Fernanda Montenegro revela bastidores de “Eles não usam black-tie” em episódio inédito de “Grandes Cenas”

ATRIZ SE EMOCIONOU AO RELEMBRAR A SEQUÊNCIA DO LONGA FILMADO EM 1981

Fernanda Montenegro e Gianfrancesco Guarnieri na sequência analisada em
Fernanda Montenegro e Gianfrancesco Guarnieri na sequência analisada em "Grandes cenas"

Trinta e cinco anos depois do lançamento de “Eles não usam Black-tie” (de Leon Hirszman), a atriz Fernanda Montenegro reflete sobre um dos momentos mais marcantes do filme em depoimento exclusivo para a série “Grandes Cenas”, do Curta!. O episódio inédito, que vai ao ar na Quarta de Cinema, 21, às 23h45, analisa a ‘cena do feijão’, em que Romana, personagem de Fernanda Montenegro, e o marido, interpretado por Gianfrancesco Guarnieri, sofrem o luto da perda de um grande amigo e da expulsão do filho de casa por discordarem de sua decisão de furar uma greve. O momento impõe ao casal um silêncio cortante, quebrado apenas pelo barulho do feijão caindo na panela. Apresentador de “Grandes Cenas”, Matheus Nachtergaele introduz a sequência e as entrevistas de Fernanda Montenegro e de Eduardo Escorel, montador do filme. “Depois, você pode elaborar a viagem racional que quiser sobre o trabalho ou sobre a cena especificamente. Mas, na hora do fazer, isso vem por caminhos insuspeitados. Hoje, eu achei a explicação para esse feijão, mas, na hora, foi só feito. Foi só realizado em um instinto, como geralmente as coisas acontecem comigo”, assegura a dama do teatro e do cinema, com mais de 60 anos de carreira.

Ainda na Quarta de Cinema, a faixa “A Vida é Curta” entra no clima do final do ano e faz uma retrospectiva com três dos principais documentários que passaram pelo programa em 2016. Para abrir, “Quem matou Eloá?”, dirigido por Lívia Perez. A produção conta a história de Lindemberg Alves, de 22 anos, que invadiu o apartamento da ex-namorada, Eloá Pimentel, de 15 anos, em 2009. Armado, ele a fez refém por cinco dias. “Quem Matou Eloá?” traz uma análise crítica sobre a espetacularização da violência e a abordagem da mídia televisiva nos casos de violência contra a mulher, revelando um dos motivos pelo qual o Brasil é o quinto num ranking de países que mais matam mulheres. Na sequência, “Malha”, de Paulo Roberto, retrata a violenta materialização de um festejo popular, a malhação do Judas, no interior da Paraíba, onde os credos religiosos de um povo servem de pano de fundo para a entrega visceral ao escárnio profano. Encerrando a retrospectiva, o curta “Uma família ilustre”. O documentário de Beth Formaggini registra a conversa entre Cláudio Guerra, ex-delegado da Polícia Civil que assassinou e incinerou militantes contrários à ditadura, e o professor Eduardo Passos, psicólogo clínico que trabalha com direitos humanos. “Uma Família Ilustre” estreou no Curta! em junho e em outubro ganhou o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2016 na categoria Melhor Curta-metragem Documentário

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Na Quinta do Pensamento, dia 22, às 23h, a série exclusiva “No Caminho do Bem”, apresentada pelo economista e ambientalista Sérgio Besserman, aborda o papel da religião no mundo contemporâneo e como cada variante religiosa entende o que é o ‘bem’. O tema do episódio inédito será comentado por seguidores do Judaísmo, Budismo, Espiritismo, Candomblé, hare krishna e Catolicismo.  “No Caminho do Bem” é uma produção da Giros, dirigida por Belisário Franca e financiada pelo Fundo Setorial do Audiovisual (PRODAV 01/2013).

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