faz coro ao tradicionalismo e mergulha a fundo na sonoridade de nomes como Jacob Bittencourt, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros, entre outros do século passado. Formado em 1974, seus fundadores têm como premissa tocar e divulgar o gênero em seu modo mais puro, procurando dessa forma conservar suas raízes.

Entre a tradição e a vanguarda, o festival apresenta Luis Barcellos, um dos nomes da nova geração, que representa um retrato do que o choro foi e para onde ele está apontando. “O Luis é um músico completo, que tem uma facilidade incrível de improvisação, consciência harmônica impressionante e está preparado pra tocar qualquer tipo de música”, exalta Yamandu. Para fechar com chave de ouro, a programação conta ainda com o time de bambas do Choro na Rua, formado por novos e antigos nomes do gênero, que se uniram com a feliz missão de levar o choro de volta às ruas e às noites cariocas. Entre os músicos que farão parte desta grande roda estão: Silvério Pontes (trompete), Zé da Velha (trombone), Daniela Spilmann (sax, tenor e sopranos), Gean Correia (violão 7 cordas), Alessandro Cardozo (cavaquinho) e Bebe Kramer (acordeon).

Com entrada gratuita, o evento acontecerá no pilotis do MAR, que fica localizado na Praça Mauá, recentemente revitalizada. O projeto é uma realização do Ministério da Cultura. A produção é da D+3 Produções, parceria com MAR e patrocínio da Rider e Estácio Instituição de Ensino Superior.

PROGRAMAÇÃO

21/07
Luís Barcelos
Projeto Irineu de Almeida e o Oficleide
Leo Gandelman

22/07
Arismar do Espírito Santo
Fábio Peron
Alexandre Ribeiro
Izaías e Seus Chorões
Silvério Pontes
Choro na Rua 

SERVIÇO

FESTIVAL CHORO NA GAMBOA
Data: 21 e 22 de julho
Museu de Arte do Rio (Praça Mauá, nº 05)
Horário: 18h às 22h.
Contato: (21) 3031 2741
Capacidade: 800 pessoas.
Entrada franca (com distribuição de pulseira e o espaço é sujeito a lotação).